Líbano, ano 2000: não muito distante do velho forte Beaufort, há uma base militar com o mesmo nome, mantida pelo exército israelense. O bem resguardado posto existe desde a guerra que aconteceu no país em 1982. É um símbolo não só da mais controversa campanha israelense pelo controle militar do Líbano, mas também de uma batalha sacrificante na qual muitos soldados perderam suas vidas. As tropas israelenses se movem para o Líbano e deixam sua base em Beaufort para trás. Na manhã de 24 de maio, a base é destruída, sendo coberta por centenas de minas. O poder da explosão marca o fim de 18 anos de ocupação israelense. O filme conta a história de Liraz Liberti, o comandante de Beaufort de 22 anos, e de sua tropa durante os últimos meses antes da remoção das forças israelenses. A trama não se concentra na guerra, mas na retirada. A base ainda está sob fogo inimigo quando Liraz se prepara para explodir o local, apesar de com isso destruir tudo aquilo pelo que seus amigos e companheiros morreram para defender.
Sem anúncios
Aproveite o melhor do Filmow sem interrupções
Pouco não foi dito nos comentários abaixo, filme cansativo e sonolento; em especial na primeira metade. Talvez seja importante no país onde foi produzido, mas fora disso , um filme mediano. Nota 5,5.
Beaufort, é um filme Israelense que teve uma indicação ao Oscar de Filme estrangeiro em 2008, porém não é um filme que empola tanto.
É um filme de guerra que não tem guerra, tem umas nuances de guerra, como alguns bombardeios, mas o filme não aborda quem os faz.
Até que está bem dirigido, ele segue bem os personagens, se trata de uma história real, mas você fica esperando algo acontecer e pouco acontece. Isto pode ser frustrante para algumas pessoas, que podem achar o filme um tanto quanto parado e arrastado (o começo do filme é bem arrastado mesmo, depois melhora).
É um filme para quem tem paciência, pra quem gosta mesmo de filmes sem compromisso em se divertir, e somente em acompanhar uma das muitas histórias de guerra da história humana. O filme tem muita personalidade, e lida com questões humanas bem pessoais.
Em certa mediada, para aqueles que não são muito habituados à história israelense, o evento abordado neste filme representaria algo como "a guerra do Vietnã para os estadunidenses". Não é exagero fazer esta comparação, pois o Estado de Israel se configurava em uma potência militar sem comparação no Oriente Médio, mas não conseguiu resistir ao Hezbollah. O filme aborda os momentos finais da ocupação isralenese ao sul do Líbano, uma região ocupada por 18 anos e que as potências mundiais fizeram "vistas grossas". Mas uma organização paramilitar xiita conseguiu restaurar a soberania territorial do Líbano. Enfim, este é o pano de fundo para a trama deste filme, no entanto, estas informações são trazidas sem muita clareza para alguém que não conhece estes eventos. Em duas horas de filme somos envolvidos numa trama que mostra a vida dos jovens soldados isralenses que controlam uma região encravada no sul do Líbano. Não se discute a legitimidade e legalidade da ação isarelense, a quantidade de libaneses mortos com a Operação Paz para a Galileia (1982), na qual se conquistou a região, tampouco o impacto da presença militar de Israel no Líbano para o acirramento da guerra civil que desenrolou de 1975 a 1990. O filme também não discute com profundidade a transformação de jovens em soldados perdidos em um conflitos que não sabem muito bem o porquê lutam. Segurança? Hezbollah? Quem é esse hezbollah que tanto falam? Por isso não é um roteiro para qualquer pessoa, pois os dramas pessoais dos soldados são fracos. Os atores também são de pouca expressão e o confinamento deles num bunker só faz com que o filme se arraste, arraste e arraste. A trama enfraquece demais. Por fim, muitas vezes a retirada israelense parece ser tratada como um evento heróico, mas na verdade se trata de uma derrota que alterou completamente a situação de força no Líbano. Para ser um filme mais honesto com a História haveria a necessidade um Oliver Stone revisá-la, como o fez com o Vietnã. Este filme cansa porque não é uma trama bem estruturada, as opções cinematográficas não auxiliam no desenvolvimento e o roteiro é fraco. Um filme mediano.
Já tinha comentado e marcado este filme como visto, mas se perdeu o comentário: o vi faz tempo (quando de sua indicação ao Oscar, para ser preciso) e o achei péssimo, mal-dirigido, absolutamente enfadonho (e longo por demais!) e politicamente parco, parecendo "filme de encomenda", de tão pouco reflexivo acerca da situação que retrata: é um filme que se pretende "de ação", para além de sua pretendida e fingida dramaticidade. Desgostei solenemente! (WPC>)
Quero ver!