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Passado inteiramente em um apartamento decadente de uma velha enferma, Almanaque de Outono segue as ações e repercussões de cinco personagens perniciosos motivados por dinheiro e sexo. O filho da doente, sua enfermeira e seus dois amantes, cobiçam seu dinheiro em um clima amargo de disputa, manipulação e traição. Bela Tárr, em um dos seus únicos filmes em cores, faz uso de ângulos inventivos, uma constante movimentação da câmera, e um rígido uso de cores como uma estratégia para comentar sobre os estados de espíritos dos personagens. Geralmente negligenciado pelos admiradores do Bela Tárr, Almanaque de Outono é uma obra singular desse talentoso e único diretor que marca a grande virada entre o realismo social do início de sua carreira e o distinto estilo visual dos seus aclamados filmes mais recentes.
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Azul... Vermelho... Ângulos... Béla tarr é mestre no que faz. Usou do experimental com excelência.
Aparentemente Tarr não consegue concatenar um filme que consiga conduzir uma linha narrativa eficiente ou que chame atenção do espectador. Engraçado como os filmes iniciais tem muito pouco de suas obras mais conhecidas e recentes. Mais parece um encontro do cinema do Bergman com o do Fassbinder do que propriamente o cinema de Bela Tárr.
Parece mais uma tragédia de Nelson Rodrigues do que um filme do Béla Tarr, que surpresa! Muito teatral e vários diálogos e menções a Orfeu, Hamlet, apenas cenas no interior da casa, muita putaria no lar, uma enfermeira com noivo cafetão, um filho beberrão amigo de um professor decadente e uma mãe rica e doente explorada por todos eles
Apesar dos elementos geniais (o uso expressivo das cores, as atuações compenetradas, a câmera posta sob um piso vítreo), o roteiro forçado me incomodou: a derivação sartreana perturbou-me por conta de um problema íntimo de anti-identificação, o que fez com que eu me incomodasse sobremaneira com a evolução difícil de compreender na trama, cujos personagens são deslindados pausadamente, minuciosamente... A pessoa que me convidou a ver este filme achou-o ótimo. Eu, de minha parte, admito que o filme é elementalmente rico, mas me frustrou mais do que encantou... (WPC>)
Uma discussões interessantes, lembrando um pouco Bergman com gritos e diálogos calorosos, misturando com outros poéticos. Gosto desse estilo diferente do diretor, com mais cores e com jogos de câmera bem peculiares. Mas faltou algo aqui, apesar de o filme ter me agradado, esperava um pouco mais do grande Tarr Béla