Após 15 anos de convivência, Ale e Alex têm uma ideia meio maluca: dar uma festa para comemorar a separação. Se este anúncio deixa os seus entes queridos perplexos, o casal parece certo da sua decisão. Mas será que estão mesmo?
Outro longa alternativo entra em cartaz nos cinemas brasileiros, desta vez uma produção espanhola coproduzida na França, assinada por Jonás Trueba, filho de um dos maiores diretores vivos da Espanha, Fernando Trueba, do ganhador do Oscar de filme estrangeiro ‘Sedução’ (1992). É o 12º longa que Jonás dirige, que costuma fazer comédias dramáticas sobre intensas relações de amor e amizade – lembro que em Buenos Aires, ao participar do Festival Internacional de Cine Independente de Buenos Aires (Bafici) de 2015, assisti a um dos primeiros trabalhos dele, que me marcou muito, ‘Los exilados románticos’ (2015), nunca exibido no Brasil. ‘Volveréis’ segue a temática abordada por ele anteriormente, uma comédia dramática que circula um relacionamento em crise, de uma diretora de cinema e um ator, respectivamente Ale (Itsaso Arana) e Álex (Vito Sanz). Eles viveram 15 anos juntos, mas agora decidem se separar. O pai de Álex (papel rápido do próprio Fernando Trueba) diz que tudo é motivo para festa, seja casamento, separação ou funeral. Então Ale e Álex organizam uma festa de separação para reunir amigos e familiares – uma forma de comunicar o divórcio e de reforçar que não estarão mais juntos, por mais impossível que aquilo possa parecer. Daquelas comédias cujas ações se repetem e soam absurdas – quem em plena consciência faz uma festa para se separar?, que se desdobra em situações inusitadas. No fim das contas o casal nunca se separa, até porque trabalham no cinema e poderão se trombar em outras produções. A estética do cinema de Jonás foge do padrão, recorrendo a ambientes internos, com uma fotografia que reluz, ele divide a tela em dois para mostrar o que andam fazendo cada personagem, com transições e metalinguagens. É dele também o roteiro, que o escreveu ao lado dos dois atores centrais, o casal, que vale destacar está muito bem em cena. Um filme particular para público interessado em cinema com novas linguagens. Nos cinemas pela Zeta Filmes. POR FELIPE BRIDA - Blog Cinema-naweb blogspotcom
"Essa comédia dramática às avessas de um desalinho alinhado na vida desse criativo par revela muito mais do casal uno do que o casal em suas individualidades. Apesar de distintos e com manias diferentes que são timidamente colocados em cena para distingui-los em suas particularidades, é a união dos dois pelos dois que chama a atenção. Até a bebida e o cigarro os fazem um só."
Outro longa alternativo entra em cartaz nos cinemas brasileiros, desta vez uma produção espanhola coproduzida na França, assinada por Jonás Trueba, filho de um dos maiores diretores vivos da Espanha, Fernando Trueba, do ganhador do Oscar de filme estrangeiro ‘Sedução’ (1992). É o 12º longa que Jonás dirige, que costuma fazer comédias dramáticas sobre intensas relações de amor e amizade – lembro que em Buenos Aires, ao participar do Festival Internacional de Cine Independente de Buenos Aires (Bafici) de 2015, assisti a um dos primeiros trabalhos dele, que me marcou muito, ‘Los exilados románticos’ (2015), nunca exibido no Brasil. ‘Volveréis’ segue a temática abordada por ele anteriormente, uma comédia dramática que circula um relacionamento em crise, de uma diretora de cinema e um ator, respectivamente Ale (Itsaso Arana) e Álex (Vito Sanz). Eles viveram 15 anos juntos, mas agora decidem se separar. O pai de Álex (papel rápido do próprio Fernando Trueba) diz que tudo é motivo para festa, seja casamento, separação ou funeral. Então Ale e Álex organizam uma festa de separação para reunir amigos e familiares – uma forma de comunicar o divórcio e de reforçar que não estarão mais juntos, por mais impossível que aquilo possa parecer. Daquelas comédias cujas ações se repetem e soam absurdas – quem em plena consciência faz uma festa para se separar?, que se desdobra em situações inusitadas. No fim das contas o casal nunca se separa, até porque trabalham no cinema e poderão se trombar em outras produções. A estética do cinema de Jonás foge do padrão, recorrendo a ambientes internos, com uma fotografia que reluz, ele divide a tela em dois para mostrar o que andam fazendo cada personagem, com transições e metalinguagens. É dele também o roteiro, que o escreveu ao lado dos dois atores centrais, o casal, que vale destacar está muito bem em cena. Um filme particular para público interessado em cinema com novas linguagens. Nos cinemas pela Zeta Filmes. POR FELIPE BRIDA - Blog Cinema-naweb blogspotcom
da horinha...
"Essa comédia dramática às avessas de um desalinho alinhado na vida desse criativo par revela muito mais do casal uno do que o casal em suas individualidades. Apesar de distintos e com manias diferentes que são timidamente colocados em cena para distingui-los em suas particularidades, é a união dos dois pelos dois que chama a atenção. Até a bebida e o cigarro os fazem um só."
Minha crítica completa em: cineset. com. br/critica-ao-contrario-jonas-trueba-2025/
Que agridoce gostoso.