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Data de lançamento
17 Set. 2010Duração
Doug MacRay é um criminoso, o líder de um grupo cruel de ladrões de banco que se orgulha em roubar o que quer e sair limpo.
Sem parceiros confiáveis, Doug não tem medo de perder alguém próximo a ele. Mas isso muda no último trabalho do grupo, quando eles pegam uma gerente de banco como refém, Claire Keesey.
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Atração Perigosa transforma um clássico filme de assaltos em um drama criminal marcado por escolhas difíceis, lealdade e redenção. Desde a primeira sequência, a narrativa combina ação e tensão com uma construção emocional consistente, mostrando que o maior conflito dos personagens não está apenas nos crimes, mas nas consequências de suas próprias decisões.
Ben Affleck entrega uma de suas melhores atuações ao interpretar um homem dividido entre o passado e a chance de construir uma nova vida. Jeremy Renner rouba diversas cenas com uma presença explosiva e imprevisível, enquanto o restante do elenco fortalece a credibilidade das relações e dos dilemas que sustentam a história.
A direção equilibra perseguições intensas, assaltos meticulosamente planejados e momentos mais intimistas sem comprometer o ritmo. A fotografia reforça o clima urbano de Boston, enquanto a trilha sonora e a montagem mantêm a tensão constante. O filme evita exageros comuns do gênero, preferindo desenvolver seus personagens antes de apostar apenas na ação.
No fim, Atração Perigosa se destaca como um dos melhores thrillers policiais de sua geração. A combinação entre excelentes atuações, direção segura e uma narrativa que valoriza tanto o suspense quanto o drama faz do filme uma experiência envolvente, emocionante e memorável do início ao fim.
Nota: 9,1
The Town 2010, no Brasil Atração Perigosa. Talvez tenha sido um pouco mais longo do que o necessário, mas é um bom filme, com um
final interessante e aceitável dentro do possível. Eu gostaria que o final tivesse sido mais feliz, porém com tudo o que acontece ao longo da história, acaba se tornando quase impossível. Acho que foi um desfecho coerente com a trajetória dos personagens.
Um dos pontos mais interessantes é a história real dos roubos em Charlestown. Eu nunca tinha ouvido falar sobre essa tradição tão enraizada na cidade, onde os assaltos a banco parecem fazer parte da cultura local há décadas. Os roubos mostrados no filme são bem executados, com planejamento, tensão e fantasias esteticamente chamativas, o que dá um visual marcante para as sequências de ação.
Os dois personagens principais e mais elaborados do grupo são os que realmente carregam o filme: Doug MacRay (Ben Affleck) e James Coughlin (Jeremy Renner). Ambos estão muito bem e praticamente se complementam por serem tão diferentes.
Doug é mais calculista, quer sair da vida de crime e pensa no futuro, enquanto James é impulsivo, leal ao ponto da loucura e completamente mergulhado no mundo do crime. São dois perfis que se encaixam perfeitamente dentro do meio violento em que vivem. Já os outros dois membros do grupo são pouco desenvolvidos e praticamente passam batido, servindo mais como apoio do que como personagens de verdade.
O romance, enfim... não tinha como dar certo. Ainda mais depois que Claire (Rebecca Hall) descobre que Doug participou do roubo ao banco onde ela trabalhava. A relação nasce de uma mentira enorme e, com o peso de tudo que acontece, fica impossível ter um final feliz.
Acho que faltou explorar mais a relação de Doug com o pai e os crimes do passado dele. Saber que o pai também trabalhou para Fergie (Pete Postlethwaite) e hoje está preso dá um peso maior para as escolhas de Doug e mostra como esse ciclo de crime é difícil de quebrar na comunidade.
E confesso que ver o FBI se fodendo e Doug ainda deixando um bilhete pra eles no final foi bem prazeroso, um pequeno momento de vitória dentro de uma história tão pesada.
No geral, o filme é bem feito, tem boa tensão, atuações sólidas e retrata bem esse universo de criminosos de rua
que tentam sair do jogo, mas acabam sendo tragados por ele.
Assistido em 03/07/2026
Segunda direção do Ben Affleck, ele sabe dirigir um thriller policial, boas cenas de perseguições e tiroteios, grande elenco, destaque para Jeremy Renner com seu personagem maluco e explosivo, o romance foi bem construído sem atrapalhar o andamento do filme e o final foi coerente no destino dos personagens.
Para quem gostou de Heat (no Brasil, Fogo contra Fogo), muito provavelmente irá gostar deste aqui também. É nítida a inspiração de Ben Aflleck no filme de Michael Mann, e nem por isso o filme deixa de ter sua própria identidade, inclusive eu diria que vai mais "direto ao ponto", o que pode ser positivo para alguns, negativo para outros, eu particularmente gostei. Fato é, que vale a conferida sem dúvidas.
Assistido em 12/04/2026
Não está entre os melhores filmes de assalto/roubo mas também não decepciona.