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Data de lançamento
22 Dez. 1965Duração
A adolescente Daisy Clover (Natalie Wood) tem apenas 15 anos de idade e é muito sapeca. Seu sonho é se tornar atriz de cinema. Decidida a alcançar seu objetivo, ela vai fazer um teste para um filme com o produtor Raymond Swan (Christopher Plummer). Encantado pela garota, Swan faz dela uma estrela. Mas Daisy, ainda muito jovem e inexperiente, terá de lidar com todas as novidades que surgem em sua nova vida de celebridade na agitada Hollywood dos anos 1930.
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11.08.2001
19.07.2025
Conheci em 2001 e revi ontem!
Bom drama, vide elenco e roteiro, mas caiu muito na revisão!
Cinquenta anos antes de explodir a polêmica da exploração sexual de atrizes em Hollywood, a Sétima Arte já tratava desse tema espinhoso - mas de forma um tanto velada, naturalmente - no controverso "Inside Daisy Clover" (que, no Brasil, recebeu o péssimo título genérico 'À Procura do Destino' que pouco, ou nada, tem a ver com sua historia). Dividindo cinéfilos entre aqueles que o acham fascinante e os que o acham enfadonho, o longa-metragem de Robert Mulligan (de "O Sol É Para Todos") acompanha a carreira meteórica de Daisy Clover (Natalie Wood), uma estrela-mirim adolescente que vai da miséria à fama, através dos usos e abusos de seu produtor, o ganancioso Raymond Swan (Christopher Plummer). Aparentando em seus primeiros minutos ser alguma comédia-romântica/musical boba dos anos 60, o longa-metragem acaba mostrando uma sobrevida e uma maturidade a partir do momento em que vai desvelando as mazelas hollywoodianas (o que já havia sido feito por Billy Wilder em 'Crepúsculo dos Deuses', naturalmente, mas aqui de forma bem mais crua e brutal). O filme ganha pontos pela atuação hipnotizante de Christopher Plummer no papel antagonista, mas, por outro lado, a interpretação de Natalie Wood sofre alguns momentos de over-acting (principalmente durante o primeiro ato), além da atriz estar obviamente muito velha para convencer como uma garota de quinze anos. Todavia, a importância social de seu discurso e a forma instigante com que os acontecimentos são desenvolvidos compensam as suas fraquezas. Quatro estrelas para um filme dos anos 60, que se passa nos anos 30, mas que ainda permanece terrivelmente atual.
Começa como um conto de fadas e se revela um pesadelo. A menina pobre que tem a chance de subir na vida através do cinema mas descobre que o preço é muito alto. Nos anos 30, a chamada era de ouro de Hollywood era normal os estúdios terem contratos de exclusividade e fazer de tudo para transformar suas atrizes em estrelas. Chegavam até a arranjar casamentos de fachada. Christopher Plummer (num papel bem diferente do Capitão von Trapp que interpretou no mesmo ano, em A Noviça Rebelde) se sai muito bem como o produtor de modos elegantes que aos poucos se revela frio e controlador. Natalie Wood está perfeita como a adolescente que tem que se adaptar ao lado não glamouroso do cinema. A cena em que ela tem que dublar a si mesma é digna dos melhores filmes de terror !
Junto com Crepúsculo dos Deuses é uma das mais ácidas criticas aos estúdios de Hollywood.