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Sinopse
Sr. Lazarescu chama uma ambulância após sofrer com dores de cabeça e de estômago. Inicia-se então uma viagem através da cidade, entre um hospital e outro, em busca de tratamento médico.
Esse filme me trouxe recordações horríveis de uns anos atrás quando desmaiei no ônibus. Eu estava passando por uma fase horrível da vida e tentei me matar misturado álcool com várias outras drogas, quando recobrei a consciência na ambulância, ainda bem grogue, eu disse o motivo por está assim e fui tratada bem friamente pela equipe médica, que em seguida me liberaram pra ir pra casa logo quando minha família chegou. Infelizmente existe um estigma enorme quando se trata de pessoas que acabam ficando mal por usarem alguma substância, só pensam que a culpa é delas e que por isso não merecem um tratamento decente, que mesmo não sendo o real caso do Lazarescu, por está cheirando a álcool é tratado com pouca importância. O coitado morreu depois de tanta negligência e nem pôde fumar seu último cigarro.
No clássico A Divina Comédia, de Dante Aligheri, o próprio Dante visita o Inferno, depois o Purgatório e, por fim, o Paraíso. No Inferno e no Purgatório, ele é guiado pelo poeta Virgílio, autor da Eneida. No inferno, ele passa pelos 9 círculos, cada um destinado à punição de uma tipo de pecado. No Purgatório, as almas assistem às punições das outras almas que, por pecarem mais "intensamente", foram para o Inferno.
No filme A Morte do Sr. Lazarescu, do romeno Cristi Puiu, temos o protagonista Lazarescu Dante Remus, um idoso de 63 anos que espera, em seu modesto apartamento na periferia de Bucareste, por uma ambulância, pois ele alega sofrer de fortes dores de cabeça e de estômago. O nome do protagonista é claramente inspirado em 2 personagens: o Lázaro, da Bíblia, que volta dos mortos; o Dante, de A Divina Comédia.
Assim como Dante, o sr. Lazarescu, em sua odisseia por vários hospitais de Bucareste numa conturbada noite de sábado, em busca de ajuda médica, atravessa um inferno, antes de encontrar alguma forma de Paraíso. Não por acaso, ao final do filme, logo após ele ser limpo e ter os cabelos raspados por 2 enfermeiras, uma delas diz: "Virgil! Ele está pronto! Leve-o para o Dr. Angel!"
Tem alguns filmes que vou colocando na minha lista e quando finalmente vou ver, nem lembro mais porque estavam lá.
A Morte do Sr. Lazarescu é classificada, pelo próprio diretor, como uma comédia de humor negro, o que acho bastante questionável. Não foi a sensação que tive, mas a estrutura é claramente uma comédia de erros, e também um daqueles filmes pra se ver uma vez na vida, devido a tamanha angústia e realismo.
A história se passa em apenas uma madrugada e acompanha o protagonista passando por vários hospitais. É uma daquelas histórias que é tão bem contada e dirigida que parece um documentário, pra quem curte o Dogma 95 (Dogville, Festa de Família) é um prato cheio.
Temos a saga do protagonista e dos socorristas passeando e encontrando médicos e enfermeiras com as personalidades e atitudes mais variadas. Fala sobre solidão, descaso, falta de empatia e a cruel realidade que vivem médicos e pacientes todos os dias.
Filme desconhecido da grande massa que poderia ser um pouco mais valorizado.A trama é tão divertida e dramática ao mesmo tempo,que em certos momentos parece que estamos assistindo filmes diferentes.A transição de gêneros é muito bem utilizada sem saturar nem um,nem outro.Não deixa de ser um retrato fiel sobre a vida humana e suas necessidades e dificuldades.
Esse filme é brilhante, a sua influência de cinema-direto é tão evidente, que por vezes esquecemos que estamos a assistir um filme, haja vista as incríveis atuações, tão naturais, as locações cruas como a vida e com ausência de uma direção de arte lúdica e a câmera na mão a balançar sem o auxílio de uma steadicam.
É realmente incrível o quão realista esse filme é, fazendo-lhe parecer um documentário de cinema-direto.
É possível se emocionar com a relação do Sr Lazarescu com os seus gatos, além da bela relação que a auxiliar da ambulância acabou desenvolvendo por ele. Soma-se a isso o fato de que os médicos, já tão habituados com o ofício, sequer se sensibilizam com as mortes alheias.
Uma pequena obra-prima, poucas vezes no cinema vi algo tão real. Foi tudo tão real que o filme serviu como um gatilho para a minha hipocondria.
Esse filme me trouxe recordações horríveis de uns anos atrás quando desmaiei no ônibus. Eu estava passando por uma fase horrível da vida e tentei me matar misturado álcool com várias outras drogas, quando recobrei a consciência na ambulância, ainda bem grogue, eu disse o motivo por está assim e fui tratada bem friamente pela equipe médica, que em seguida me liberaram pra ir pra casa logo quando minha família chegou.
Infelizmente existe um estigma enorme quando se trata de pessoas que acabam ficando mal por usarem alguma substância, só pensam que a culpa é delas e que por isso não merecem um tratamento decente, que mesmo não sendo o real caso do Lazarescu, por está cheirando a álcool é tratado com pouca importância.
O coitado morreu depois de tanta negligência e nem pôde fumar seu último cigarro.
No clássico A Divina Comédia, de Dante Aligheri, o próprio Dante visita o Inferno, depois o Purgatório e, por fim, o Paraíso. No Inferno e no Purgatório, ele é guiado pelo poeta Virgílio, autor da Eneida. No inferno, ele passa pelos 9 círculos, cada um destinado à punição de uma tipo de pecado. No Purgatório, as almas assistem às punições das outras almas que, por pecarem mais "intensamente", foram para o Inferno.
No filme A Morte do Sr. Lazarescu, do romeno Cristi Puiu, temos o protagonista Lazarescu Dante Remus, um idoso de 63 anos que espera, em seu modesto apartamento na periferia de Bucareste, por uma ambulância, pois ele alega sofrer de fortes dores de cabeça e de estômago. O nome do protagonista é claramente inspirado em 2 personagens: o Lázaro, da Bíblia, que volta dos mortos; o Dante, de A Divina Comédia.
Assim como Dante, o sr. Lazarescu, em sua odisseia por vários hospitais de Bucareste numa conturbada noite de sábado, em busca de ajuda médica, atravessa um inferno, antes de encontrar alguma forma de Paraíso. Não por acaso, ao final do filme, logo após ele ser limpo e ter os cabelos raspados por 2 enfermeiras, uma delas diz: "Virgil! Ele está pronto! Leve-o para o Dr. Angel!"
Tem alguns filmes que vou colocando na minha lista e quando finalmente vou ver, nem lembro mais porque estavam lá.
A Morte do Sr. Lazarescu é classificada, pelo próprio diretor, como uma comédia de humor negro, o que acho bastante questionável. Não foi a sensação que tive, mas a estrutura é claramente uma comédia de erros, e também um daqueles filmes pra se ver uma vez na vida, devido a tamanha angústia e realismo.
A história se passa em apenas uma madrugada e acompanha o protagonista passando por vários hospitais. É uma daquelas histórias que é tão bem contada e dirigida que parece um documentário, pra quem curte o Dogma 95 (Dogville, Festa de Família) é um prato cheio.
Temos a saga do protagonista e dos socorristas passeando e encontrando médicos e enfermeiras com as personalidades e atitudes mais variadas. Fala sobre solidão, descaso, falta de empatia e a cruel realidade que vivem médicos e pacientes todos os dias.
Filme desconhecido da grande massa que poderia ser um pouco mais valorizado.A trama é tão divertida e dramática ao mesmo tempo,que em certos momentos parece que estamos assistindo filmes diferentes.A transição de gêneros é muito bem utilizada sem saturar nem um,nem outro.Não deixa de ser um retrato fiel sobre a vida humana e suas necessidades e dificuldades.
>Assistido em 09 de Abril de 2022
Esse filme é brilhante, a sua influência de cinema-direto é tão evidente, que por vezes esquecemos que estamos a assistir um filme, haja vista as incríveis atuações, tão naturais, as locações cruas como a vida e com ausência de uma direção de arte lúdica e a câmera na mão a balançar sem o auxílio de uma steadicam.
É realmente incrível o quão realista esse filme é, fazendo-lhe parecer um documentário de cinema-direto.
É possível se emocionar com a relação do Sr Lazarescu com os seus gatos, além da bela relação que a auxiliar da ambulância acabou desenvolvendo por ele. Soma-se a isso o fato de que os médicos, já tão habituados com o ofício, sequer se sensibilizam com as mortes alheias.
Uma pequena obra-prima, poucas vezes no cinema vi algo tão real. Foi tudo tão real que o filme serviu como um gatilho para a minha hipocondria.