Dois oficiais devem levar um jovem marinheiro para a prisão, mas acabam se afeiçoando a ele e, antes de cumprirem sua missão, decidem apresentar para o rapaz os verdadeiros prazeres da vida.
Bonito filme, mas longe de ser uma obra prima. Fu na dica do André barcinski que sempre dá ótimas dicas no YouTube. Achei esse no looke que tem muita coisa meia boca mas se você catar acha coisas boas antigas que só tem lá.
Jack Nicholson phodastico, Randy Quaid caiu como uma luva, nesse personagem como marujo bobão e sem sorte, até um pouco infantilizado, e Otis Young completa esse trio, maravilhoso! Um Drama que prende até o fim, por vezes com momentos divertidos outros mais tensos, personagens humanos, atuações ótimas! Muito.bom. "Você não vai sair dessa cidade sem encher o bucho de cerveja, Jesus Cristo!" Ps A dobradinha Nicholson - Quaid funciona muito bem, que aliás já estiveram juntos em "Duelo de Gigantes".
Ao assistir A Última Missão (1974), o que se impõe não é apenas a injustiça da pena aplicada a Meadows, mas a percepção de um desperdício humano anunciado. Buddusky e Mulhall, apesar de uma formação rígida e viril, tiveram oportunidades e aprenderam a sobreviver dentro do sistema. Ao escoltarem o jovem Meadows — condenado a oito anos de prisão por tentar roubar dinheiro de doação — passam a se compadecer não apenas da severidade da punição, mas do fato de que ele perderá a melhor fase da vida antes mesmo de ter tido a chance de amadurecer.
No entanto, eles percebem algo ainda mais inquietante: mesmo que não fosse preso, Meadows já vinha perdendo sua vida. Sua compulsão em roubar, associada à fragilidade de caráter e à incapacidade de se impor, revela um jovem despreparado para enfrentar o mundo. Como Buddusky afirma em determinado momento, trata-se de alguém “flouxo” — não no sentido moral, mas existencial, alguém sem firmeza suficiente para sustentar a própria presença.
Essa constatação se torna ainda mais brutal quando Buddusky verbaliza aquilo que todos sabem, mas evitam dizer: Meadows sofrerá na prisão. Não apenas pela privação da liberdade, mas por estar à mercê de homens rígidos, endurecidos e maliciosos — figuras que o sistema produziu e que se alimentam da fragilidade alheia. A prisão, nesse sentido, não aparece como espaço de correção, mas como um ambiente onde a fraqueza é punida continuamente.
Diante disso, Buddusky e Mulhall tentam ajudá-lo da única forma que conhecem: de maneira dura, direta e funcional no curto prazo. Levam-no a um prostíbulo para que perca a virgindade, tentam ensiná-lo a se impor, a endurecer, a ser mais forte, como se quisessem condensar em poucos dias aquilo que a vida não lhe deu a tempo. Não se trata de crueldade gratuita, mas de uma tentativa desesperada de prepará-lo minimamente para um mundo — e um sistema — que não tolera fragilidade.
Drama com pitadas de comédia que conta a saga de três homens que acaba em uma relação improvável ao completar uma missão. Baseado no livro "The Last Detail", de Darryl Ponicsan.
Não consegui gostar deste filme de Hal Ashby e não entendi o porquê da indicação ao Oscar de Randy Quaid. Achei enfadonho e nada engraçado, sobretudo, aqueles 'tics' habituais de Jack Nicholson que provavelmente iniciou exercendo desde essa época. Encontrei-o no You Tube dublado e fui prontamente a sessão, mas não me envolvi, definitivamente.
Bonito filme, mas longe de ser uma obra prima. Fu na dica do André barcinski que sempre dá ótimas dicas no YouTube. Achei esse no looke que tem muita coisa meia boca mas se você catar acha coisas boas antigas que só tem lá.
Jack Nicholson phodastico, Randy Quaid caiu como uma luva, nesse personagem como marujo bobão e sem sorte, até um pouco infantilizado, e Otis Young completa esse trio, maravilhoso! Um Drama que prende até o fim, por vezes com momentos divertidos outros mais tensos, personagens humanos, atuações ótimas!
Muito.bom.
"Você não vai sair dessa cidade sem encher o bucho de cerveja, Jesus Cristo!"
Ps A dobradinha Nicholson - Quaid funciona muito bem, que aliás já estiveram juntos em "Duelo de Gigantes".
Ao assistir A Última Missão (1974), o que se impõe não é apenas a injustiça da pena aplicada a Meadows, mas a percepção de um desperdício humano anunciado. Buddusky e Mulhall, apesar de uma formação rígida e viril, tiveram oportunidades e aprenderam a sobreviver dentro do sistema. Ao escoltarem o jovem Meadows — condenado a oito anos de prisão por tentar roubar dinheiro de doação — passam a se compadecer não apenas da severidade da punição, mas do fato de que ele perderá a melhor fase da vida antes mesmo de ter tido a chance de amadurecer.
No entanto, eles percebem algo ainda mais inquietante: mesmo que não fosse preso, Meadows já vinha perdendo sua vida. Sua compulsão em roubar, associada à fragilidade de caráter e à incapacidade de se impor, revela um jovem despreparado para enfrentar o mundo. Como Buddusky afirma em determinado momento, trata-se de alguém “flouxo” — não no sentido moral, mas existencial, alguém sem firmeza suficiente para sustentar a própria presença.
Essa constatação se torna ainda mais brutal quando Buddusky verbaliza aquilo que todos sabem, mas evitam dizer: Meadows sofrerá na prisão. Não apenas pela privação da liberdade, mas por estar à mercê de homens rígidos, endurecidos e maliciosos — figuras que o sistema produziu e que se alimentam da fragilidade alheia. A prisão, nesse sentido, não aparece como espaço de correção, mas como um ambiente onde a fraqueza é punida continuamente.
Diante disso, Buddusky e Mulhall tentam ajudá-lo da única forma que conhecem: de maneira dura, direta e funcional no curto prazo. Levam-no a um prostíbulo para que perca a virgindade, tentam ensiná-lo a se impor, a endurecer, a ser mais forte, como se quisessem condensar em poucos dias aquilo que a vida não lhe deu a tempo. Não se trata de crueldade gratuita, mas de uma tentativa desesperada de prepará-lo minimamente para um mundo — e um sistema — que não tolera fragilidade.
Drama com pitadas de comédia que conta a saga de três homens que acaba em uma relação improvável ao completar uma missão. Baseado no livro "The Last Detail", de Darryl Ponicsan.
Não consegui gostar deste filme de Hal Ashby e não entendi o porquê da indicação ao Oscar de Randy Quaid. Achei enfadonho e nada engraçado, sobretudo, aqueles 'tics' habituais de Jack Nicholson que provavelmente iniciou exercendo desde essa época. Encontrei-o no You Tube dublado e fui prontamente a sessão, mas não me envolvi, definitivamente.