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Duração
Um homem de meia-idade deixa sua familia e amigos para viver isolado em uma canoa no meio de um rio, na região central do Brasil, e jamais volta a pisar em terra firme. Seu único contato com as pessoas acontece através de seu filho Liojorge, que lhe deixa comida na margem do rio. Os anos se passam e a filha Rosário casa com um rapaz da região e vai morar na cidade. O filho também casa, mas decide permanecer com a mãe e continuar levando diariamente a comida para o pai invisível. Quando nasce Nhinhinha, a filha de Liojorge, e que tem poderes mágicos, o rapaz resolve levá-la até a beira do rio para apresentá-la ao pai.
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- anos 90, a terrível era das vacas magras do cinema nacional
- adaptar um livro já é complicado, interpretar o contos do guimarães rosa que misturam fantasia com realidade e com pouco orçamento, é uma missão bem difícil
- gostei de vários elementos apresentados, o que prejudica mesmo foi a junção de contos diferentes que essencialmente não conversam entre si
- mas o nelson deu um jeitinho e constroi uma trama interessante que te carrega por todo o filme
Família doida,viu? O pai vai "comprar cigarro" e os filhos começam a endeusar o homem. Haja paciência.
O roteiro não sabe pra onde quer ir e vai atirando pra todos os lados.
Santinha é tão homofóbica que não suportou estar na presença de um cara gay e foi de arrasta pra cima kk.
De longe o pior filme de Nelson P. dos Santos! O veterano diretor e roteirista parecia não saber que tom dar ao filme, se drama, suspense ou comédia. Alguns momentos são muito bons, como a chegada dos irmãos Dagobé à fazenda, mas depois disso descamba para o nonsense. Nelson tinha um imenso talento mas ao costurar vários contos de Guimarães Rosa em um única história acabou criando um monstro de Frankesntein em forma de filme. Parece coisa de amador.
Infelizmente não me envolvi nem um pouco com o filme. O Wesley é muito exato no seu apontamento, logo abaixo, sobre o ar de pressa na execução. Mas convenhamos: o filme acerta muito na proposta de adaptar cinco contos do Guimarães Rosa, de modo que o resultado fica tão coeso (pensando na fluidez da narrativa) que o « filme » acaba por exceder a própria compreensão de « adaptação », tornando-se uma espécie de terceiro texto. A mesma maestria que eu vi no filme Inquietude, do Manoel de Oliveira, que adapta um conto de Agustina Bessa-Luis, uma peça do absurdista Helder Prista e um texto do simbolista Antonio Patricio, fazendo um filme que é mais que adaptação. Além do mais: Nelson Pereira dos Santos é um verdadeiro Mestre no trânsito com a literatura brasileira, e sigo acompanhando o meu colega, é pra ir « de coração aberto ». Só senti falta, mesmo, daquela presença mais apurada do « sentido de Mistério » que a gente encontra nas Primeiras estórias, do Rosa.
Ainda assim, vale muito a pena assistir.
Uma corajosa tentativa de transpor o sertão metafísico de Guimarães Rosa para o cinema. Destaque para a música do Milton Nascimento, um acerto.