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Sinopse
Um professor de sucesso tem sua carreira ameaçada por um segredo de seu passado - na época de faculdade ele tornou-se membro de uma poderosa sociedade secreta, e agora a sociedade tem uma missão para ele.
Achei que este telefilme deixou pontas soltas e tinha potencial para ser um filmaço. História de seitas e sociedades secretas sempre dão bons enredos. Só que a Irmandade do Sino deixou tudo muito confuso. Glenn Ford está formidável no papel do homem que se arrependeu de ter entrado nessa sociedade secreta. Os Closes no seu rosto mostrando uma face de desespero são muito boas. Rosemary Forsyth está bem como sua esposa. Talvez a melhor passagem do filme é
quando o personagem de Gleen Ford vai a um programa de TV. Daqueles tipos de programas televisivos de baixaria como Ratinho e o Gilberto Barros. Inclusive o ator William Conrad se assemelha ao gordão Gilberto Barros. Com uma agravante a mais, fumando em pleno programa. Isso é que era o politicamente incorreto.
"A Irmandade do Sino" é um filme de 1970, feito para a televisão, cujo temática é mostrar o poder que as sociedades secretas exercem na sociedade estadunidense. O filme é bem simples visualmente, indicando uma produção com poucos recursos, sendo o mérito dele a discussão que propõe. O personagem principal é o Prof. Patterson, interpretado por Glenn Ford, um professor universitário membro da Irmandade do Sino que no início parece totalmente confortável com este papel. Ao participar da iniciação de um novo membro ele diz: "Nós não fazemos parte do establishment, nós somos o establishment". Após receber uma missão que afeta uma pessoa próxima a ele, Patterson começa a questionar as ações do grupo, mesmo ciente da extensão do poder da Irmandade. Como a lei maior do grupo é a obediência cega e total às ordens de seus líderes, querendo proteger o status quo e seus membros, Patterson cai em uma espiral de destruição, levando consigo nessa queda aqueles próximos a ele. O termo "sociedade secreta" sugere algo esotérico/misterioso, com rituais secretos e coisas afins, mas existe aqui um foco maior em mostrar como esses grupos influenciam nas decisões políticas, administrativas e econômicas do país. Essas escolhas aparentemente são tomadas baseadas na meritocracia, porém na verdade, em muitos casos, as escolhas são feitas através da manipulação do sistema por grupos de pessoas em posições de poder. Como são grupos "invisíveis", fora da esfera pública, é muito difícil rastrear suas ações e fiscalizar/regulamentar. É possível falar em meritocracia ou democracia com essas instituições paralelas ditando as regras do jogos, dos bastidores, fora do campo de conhecimento da sociedade? Fica o debate, após o encerramento do filme, que sem dúvida é bem inconclusivo e abrupto, aberto à discussão.
Esse telefilme passava antigamente na TV mas nunca tive a oportunidade de assisti-lo. O encontrei no YouTube com a dublagem original da época, o que é muito bacana. Gostei muito, a história é simples e interessante, tem ótima atuação de Glenn Ford, bons momentos de intriga e suspense, e prende a atenção até o final.
22/04/2021
Bonzinho
Bom suspense!
Achei que este telefilme deixou pontas soltas e tinha potencial para ser um filmaço. História de seitas e sociedades secretas sempre dão bons enredos.
Só que a Irmandade do Sino deixou tudo muito confuso. Glenn Ford está formidável no papel do homem que se arrependeu de ter entrado nessa sociedade secreta. Os Closes no seu rosto mostrando uma face de desespero são muito boas.
Rosemary Forsyth está bem como sua esposa.
Talvez a melhor passagem do filme é
quando o personagem de Gleen Ford vai a um programa de TV. Daqueles tipos de programas televisivos de baixaria como Ratinho e o Gilberto Barros. Inclusive o ator William Conrad se assemelha ao gordão Gilberto Barros. Com uma agravante a mais, fumando em pleno programa. Isso é que era o politicamente incorreto.
"A Irmandade do Sino" é um filme de 1970, feito para a televisão, cujo temática é mostrar o poder que as sociedades secretas exercem na sociedade estadunidense. O filme é bem simples visualmente, indicando uma produção com poucos recursos, sendo o mérito dele a discussão que propõe.
O personagem principal é o Prof. Patterson, interpretado por Glenn Ford, um professor universitário membro da Irmandade do Sino que no início parece totalmente confortável com este papel. Ao participar da iniciação de um novo membro ele diz: "Nós não fazemos parte do establishment, nós somos o establishment". Após receber uma missão que afeta uma pessoa próxima a ele, Patterson começa a questionar as ações do grupo, mesmo ciente da extensão do poder da Irmandade. Como a lei maior do grupo é a obediência cega e total às ordens de seus líderes, querendo proteger o status quo e seus membros, Patterson cai em uma espiral de destruição, levando consigo nessa queda aqueles próximos a ele.
O termo "sociedade secreta" sugere algo esotérico/misterioso, com rituais secretos e coisas afins, mas existe aqui um foco maior em mostrar como esses grupos influenciam nas decisões políticas, administrativas e econômicas do país. Essas escolhas aparentemente são tomadas baseadas na meritocracia, porém na verdade, em muitos casos, as escolhas são feitas através da manipulação do sistema por grupos de pessoas em posições de poder. Como são grupos "invisíveis", fora da esfera pública, é muito difícil rastrear suas ações e fiscalizar/regulamentar. É possível falar em meritocracia ou democracia com essas instituições paralelas ditando as regras do jogos, dos bastidores, fora do campo de conhecimento da sociedade? Fica o debate, após o encerramento do filme, que sem dúvida é bem inconclusivo e abrupto, aberto à discussão.
Esse telefilme passava antigamente na TV mas nunca tive a oportunidade de assisti-lo. O encontrei no YouTube com a dublagem original da época, o que é muito bacana. Gostei muito, a história é simples e interessante, tem ótima atuação de Glenn Ford, bons momentos de intriga e suspense, e prende a atenção até o final.