Belos Sonhos

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Belos Sonhos (2016)
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Média do filme: 3.6 de 5 — baseado em 173 votos
MÉDIAFILMOW
3.6
173 Avaliações
Minha avaliação:
Salvando
Dirigido por Marco Bellocchio
Data de lançamento 29 Dez. 2016 Outras datas
Duração 134 min (2h14)
Status Em Breve

Dirigido por

Data de lançamento

29 Dez. 2016

Duração

134 minutos
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Sinopse

Baseado no romance autobiográfico homônimo de Massimo Gramellini, o vicediretor do jornal italiano "La Stampa". A história de um menino que se torna um homem e precisa superar a perda da mãe para viver a vida normal e serenamente.

Gênero:
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Trailer do dia

A Bola Preta | Trailer Legendado

A Bola Preta

Comentários 0
amigos querem ver
lipisidro
Isidro
½
2 anos atrás

Uma drama bastante razoável sobre o luto que acompanhou o escritor e jornalista italiano Massimo Gramellini por toda a sua vida, da infância até a maturidade.

gabrielneves96780
Gabriel Neves
½
4 anos atrás

gostei muito da cena final... muito bonita!

marcelloitaliano
Marcello
½
6 anos atrás

Drama italiano com uma história tocante e que é bem mais interessante retratando a infância e pré-adolescência do Massimo do que na vida do personagem já adulto.

Comentário contando partes do filme. Mostrar.

[/spoiler]
O Massimo tinha apenas 9 anos quando a mãe morreu, e isso mexe com a vida dele, causa um sofrimento que ele leva até a idade adulta. Seu pai havia dito que ela morreu de ataque cardíaco fulminante, e só quando adulto é que Massimo descobre a verdade, que a mãe se suicidou, que ela estava doente, depressiva, e que não aguentava mais viver assim.
As lembranças dele quando garoto são sensíveis e tocantes, mostrando ele com a mãe, e também após a morte dela.
Fiquei pensando em quantas crianças já passaram por isso, no quanto isso é triste. As mães são tão especiais, não deveriam morrer nunca...
Esse filme me deixou com um aperto no peito. Felizmente eu ainda tenho a minha mãe, mas sei que um dia ela partirá...
No fundo todos nós somos crianças querendo manter o laço materno para sempre...
[spoiler]

mont93
Paulo Montini
6 anos atrás

Numa Sarajevo ainda envolta nos tormentos do conflito civil-militar mais violento em território europeu desde a Segunda Guerra Mundial, em 1992, acompanhamos dois jornalistas italianos em uma cena que se desenrola no ritmo frenético da ação. A bordo de um carro com o "Press" estampado nas laterais, os repórteres do "La Stampa" de Turim, em que pesem compartilhar do mesmo empregador, parecem estar sob emoções diferentes nesta manhã: aquele que acompanha o motorista à frente, o fotógrafo, parece animado com o provável furo de reportagem que irá cobrir, e inclusive pressiona o coitado responsável pelo volante a correr mais que de costume pelas ruas esburacadas por projéteis de artilharia; o outro jornalista,pego incauto pelo anúncio recebido logo cedo, cobra calma, arrisca um inglês macarrônico dentro do carro e pede uma menor velocidade, mas pouco é ouvido pelos outros dois.
O que vemos, na sequência, é uma cena que daria orgulho aos estudiosos da fotografia. Nela, acompanhamos os dois jornalistas entrarem numa casa, e se depararem com um

Comentário contando partes do filme. Mostrar.

corpo de uma mulher idosa, deitado sob uma poça de sangue, nos fundos da residência.

O primeiro repórter, o animadinho da corrida, como bom fotógrafo já se prepara para bater as imagens que, com certeza, serão de destaque nas páginas internas do Stampa. Enquanto acompanhamos o preparo dos equipamentos, um barulhinho eletrônico ecoa no pequeno imóvel: próximo à porta onde estão, uma criança joga um Game-Boy, sentado, a anos-luz de distância dos estranhos que estão ali. Nosso fotógrafo não hesita:
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apanha o menino, focado com o video-game portátil (e provavelmente traumatizado com os eventos), e o põe, com cadeirinha e tudo, próximo ao corpo morto da senhora.


A panorâmica está pronta, e o cenário é impactante: o risonho fotógrafo bate as fotos, enquanto seu ainda aparentemente aturdido companheiro acompanha com o olhar toda a situação. Mesmo na guerra, vemos a oportunidade de crescimento, o cavalo com sela que passa inesperadamente na frente do vaqueiro perdido no sertão. A fotografia tirada, deste jeito, não aparenta mais ir às distantes páginas do meio. Pela felicidade do amigo da câmera, ela será a foto de capa de um dos mais vendidos jornais da Europa. Nesta situação, podíamos até evocar Susan Sontag: ainda nos causa incômodo a "dor dos outros"?

A cena, bastante reveladora, é na verdade quase um spin-off dentro do "Belos Sonhos". Ao contrário de sua composição, acompanhamos como personagem principal não o sujeito cabeludo da câmera fotográfica, mas seu camarada "distante", Massimo.
"Belos" não é sobre a guerra, mas funciona na verdade como um filme de formação: é como se pegássemos alguns clássicos desta vertente na literatura europeia do século XIX e XX, como o "Werther" de Goethe e os "Bruddenbook" de Thomas Mann, e os transpuséssemos pro cinema.
E o resultado, pra mim, é tão lindo como. É uma narrativa de crescimento, conflitos, amadurecimento, traumas, memórias e silêncios que acompanhamos por pouquinho mais de duas horas. Do surgimento do primeiro grande amor da vida, a mãe, mas principalmente da difícil situação de lidar com a perda abrupta desta.

Se nos primeiros minutos de filme vemos uma mãe e seu filho se divertindo, ouvindo um rockabilly americano, pouco menos de uma hora depois somos jogados para as confusões de uma criança que não aprendeu a lidar com a situação desta perda.

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E que nem irá

: da procura, ainda na pré-adolescência, pelo aconchego materno nas mais diferentes situações, como no se ceder às carícias da mãe do amigo, até aos primeiros sinais de que o mundo ao seu redor, agora, não será mais o mesmo. Por exemplo, observamos um carente Massimo observar uma mulher contratada pelo seu pai para ajudar em casa, e que em certos pontos lembra mesmo sua mãe assistindo aos filmes de horror da tevê; se aproximando da mulher, devagarinho, Massimo aprende - da forma mais dura possível - que
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"não, eu não posso ser sua mãe.

Pra não alongar tanto, não posso deixar de citar mais três cenas espetaculares: a do jovem Massimo nos bancos escolares de uma escola católica aprendendo o verdadeiro significado de "luz" e de como algumas ideias religiosas não podem ser transpostas ipsis litteris ao mundo secular; a "resposta dos editores", no episódio de uma carta de um filho raivoso enviada ao Stampa, em que sou surpreendido pela leveza de um humor inesperado pelo tema e pela situação; e a descoberta de um escape, da criança Massimo, das agruras da vida pelos ombros de seu pai: a alegria de ir ao estádio e de assistir (e imaginar, quando não o há!) o futebol.
Sem esquecer, claro, da belíssima cena derradeira: afinal, se alguns privilegiados ainda podem se dar ao luxo

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de chamar pela mãe,seja ao chegar em casa, como aludido exemplarmente por Massimo na resposta à correspondência enviado ao Stampa, ou pelo simples medo de uma brincadeira de esconde-esconde, como acompanhamos agora,

como lidar com isso quando chegar à nossa vez?

"Belos Sonhos" é provocativo, forte, sensível e, principalmente, real nas medidas certas.
É a forma de encarar uma dor que nunca chegará ao fim, do aprender a lidar com ela e, como nos ensina o padre/professor, de como "apesar de que" temos de seguir em frente. Nessa quarentena maldita, só tenho a agradecer ao Arte1 pela surpresa de transmitir isso numa tarde que, agora, parece sempre igual às outras.

felipebosobrida
Felipe
½
7 anos atrás

Trabalho autoral mais recente do cineasta italiano Marco Bellocchio (1939-), que abriu a 40ª Mostra Internacional de Cinema de São Paulo, em 2016. O diretor e roteirista foi o grande homenageado da edição, que teve uma retrospectiva com seus principais filmes, dentre eles sua obra-prima, “De punhos cerrados” (1965). Naquele ano assisti ao filme na noite de abertura e em seguida entrevistei Bellocchio, um homem calmo, inteligente e carismático.
“Belos sonhos” é baseado no romance de Massimo Gramellini e inspirado em fatos verídicos. Um filme simples na forma, que carrega uma história singela em torno do olhar da criança sobre a perda, fazendo um paralelo com a vida adulta do mesmo personagem, um jornalista cheio de conflitos internos por causa do passado. Como de costume, Bellocchio faz um novelão, tristonho, com toques biográficos e uma infinidade de situações cotidianas. Por isto é bem longo, tem 131 minutos.
Indicado a prêmios menores, como o David di Donatello, tem uma fotografia de época bem escura, um ritmo lento e participação da atriz argentina indicada ao Oscar Bérénice Bejo. Interessou? Eu gostei e indico àqueles que apreciam cinema de arte europeu.
POR FELIPE BRIDA - Blog Cinema na Web

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Elenco de Belos Sonhos

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Bérénice Bejo 6 136

Bérénice Bejo

(Elisa)
Guido Caprino 0 2

Guido Caprino

(Pai de Massimo)
Miriam Leone 1 16

Miriam Leone

(Agnese)
Valerio Mastandrea 0 5

Valerio Mastandrea

(Massimo)
Arianna Scommegna 0 0

Arianna Scommegna

(madrinha/tia de Massimo)
Barbara Ronchi 0 4

Barbara Ronchi

(mãe de Massimo)

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