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Anna é uma jovem freira que trabalha como enfermeira. O dilema por qual passa a faz relembrar as circunstâncias que a levaram a vestir o hábito. Enquanto atendia a um grande número de pacientes gravemente feridos por causa da guerra, Anna conhece um homem por quem se apaixona perdidamente. Mas entre os dois há uma outra mulher, formando assim um triângulo amoroso impraticável. Anna se vê obrigada a fazer sua escolha e revelar seu passado como cantora de uma boate.
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Fazia um bom tempo que queria ver esse filme pelas tantas vezes que vi cenas dele em "Cinema Paradiso". Ele traz uma boa história que reserva surpresas até o seu final. Poderia ter um apelo emocional maior se o ritmo não fosse um tanto morno. Ainda assim o filme prendeu a minha atenção, ainda mais por causa do elenco que foi muito bem escalado. Silvana Mangano faz muito bem a protagonista. Achei curioso que a sua irmã na história se parece muito com ela e agora fui saber que se trata de Patrizia Magano, sua irmã na vida real. Natascia Mangano, também irmã de Silvana, também faz parte do elenco. Achei uma bela moça que tem uma pequena participação no filme muito parecida com Sophia Loren e agora descobri que era ela de fato em um dos seus primeiros papéis no cinema. Do filme o que vai mais ficar na memória são justamente as cenas que foram homenageadas em "Cinema Paradiso". Essa sinopse que consta no Filmow com certeza foi colocada por alguém que não assistiu ao filme.
Interessante melodrama italiano pós-neorrealismo que ainda carrega um pouco de suas conotações, como as críticas nada sutis ao fascismo e a reconstrução do país pós-guerra. Porém, apesar de ter características típicas de um filme do cineasta, Lattuada exagerou bastante em certos estrangeirismos no filme, inserindo cenas de musicais muito similares aos clássicos hollywoodianos dos anos 30 e 40 - inclusive, da trilha sonora do filme surgiram composições famosas como El Negro Zumbon (homenageada até em Cinema Paradiso anos mais tarde) e Non Dimenticar, regravada em inglês por Nat King Cole, Dean Martin, entre outro -, acabando por mesclar uma caricatura de seu estilo pessoal com o que costumava "vender" na época.
Um ótimo filme em questões técnicas, especialmente pela presença de Otello Martelli como diretor de fotografia, e com o trio de protagonistas de Riso Amaro (Silvana Mangano, Raf Vallone e Vittorio Gassman), dirigido por Giuseppe de Santis, atuando juntos novamente e interpretando seus personagens de forma adequadamente exagerada, mas bela; o completo oposto do que haviam feito no filme de De Santis, com atuações frias e realistas.
Porém, certos valores impostos como a forte mensagem católica e o sacrifício cristão me pareceram atípicos e pouco adequados, algo que não me agradou e pode incomodar outros espectadores pelo moralismo desnecessário. Ainda assim, um bom filme e que vale a pena ser assistido.