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Duração
Na década de 1930, um Ás da pilotagem da Primeira Guerra Mundial chamado Roger Schumman foi reduzido a um mero piloto do circuito de acrobacias aéreas para exibição. A sua família é forçada a viver como cachorros, sem dinheiro ou atenção, enquanto Roger persegue a sua única verdadeira paixão: o avião. Quando Burke Devin, um repórter, aparece no circuito para realizar um daqueles especiais "Por onde andará...?" com Schumann, ele sente repulsa pelas condições críticas e miseráveis em que o herói vive, e se sente inevitavelmente atraído por sua belíssima mulher: LaVerne.
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Rock Hudson, Robert Stack e Dorothy Malone, se reúnem novamente para protagonizar este drama dirigido por Douglas Sirk. Destaque para a atuação de Dorothy Malone, como a mulher cobiçada por três homens (os dois protagonistas mais Jack Carson). No elenco o ator Troy Donahue em sua estréia na telona.
Bom drama que é valorizado pelas atuações do seu elenco. Curiosamente o trio de protagonistas formado por Rock Hudson, Dorothy Malone e Robert Stack é o mesmo de "Palavras ao vento" lançado um ano antes e também dirigido por Douglas Sirk.
Em preto e branco e menos melodramático que os outros filmes do diretor. Gosto da produção, as cenas aéreas são bem feitas e carregadas de adrenalina. Dorothy Malone é o meu destaque, LaVerne é uma personagem sensual e forte, a sequencia em que ela desce de paraquedas é memorável.
Segue a linha dos filmes do Sirk, foca na dificuldade dos relacionamentos, e na infelicidade dos mesmos, aqui com um olhar voltado ao jornalismo e a ética da profissão.
Infelizmente a trama não é tão eficiente quanto os melhores filmes do diretor, especialmente pelas motivações dos personagens não convencerem muito, ainda assim há muita beleza e melancolia em muitos momentos,
mas é um Sirk menor.
PRAZERES E TEMORES INEXPLICÁVEIS
Como em sábios comentários de Fassbinder, Almas Maculadas tem a essência faulkneriana representada a partir do movimento constante da câmera de Sirk e o efeito que pode evocar no espectador, acerca de sentimentos como medo e solidão, está bem composto com este elenco de feras feridas. Dorothy Malone, Rock Hudson e Robert Stack novamente triunfam juntos com interpretações singulares. Assim como a criança no aviãozinho do parque de diversões que assiste à cena-chave do avião que explode, o espectador também pode realmente sentir o peso psicológico da cena, mas está impedido de fazer qualquer coisa. Um elemento de pessimismo que enaltece deveras o lado artístico do filme que de antemão já nos fornece uma sessão visualmente fantástica e das mais marcantes para o diretor. Com seus comentários no documento Quelques Jours Avec Sirk, compreende-se a sua preferência por filmes mais pessimistas, reconhecendo a experiência da parceria de Hudson e Wyman nos seus melodramas mais pungentes e escandalosos, mas tendencioso a sua fase de maior suavidade na hora de abordar os sentimentos.
[Grato à mostra "Sirk: O Príncipe do Melodrama" de CCBB, Pedro Maciel Guimarães e Cássio Starling Carlos. Um triunfo para a história da distribuição fílmica brasileira.]