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Outros títulos
Geschlecht in Fesseln - Alemanha
Sex in Chains - Estados Unidos da América
Sinopse
Jovem é acusaso de homicídio culposo e condenado à prisão, onde acaba formando uma estreita relação com seu companheiro de cela. Após a libertação, sua esposa se dá conta que a prisão mudou o homem com quem ela havia casado.
A humanidade nunca será livre em sua natureza. É domesticada em obediência à moralidade e às leis civis.
"Sex in Chains" é um filme com força desconcertante. Embora seja uma obra do cinema mudo de 1928, sua narrativa pulsa com uma atualidade perturbadora, como se desnudasse as contradições que ainda nos assombram. O drama expõe, sem concessões, a hipocrisia humana em suas formas mais cruéis: o pai que despreza a filha por ter escolhido um homem pobre, o marido que prefere passar necessidade a permitir que a esposa trabalhe, o sujeito que acredita ter o direito de assediar uma mulher mesmo diante de sua recusa. Cada gesto, cada silêncio, cada olhar congelado na tela revela um mundo onde a injustiça se disfarça de moralidade e onde o poder se exerce sempre sobre os mais frágeis.
Dentro dos muros da prisão, o filme intensifica sua denúncia. Ali, a pena não é concebida como aprendizado ou reintegração, mas como castigo brutal, como anulação da dignidade. A religião surge como cúmplice, impondo culpa e medo para manter o controle, enquanto a sociedade reforça o estigma sobre os que carregam o rótulo de prisioneiros. Os impulsos sexuais naturais, que poderiam ser expressão de vida, são castrados pelas leis e pela moralidade social; a homossexualidade é retratada como pecado, doença ou até como instrumento de chantagem. O filme não suaviza essas tensões: mostra-as em sua aspereza, como feridas abertas revelando a violência de um sistema que prefere esmagar as diferenças a compreendê-las. Em algumas cenas está presente um pássaro, lembrando-nos do que é viver livre segundo a sua própria natureza.
No fim, paira a morte como punição última, como se a vida não tivesse valor fora das normas impostas. "Sex in Chains" é, portanto, mais que um drama: é um manifesto incômodo que reflete a persistência da intolerância e da injustiça. Um filme pouco conhecido hoje e que deveria ser visto não apenas como uma peça histórica, mas sim como uma obra que nos obriga a confrontar os males que resistem em nossa sociedade: o preconceito em suas várias formas, o controle dos impulsos pelo medo e pela culpa, a recusa em aceitar diferenças, a repressão aos desejos e necessidades naturais. É um filme do passado que vem nos apontar o dedo na cara, lembrando que a hipocrisia humana nunca envelhece.
Tão sutil que se você não prestar atenção corre o risco de perder o que dá sentido ao título e sinopse do filme. Gosto de filmes antigos, porque apresentam uma outra abordagem da realidade já esquecida.
Produzido na Alemanha em 1928, é um filme bastante obscuro. Quando fiz uma pesquisa sobre filmes que abordavam homossexualidade nos primórdios do cinema, ele nem chegou a aparecer nas minhas pesquisas. Descobri por indicação de um amigo. O título traduzido é "Sexo Aprisionado - A Angústia Sexual dos Presidiários". Achei um filme muito ousado pra época. O filme conta a história de um homem que comete um crime acidental e é preso por três anos. Nesse período ele sofre de abstinência sexual, até o momento em que um novo colega de cela faz com que ele quebre seus padrões. O filme em si não gira apenas nisso: ele fala também sobre quem está do lado de fora, no caso a mulher dele, que também sofre de abstinência sexual e luta de todas as formas para não traí-lo. Além disso, mostra o processo de readaptação do preso à sociedade, um processo que pode ser trágico no final. Eu gostei demais desse filme e foi uma alegria muito grande poder vê-lo, mesmo com intertítulos em francês, comprometendo um pouco o entendimento dos diálogos, mas consegui absorver a história e ser tocado por ela.
Produção alemã silenciosa que foi o 4° filme do diretor alemão William Dieterle (1893-1972), que aqui atuou como ator principal e viria a ser um dos grandes cineastas em Hollywood. Como ator, ele já havia estrelado diversos filmes, todos na Alemanha. O ensaio de Franz Höllering (1896-1968) também baseou o roteiro do filme Senhoritas de uniforme (58). Um dos filmes que Wilhelm Dieterle fez na Alemanha natal antes de escapar dos nazistas e se tornar o diretor de Hollywood William Dieterle. "Como no amor ou na culpa, o importante é permanecer humano". Um dos destaques deste dramático filme de prisão (sem contar o tema polêmico), além do próprio Dieterle, é o da sueca Mary Johnson (1896-1975), em seu penúltimo filme.
Franz Sommer é um jovem marido que é condenado a uma pena de prisão depois de matar acidentalmente um homem que estava ameaçando sua esposa. Durante o intervalo, ele encontra liberação sexual com um de seus companheiros de prisão, enquanto sua esposa, Helene Sommer, inicia um relacionamento físico com seu chefe, a única pessoa que oferece ajuda a ela enquanto o marido está preso.
Sinceramente? Vale pelo registro histórico dos primórdios do cinema, mas é um "pé no saco"... 😶🙄😪 Entendo que é outra época, outro ritmo, outra maneira; entendo as limitações técnicas do início da década de 1920; entendo a mentalidade que ainda aceitava a lentidão... Mas foi difícil chegar ao fim. O filme tem 1:30h e ao final fiquei com a sensação de que o filme tinha 4h de duração...
A humanidade nunca será livre em sua natureza.
É domesticada em obediência à moralidade e às leis civis.
"Sex in Chains" é um filme com força desconcertante. Embora seja uma obra do cinema mudo de 1928, sua narrativa pulsa com uma atualidade perturbadora, como se desnudasse as contradições que ainda nos assombram. O drama expõe, sem concessões, a hipocrisia humana em suas formas mais cruéis: o pai que despreza a filha por ter escolhido um homem pobre, o marido que prefere passar necessidade a permitir que a esposa trabalhe, o sujeito que acredita ter o direito de assediar uma mulher mesmo diante de sua recusa. Cada gesto, cada silêncio, cada olhar congelado na tela revela um mundo onde a injustiça se disfarça de moralidade e onde o poder se exerce sempre sobre os mais frágeis.
Dentro dos muros da prisão, o filme intensifica sua denúncia. Ali, a pena não é concebida como aprendizado ou reintegração, mas como castigo brutal, como anulação da dignidade. A religião surge como cúmplice, impondo culpa e medo para manter o controle, enquanto a sociedade reforça o estigma sobre os que carregam o rótulo de prisioneiros. Os impulsos sexuais naturais, que poderiam ser expressão de vida, são castrados pelas leis e pela moralidade social; a homossexualidade é retratada como pecado, doença ou até como instrumento de chantagem. O filme não suaviza essas tensões: mostra-as em sua aspereza, como feridas abertas revelando a violência de um sistema que prefere esmagar as diferenças a compreendê-las. Em algumas cenas está presente um pássaro, lembrando-nos do que é viver livre segundo a sua própria natureza.
No fim, paira a morte como punição última, como se a vida não tivesse valor fora das normas impostas. "Sex in Chains" é, portanto, mais que um drama: é um manifesto incômodo que reflete a persistência da intolerância e da injustiça. Um filme pouco conhecido hoje e que deveria ser visto não apenas como uma peça histórica, mas sim como uma obra que nos obriga a confrontar os males que resistem em nossa sociedade: o preconceito em suas várias formas, o controle dos impulsos pelo medo e pela culpa, a recusa em aceitar diferenças, a repressão aos desejos e necessidades naturais. É um filme do passado que vem nos apontar o dedo na cara, lembrando que a hipocrisia humana nunca envelhece.
Tão sutil que se você não prestar atenção corre o risco de perder o que dá sentido ao título e sinopse do filme. Gosto de filmes antigos, porque apresentam uma outra abordagem da realidade já esquecida.
Produzido na Alemanha em 1928, é um filme bastante obscuro. Quando fiz uma pesquisa sobre filmes que abordavam homossexualidade nos primórdios do cinema, ele nem chegou a aparecer nas minhas pesquisas. Descobri por indicação de um amigo. O título traduzido é "Sexo Aprisionado - A Angústia Sexual dos Presidiários". Achei um filme muito ousado pra época. O filme conta a história de um homem que comete um crime acidental e é preso por três anos. Nesse período ele sofre de abstinência sexual, até o momento em que um novo colega de cela faz com que ele quebre seus padrões. O filme em si não gira apenas nisso: ele fala também sobre quem está do lado de fora, no caso a mulher dele, que também sofre de abstinência sexual e luta de todas as formas para não traí-lo. Além disso, mostra o processo de readaptação do preso à sociedade, um processo que pode ser trágico no final. Eu gostei demais desse filme e foi uma alegria muito grande poder vê-lo, mesmo com intertítulos em francês, comprometendo um pouco o entendimento dos diálogos, mas consegui absorver a história e ser tocado por ela.
Produção alemã silenciosa que foi o 4° filme do diretor alemão William Dieterle (1893-1972), que aqui atuou como ator principal e viria a ser um dos grandes cineastas em Hollywood. Como ator, ele já havia estrelado diversos filmes, todos na Alemanha. O ensaio de Franz Höllering (1896-1968) também baseou o roteiro do filme Senhoritas de uniforme (58). Um dos filmes que Wilhelm Dieterle fez na Alemanha natal antes de escapar dos nazistas e se tornar o diretor de Hollywood William Dieterle. "Como no amor ou na culpa, o importante é permanecer humano". Um dos destaques deste dramático filme de prisão (sem contar o tema polêmico), além do próprio Dieterle, é o da sueca Mary Johnson (1896-1975), em seu penúltimo filme.
Franz Sommer é um jovem marido que é condenado a uma pena de prisão depois de matar acidentalmente um homem que estava ameaçando sua esposa. Durante o intervalo, ele encontra liberação sexual com um de seus companheiros de prisão, enquanto sua esposa, Helene Sommer, inicia um relacionamento físico com seu chefe, a única pessoa que oferece ajuda a ela enquanto o marido está preso.
Sinceramente? Vale pelo registro histórico dos primórdios do cinema, mas é um "pé no saco"... 😶🙄😪 Entendo que é outra época, outro ritmo, outra maneira; entendo as limitações técnicas do início da década de 1920; entendo a mentalidade que ainda aceitava a lentidão... Mas foi difícil chegar ao fim. O filme tem 1:30h e ao final fiquei com a sensação de que o filme tinha 4h de duração...