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Duração
Augusto Matraga (Leonardo Villar) é um fazendeiro violento, que é traído pela esposa, emboscado por seus inimigos, acaba massacrado e é dado como morto. É salvo por um casal de negros e desde então, volta-se para a religiosidade. Mas quando conhece Joãozinho Bem Bem (Jofre Soares), um jagunço famoso, este percebe nele o homem violento. Daí em diante Matraga vive o conflito entre o desejo de vingança e sua penitência pelos erros cometidos.
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A Hora E A Vez De Augusto Matraga 9/10
Filmaço sensacional. Leonardo Villar numa atuação assustadora. Uma força espiritual. Uma história de redenção e vingança brandida pelo orgulho e sofrimento. O charme do texto, principalmente com os diálogos do texto de Guimarães são um charme a mais. As paisagens desérticas do sertão e esquecidas, com o ruído do vento e o preto e branco completam a atmosfera arrebatadora. Mas para melhorar ainda mais tem a trilha sonora de Geraldo Vandré, muito poderosa.
Tinha visto alguns anos atrás a atuação de Vilar em O Pagador de Promessas. O bicho era bom ator demais.
PARA MIM, esse filme se resume a atuação do Leonardo Vilar
Indicado a Palma de Ouro no Festival de Cannes. É um filmaço! Fazia tempo que eu queria ver e consegui uma cópia muito boa que acredito ser a restauração apresentada em Veneza ano passado (2024). O filme é lindo, Leonardo Villar dá um show, uma história que parece que vai para um lado e nos leva para outro, onde olhamos vários aspectos da nossa própria natureza, de como temos um lado violento, mas temos que aprender a deixar nossa racionalidade assumir mais o controle. Por mais que eu sempre torça o nariz para religião, é importante notar que faz parte enraizada de toda cultura pelo mundo e é interessante como foi usada no filme de maneira honesta, sem cair em pieguices, achei muito bonito. A trilha do Geraldo Vandré é outro espetáculo a parte.
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Com tanta gente reclamando da qualidade da release que viu, me sinto privilegiado em poder ter visto na versão remasterizada. Tem fotografias e trilha sonora lindíssimas, deve ser uma pena não poder assistir numa boa qualidade de áudio e imagem.
Infelizmente vi o filme em uma cópia com som e imagem deficientes. Isso acabou nem sendo o que mais prejudicou a minha experiência de vê-lo. Baseada em um conto de Guimarães Rosa a história na maior parte do tempo parece não avançar. Tudo acontece em um ritmo demasiado lento e só na meia hora final que ele melhora um pouco. A melhor coisa do filme é mesmo a marcante trilha sonora com música de Geraldo Vandré.