Em uma pequena vila de pescadores, Dr. Robert Richardson (Lew Ayres) se apaixona pela doce Belinda McDonald (Jane Wyman), uma surda-muda. Ele a ensina a linguagem dos sinais e a leitura labial, que acaba criando uma aproximação entre eles. Porém, após certa noite Belinda ser estuprada, Robert descobre que ela está grávida...
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Jane Wyman entrega um excelente trabalho num filme que tem os seus momentos.
Que filme lindo! Enredo, fotografia, atuações... tudo perfeito. Oscar de melhor atriz merecido.
Por que quase todos os filmes de Hollywood dessa época terminam no tribunal?
Lendo a sinopse, fiquei intrigado: como que um filme com temas tão cruzadamente delicados pôde ser realizado em 1948? Vendo o filme e conhecendo o diretor de filmes posteriores (dos quais, não gostei muito), deu para entender: através de concessões elítpicas que soam um tanto forçadas em relação ao desenvolvimento dos personagens, o que prejudica o impacto das potentes interpretações coadjuvantes de Agnes Moorehead e Jan Sterling. Seja como for, Jane Wyman brilha em cada segundo em cena (a sua primeira aparição é esplêndida!) e o enredo permite diversas deliberações morais. Um filme que deveria ser muito mais visto (exibido em escolas, universidades, etc.), com toda a competência requerida pelo esquema de estúdios do período - mas, infelizmente, não com toda a emoção correspondente: o desfecho decepciona, talvez exigisse um pouco mais de duração, uma extensão nas situações de tribunal. Seja como for, ótimo e comovente! (WPC>)
Revi essa noite.
Jane Wyman nasceu pra esse papel.