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Data de lançamento
31 Julho 1930Duração
Diana Baring é acusada de um assassinato após ser achada ao lado do corpo. O membro do júri Sir John Menier, após votar Diana como culpada, repensa seu voto e decide começar a investigar o crime por conta própria, suspeitando do namorado de Diana.
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Há tantos filmaços de Hitchcock dos anos 50, 60, 70, que quando as pessoas assistem este exemplar de 1930 percebem uma diferença e criticam muito o filme, dizendo que nem parece filme de Hitchcock, que é uma decepção, etc.
Mas Hitch dirigiu até 1976!!!, e em 1930, apesar de já ter realizado outras produções no cinema mudo, ainda iria se aperfeiçoar cada vez mais com o passar dos anos.
O talento de Hitch já estava presente na trama, nos enquadramentos, na direção de atores, no final marcante, etc, mas realmente este filme não é tão bom e o ritmo lento atrapalha.
- esse começa muito bem, no estilo de 12 homens e uma sentença e não duvido nada ter servido de inspiração para ele
- toda a parte do julgamento e a conversa entre os jurados é muito bem realizada
- mas eles tomando a decisão daquela forma é brochante
- e toda a parte da investigação acaba sendo bem enfadonha
- temos que exaltar a criatividade no uso da câmera e de elementos como a sombra e a movimentação para ajudar a contar a história
- final chocante
Um bom filme em que Hitchcock volta a trabalhar com suas características, com um início misterioso que evita em mostrar a cena do crime, focando mais nas expressões das pessoas ao redor, os sons, criando uma tensão ao fazer o espectador querer descobrir o que se passa, colocando-o junto com os demais personagens. Você sabe tanto quanto eles, e isso é angustiante. Antecipa Doze Homens e Uma Sentença, tanto que você fica achando que o filme todo se passará no tribunal. É bem construído apesar de ser confuso pelas limitações da época, você mal chega a compreender as razões do crime de tão banal que ele se apresenta. Seu final rápido, transferindo da resolução à cena feliz, também anteciparia o estilo utilizado em Intriga Internacional anos depois.
Revendo este filme, achei bem melhor do que eu lembrava. O que me deixou pensativo desta vez foi o conteúdo do segredo, porque no Hitchcock/Truffaut eles afirmam que o segredo era sobre a sexualidade do cara, mas no filme não há dúvida de que o segredo era que ele é mestiço (half-caste).
Depois do péssimo ''Jane e o Pavão'', Hitchcock volta a raiz do suspense assim como fez em ''O Inquilino'' e ''Chantagem e Confissão'', as cenas no tribunal com o júri se assemelham com ''Doze Homens e uma Sentença'', bom filme.