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Gervásio, jogador inveterado e de pouca sorte, perde sua última propriedade, a mansão onde vive com a mãe, a enteada e a esposa doente. O vencedor do jogo, Dinarte, um homem de decisões súbitas e de grande sorte no jogo, insiste em ver a propriedade naquela mesma noite. Durante a visita, Ângela, a enteada, comunica o falecimento da esposa. Dinarte acaba se envolvendo com Ângela, com quem se casa, depois de deixar sua amante Vanju, uma cantora popular. Ângela pensa poder regenerá-lo. Os dois vivem momentos de felicidade por um tempo, mas Dinarte volta a jogar e a família se dissolve, restando a Ângela somente o seu bebê e algumas recordações.
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Um filme bem-feito, lembrando muito os noirs americanos.
A história porém, acaba ficando maçante do meio pro fim.
Novamente, em quesito de qualidade produção, é admirável!
Aqui a construção do roteiro já se perde um pouco, ficando por vezes confusa, além de as interpretações parecem um pouco mais engessadas em alguns momentos.
Acho que é o primeiro filme que vejo com Inezita Barroso no elenco. E que voz! Me fez lembrar de quando eu era pequeno e passava os fins de semana na casa da minha avó, e acordava com meu tio João assistindo "Viola, Minha Viola".
Achei um tanto saltado, com os acontecimentos ocorrendo em pulos na história, sem maiores explicações. Fora isso, Eliane Lage sempre perfeita!!!
Filme 055/2024
Visto em 19/04/24
"Ângela", de 1951, foi mais um belo trabalho de Eliane Lage, notável atriz e escritora franco-brasileira. Apesar da curta carreira cinematográfica, Eliane Lage foi uma das maiores estrelas da Companhia Cinematográfica Vera Cruz, o lendário complexo de estúdios cinematográficos que tentou reproduzir no Brasil o modelo de produção do cinema neorrealista italiano. Protagonista de clássicos do estúdio, Eliane Lage tornou-se um ícone do cinema brasileiro, mais conhecida como a Greta Garbo brasileira e também comparada à atriz Ingrid Bergman. Em "Ângela", ela se destaca de forma impecável no papel-título. Este típico drama familiar foi dirigido por Tom Payne e Abílio Pereira de Almeida, com roteiro de Nelly Dutra Ruschel, baseado no conto "Sorte no Jogo", de Hoffmann. A trilha sonora ficou a cargo do maestro Francisco Mignone, regendo a Orquestra Sinfônica do Teatro Municipal de São Paulo.
O filme marcou a estreia de Inezita Barroso no cinema brasileiro.
O dinheiro da produção acabou ainda durante as filmagens, em Pelotas. O cenógrafo Pierino Massenzi foi então enviado a São Paulo, para pedir mais dinheiro ao produtor Franco Zampari.
Muito bom.