A história de Séverine (Catherine Deneuve), jovem bonita, rica, porém infeliz. Ela ama seu marido (Jean Sorel), um médico, mas eles não são tão íntimos quanto ela deseja.
Ao lado de O Cão Andaluz, produzido em 1929, juntamente com Salvador Dali, A Bela da Tarde é provavelmente o filme mais conhecido dentro da carreira do diretor Lis Buñuel. Aqui é mais uma grande obra, rica em análise sobre os perfis humanos perante a certas situações não tão discutidas assim, mas em casa de observações, certamente leva a questionamentos e idealizações.
A personagem principal, interpretada por Catherine Deneuve, pode não ser muito agradável, mas todo o seu perfil é fundamental para combinar com a proposta do roteiro, criado assim uma situação bem orgânica. A direção de Luis Buñuel é primorosa e consegue construir cada cena de uma forma ímpar. Muitas das perguntas levantadas pelo roteiro, que também teve mãos do diretor, são apenas jogadas para o espectador, deixando para que o mesmo tire suas próprias conclusões.
Em resumo, A Bela da Tarde é um ótimo filme, que tem seus muitos méritos e se mostra uma obra fundamental para quem quer conhecer mais do cinema francês e também da filmografia de Buñuel.
Esse filme era usado nas faculdades de psicologia para ilustrar a típica personalidade feminina. Para a masculina, usavam o filme "Encaixotando Helena".
Pela sinopse achei que esse filme seria no mesmo nível dos filmes Se Meu Apartamento Falasse ou A Primeira Noite de Homem, partindo dessa premissa, me interessei em assistir, achei ok, mas não que me faça rever. Pior que o personagem Marcel, só a Séverine, pobre Pierre, esperando a hora certa, enquanto a digníssima brincava no carrossel. Visto em 27/07/2026
Filme incrível e muito desconfortável, mas eu simplesmente odeio a Séverine. E o filme não precisa que você goste dela, acho que ele até espera isso. Eu não consigo enxergar ela como a coitada incompreendida. Ela é só totalmente emocionalmente imatura, incapaz de lidar com seus sentimentos de forma honesta. O maluco pagou um preço muito caro sendo compreensivo com algo que ele nunca soube e nunca pôde enfrentar. O filme é brilhante. A Séverine não.
Eu adoro quando o personagem tem um tipo de vida que "deveria" seguir mas ele se estatela contra as expectativas e fica só no "Ué???" (e começa a ter sonhos bizarros). Os pequenos riscos de sair da curva, o medo inicial, as interações, eu achei tudo muito sensível e bonito. Me lembrou Julieta dos espíritos, do Felini, no sentido de que a personagem principal mais observa do que se expressa. Ela navega pelo filme e por algo que a compele. Mas ao contrário do 'Julieta...', ese é menos fantasioso e mais cru e próximo a (minha) realidade.
Ao lado de O Cão Andaluz, produzido em 1929, juntamente com Salvador Dali, A Bela da Tarde é provavelmente o filme mais conhecido dentro da carreira do diretor Lis Buñuel. Aqui é mais uma grande obra, rica em análise sobre os perfis humanos perante a certas situações não tão discutidas assim, mas em casa de observações, certamente leva a questionamentos e idealizações.
A personagem principal, interpretada por Catherine Deneuve, pode não ser muito agradável, mas todo o seu perfil é fundamental para combinar com a proposta do roteiro, criado assim uma situação bem orgânica. A direção de Luis Buñuel é primorosa e consegue construir cada cena de uma forma ímpar. Muitas das perguntas levantadas pelo roteiro, que também teve mãos do diretor, são apenas jogadas para o espectador, deixando para que o mesmo tire suas próprias conclusões.
Em resumo, A Bela da Tarde é um ótimo filme, que tem seus muitos méritos e se mostra uma obra fundamental para quem quer conhecer mais do cinema francês e também da filmografia de Buñuel.
**** (Ótimo)
Esse filme era usado nas faculdades de psicologia para ilustrar a típica personalidade feminina. Para a masculina, usavam o filme "Encaixotando Helena".
Pela sinopse achei que esse filme seria no mesmo nível dos filmes Se Meu Apartamento Falasse ou A Primeira Noite de Homem, partindo dessa premissa, me interessei em assistir, achei ok, mas não que me faça rever. Pior que o personagem Marcel, só a Séverine, pobre Pierre, esperando a hora certa, enquanto a digníssima brincava no carrossel. Visto em 27/07/2026
Filme incrível e muito desconfortável, mas eu simplesmente odeio a Séverine. E o filme não precisa que você goste dela, acho que ele até espera isso. Eu não consigo enxergar ela como a coitada incompreendida. Ela é só totalmente emocionalmente imatura, incapaz de lidar com seus sentimentos de forma honesta. O maluco pagou um preço muito caro sendo compreensivo com algo que ele nunca soube e nunca pôde enfrentar.
O filme é brilhante. A Séverine não.
Eu adoro quando o personagem tem um tipo de vida que "deveria" seguir mas ele se estatela contra as expectativas e fica só no "Ué???" (e começa a ter sonhos bizarros). Os pequenos riscos de sair da curva, o medo inicial, as interações, eu achei tudo muito sensível e bonito. Me lembrou Julieta dos espíritos, do Felini, no sentido de que a personagem principal mais observa do que se expressa. Ela navega pelo filme e por algo que a compele. Mas ao contrário do 'Julieta...', ese é menos fantasioso e mais cru e próximo a (minha) realidade.