Um jornalista mineiro, radicado no Rio, segue para Brasília com documentos secretos a serem entregues a um político. Do Rio a Belo Horizonte, recorda dois amores. Em Brasília não consegue fazer chegar os documentos a seu destino. É espancado e morre.
Tem uma boa condução de câmera, boas frases e uma toada de pesadelo que agradam. O problema é que não entendi qual era o objetivo do jornalista, não sei se a ideia era realmente ser enigmático ou houveram cortes pela censura. Aliás esta censura se houve foi bem branda afinal de contas é um jornalista de esquerda perseguido e assassinado em pleno 1968, como passou e se de fato passou me geram dúvidas. Áudio pavoroso.
- impossível esse filme ter saído aqui no brasil no ano em que foi feito, pleno AI-5
- e é muito triste que hoje ele não tenha a fama e o reconhecimento que merece
- grandes nomes, frases impactantes e excelente roteiro
"Vou lutar sozinho. Ninguém poderá me deter. Sei que vai ser difícil. Mas o difícil não é sofrer fisicamente, mais difícil é lutar para conservar um sentimento que a gente vê que chegou ao fim. Sou pessimista quanto ao meu futuro; mas sou otimista quanto ao futuro das minhas ideias."
A bela canção Ponteio (Edu Lobo) é a cereja do bolo, coroando este bom filme que eu desconhecia até outro dia desses.
difícil não é sofrer fisicamente, mais difícil é lutar para conservar um sentimento que a gente vê que chegou ao fim.