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Este filme conta a história inverossímil, mas divertida, de Zé do Lino (Anselmo Duarte), um linotipista, que é convencido pelos colegas de trabalho a participar de um programa de TV, respondendo sobre números de telefones. A história gira basicamente em torno dessa participação, do namoro de Zé do Lino com Gina (Maria Dilnah), das ranhetices de D. Béla (Dercy Gonçalves) e das atividades criminosas de Raul (Aurélio Teixeira).
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Bom filme nacional que já alertava sobre as bets, mesmo 70 anos antes delas existirem, kkkkk. A única coisa que é realmente ruim é a personagem de Dercy Gonçalves, que cada vez que aparece em cena é insuportável. Nota 7,0.
Anselmo começou muito bem... Um filme muito bem executado. Porém, na minha opinião algumas passagens no roteiro me pareceram forçadas demais.
o primeiro filme de anselmo duarte na direção tem um contexto histórico importantíssimo: as chanchadas (que o consagraram como galã) estavam perdendo a popularidade pro cinema novo, que explorava uma brasilidade completamente contrária às chanchadas americanizadas. anselmo consegue juntar a comédia, o musical e o ritmo da chanchada ao mesmo tempo que explora também certa crítica social de contexto popular, familiar e sobretudo, brasileiro. a televisão, tema chave da história, era também uma novidade no momento, considerando que o primeiro canal de tv do brasil foi inaugurado apenas 7 anos antes do filme.
mesmo sem tanto peso, o filme denuncia os esquemas de apostas numa história quase heróica de bom moço x vilões, que obviamente teria um final feliz. mas a previsibilidade não é exatamente um problema e funciona pra deixar o roteiro do filme bem consolidado, criando o universo de zé do lino e fazendo com que a gente torça por ele. anselmo faz uma atuação honesta e odete lara tem grande destaque, antes ainda de ser A odete lara. a personagem da dercy é bem irritante e muitas vezes fora de tom com o filme, mas ao mesmo tempo não soube dizer se foi uma escolha de roteiro ou se é só uma questão pessoal com esse tipo de humor.
anselmo soube usar do programa pra encaixar os números musicais da chanchada e apresenta em um deles o ótimo trio irakitan. pelo contexto, os números ficam como parte do programa e não como cenas musicais gratuitas, uma escolha muito inteligente.
um bom sem grandes destaques mas que ainda funciona muito bem pela boa história que propõe. uma boa escolha pra apresentar essa fase do cinema pra quem desconhece
Divertida crônica paulistana .
Maravilhoso .
E que elenco !!