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Manfred von Richtofen lidera um dos esquadrões da aviação alemã mais perigosos, durante a primeira guerra mundial. Ele precisa lidar com as divisões sociais dentro de seu esquadrão, a medida que os pilotos começam a quebrar regras e forçarem ações mais violentas.
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Lothar von Richthofen nasceu em 27 de setembro de 1894, na cidade de Wrocław (Breslau), então parte do Império Alemão. Integrante de uma família aristocrática prussiana, ele cresceu dentro de uma tradição rigidamente militar, na qual o serviço ao Estado e a carreira nas armas eram considerados quase um destino natural. Assim como seu irmão mais velho, Manfred von Richthofen, iniciou a vida militar na cavalaria, ainda preso à ideia romântica de guerras de movimento, lanças e cargas montadas.
A Primeira Guerra Mundial, porém, destruiu rapidamente esse mundo antigo. A guerra de trincheiras tornou a cavalaria praticamente inútil, e muitos jovens oficiais buscaram novos caminhos dentro do conflito industrializado. Lothar seguiu os passos do irmão ao transferir-se para o serviço aéreo do Exército Alemão, a Luftstreitkräfte, onde encontrou um tipo de combate que exigia coragem individual, reflexos rápidos e uma agressividade quase instintiva — qualidades que combinavam perfeitamente com sua personalidade.
Se Manfred se tornaria famoso pela disciplina, paciência e precisão quase científica com que conduzia os combates, Lothar revelava um temperamento muito mais impetuoso. No ar, ele era direto e combativo, aproximando-se do inimigo com ousadia e aceitando riscos que outros pilotos evitavam. Sua maneira de lutar lembrava menos a de um estrategista e mais a de um duelista, alguém que confiava na iniciativa pessoal e na força do ataque.
Lothar foi designado para a célebre esquadrilha Jasta 11, uma unidade que, sob a liderança de seu irmão, se tornaria uma das mais eficientes da guerra aérea. Ali, em meio a jovens pilotos que logo ganhariam reputação lendária, ele rapidamente se destacou. Suas vitórias começaram a se acumular, e sua fama cresceu como a de um combatente agressivo, capaz de derrubar adversários em combates próximos e violentos.
Em 1917, durante o período mais intenso da guerra aérea sobre a Frente Ocidental, Lothar foi gravemente ferido em combate e sofreu uma queda. Muitos acreditaram que sua carreira havia terminado. Contudo, após meses de recuperação, ele retornou ao serviço ativo — um feito que reforçou sua imagem de resistência física e determinação. De volta ao céu, continuou abatendo aeronaves inimigas com a mesma energia feroz.
Posteriormente, serviu também no famoso agrupamento de caça Jagdgeschwader 1, a unidade móvel que os aliados apelidaram de “Circo Voador” por causa das cores vivas dos aviões e das constantes transferências ao longo da frente. Diferentemente do irmão, que transformou o vermelho integral em símbolo pessoal e ferramenta de propaganda, Lothar jamais cultivou uma imagem tão teatral. Seus aviões frequentemente traziam marcas vermelhas associadas à unidade, mas ele não buscava criar uma identidade visual própria; parecia mais interessado na eficácia do combate do que na construção de um mito.
Ao final da guerra, Lothar havia conquistado 40 vitórias aéreas confirmadas — um número extraordinário que o coloca entre os maiores ases do conflito, ainda que sua fama tenha sido ofuscada pela do irmão mais velho, que se tornaria uma figura quase lendária.
A morte de Manfred, em abril de 1918, foi um golpe profundo. Para Lothar, a guerra passou a carregar também um peso pessoal. Meses depois, o conflito terminaria com a derrota alemã, e muitos daqueles pilotos, formados apenas para a guerra, encontraram dificuldade em se adaptar ao mundo civil.
Como outros antigos ases, Lothar permaneceu ligado à aviação, participando de voos civis e atividades aeronáuticas num período em que voar ainda era perigoso e experimental. Em 4 de julho de 1922, apenas quatro anos após sobreviver à guerra, ele morreu em um acidente aéreo durante um pouso na Alemanha. Tinha apenas 27 anos.
Assim, a vida de Lothar von Richthofen terminou de maneira semelhante à de muitos pioneiros da aviação: não em combate, mas enfrentando os riscos de uma tecnologia ainda nascente. Menos celebrado que o irmão, ele permanece na história como um dos mais talentosos pilotos de caça da Primeira Guerra — um homem que lutou não para se tornar símbolo, mas simplesmente porque era, acima de tudo, um combatente.
Excelente filme de guerra do mestre do filme B Roger Corman (para seus padrões uma verdadeira super-produção) e adotando o mesmo tom cru e desmistificador de seu "O Massacre De Chicago", fazendo um contraste gritante com o romântico filme alemão de 2010. As cenas de combate são fantásticas.
Uma boa surpresa do Roger Corman, bem diferentes de outros trabalhos dele. Contando uma história real, cheio de bons momentos e com batalhas aéreas que na sua maioria ficaram muito legais. Tipo de filme que merecia ser mais conhecido.
Excelente filme sobre a vida de Manfred Von Richthofen e seu circo voador... Excelentes cenas aéreas de combate... Recomendo!!!
Agradável surpresa de Roger Corman. Um desafio e tanto retratar estes dois grandes pilotos. Roger Corman o faz da única maneira possível: com crueza. Não existem heróis ou uma biografia laudatória e elogiosa. Ambos são retratados como frutos de seu lar e reflexos de sua nação... As lutas aéreas são muito difíceis de se entender especialmente na primeira parte pela cor dos aviões, da edição e da fotografia. Depois com o coloridos dos aviões, fica mais fácil.
Vale para debater os personagens. As lutas são melhores retratadas em outros filmes.