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Em 1950, a Rádio Brasil (RB) recebe seus artistas para algumas dublagens, outros tantos comerciais e, principalmente, interpretar seus papéis na radionovela Um Assassino Está Entre Nós. Tito Balcárcel dá voz às peripécias do galã em filmes de gêneros variados ao lado da estrela Lyla Van e interpreta o mordomo Matias, ele vive às voltas com suas fantasias folhetinescas até apaixonar-se por Lúcia. Jovem ambiciosa, indiretamente envolvida num crime, ela colocará o romântico Tito no centro de uma teia rodeada de pequenos mistérios. Som e imagem apontam um caminho nada comum nas diferentes histórias vividas pelo protagonista de A Hora Mágica.
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[28/09/26]
A ficção é algo entre magia genuína e um truque de mágica, especialmente a ficção audiovisual. Talvez não seja no território da fantasia que a ficção mora, mas justamente nesse limiar entre fantasia e realidade, .
Querendo ou não, a ficção pode até ser moldada a partir da realidade, mas ela também molda como interpretamos a realidade — e isso pode ser positivo ou negativo, tudo depende de como fazemos isso.
É justamente nesse limiar entre realidade e fantasia que se passa A Hora Mágica e é nesse limiar também que vive o protagonista do filme, Tito Balcarcel, interpretado por Raul Gazolla. Seja visualmente na direção de arte, fotografia e figurinos, seja no texto em si ou nas interpretações, toda a narrativa esse filme é costurada com uma corda bamba localizada nesses limiares. Se você prestar bem atenção, talvez o filme te deixe na dúvida o tempo inteiro ao invés de te oferecer respostas.
Existem vários ingredientes aqui. O mais metalinguístico de todos é a radionovela. Mas há outros ingredientes. Há cinema noir, há um tempero Hitchcockeano, algo meio Vertigo para ser mais específico, há referências diretas a vários clássicos de Hollywood como A Múmia (o antigão mesmo), O Gabinete do Dr Caligari e até a ...E o Vento Levou. Mas a base desse prato é brasileira. Bem brasileira. Guilherme de Almeida Prado propõe aqui, com intrepidez, uma fábula que carrega vários temas e ainda dá conta de carregar os temas que nós, como público, projetamos nela.
Um filme primoroso e divertido — ainda que não seja exatamente de fácil digestão — que merecia muito mais reconhecimento. Inclusive, queria MUITO assistir ele em 4K.
Eis que descubro que o Brasil tem o seu próprio "Radio Days".
Uma produção bem obscura que relata sobre os anos dourados da Rádio e das radionovelas, sucesso de público na época, bem antes da popularização da televisão.
E pelo menos aqui, o diretor ousou em fazer o filme, com uma boa fotografia, ângulos de câmeras bem diferenciados para a época da retomada, figurinos impecáveis e de época. O elenco está divino, com grandes rostos conhecidos. A produção me relembrou um filme noir, pois pega alguns elementos narrativos, como a narração em off do protagonista, que aqui é o grande Raul Gazolla.
O filme é uma boa referencia à época de ouro da Rádio, com a narração dos atores, a sonoplastia, etc. Mas, eu achei algumas partes do filme bastante arrastada, que prejudicou uma pouco a experiência.
Capricharam no figurino, nos cenários, e na forma de mostrar como eram feitas as telenovelas, porém...
esqueceram de revelar o segredo da Lúcia.
Filme que vale mais pelo tema do que pelas qualidades artísticas. Interessante o retrato que faz do mundo das radionovelas, embora o resultado fique um pouco acima do mediano.
Adorei como mostraram as radionovelas e as dublagens de filmes, mas ainda estou perdida... O mistério inicial foi completamente esquecido, além do mistério que envolve a Lúcia foi simplesmente jogado no lixo.