É um filme literalmente sobre cinema. A estrutura não-linear e entre outras coisas aqui pode incomodar muita gente (o que acho até compreensível, mas é questão de gosto). "Se tivesse uma história, não me interessaria", é o que diz Mitchell Haven (aparentemente o alter-ego do diretor) sobre o filme. Ou seja, não espere um filme tradicional.
"Quantos filmes você já viu?" Mitchell responde: "Eu não sei. Nunca deve perguntar isso a um cineasta. Não queremos admitir quanto tempo passamos obcecados pelos sonhos de outras pessoas"
Em uma cena onde Laurel Graham diz que não sabe atuar, MItchell responde: "Perfeito". É que as atuações e os acontecimentos se sobrepõem e se fundem. A questão levantada aqui sobre elenco é realmente muito fascinante.
Olha, em vários os momentos, eu não sabia mais o que era real ou não. É um filme misterioso, mas ao mesmo tempo, muito provocante. Eu pretendo rever, pois acredito que se trata de um daqueles filmes que só crescem a cada revisitada.
Uma pra pergunta pra quem viu o filme. No início quando aparece os créditos e não tem o nome do Hellman como diretor, isso confundiu vocês? haha.
Nunca um filme teve em seu título a própria descrição do que é: um caminho para o nada. Leia mais em http://www.cinecriticas.com.br/movie-review/caminho-para-o-nada-road-to-nowhere/
Utilizando o conceito de um filme dentro de um filme, a história básica é a pré-produção de um filme sobre um assassinato, onde a atriz escolhida pra ser a protagonista tem um ligação com o evento verdadeiro.
Não é um filme "fácil" e em vários momentos desorienta completamente quem assiste, diferenciar o que é "real" e o que é "ficção" não é tarefa das mais simples. Ao mesmo tempo que segue em um ritmo lento, alterna com momento repentinos de violência e no final a trama torna-se um verdadeiro labirinto.
"Road to Nowhere" não é um caminho pra qualquer tipo de público.
É outro filme quando assistido com maior consciência de quem é Monte Hellman. Dei 2,5 na época e hoje 5 com facilidade. Se em Two-Lane Blacktop quase não existe um filme, aqui não existe é a realidade. Tudo é ficção ininterruptamente numa experiência parecida com F for Fake.
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É um filme literalmente sobre cinema. A estrutura não-linear e entre outras coisas aqui pode incomodar muita gente (o que acho até compreensível, mas é questão de gosto). "Se tivesse uma história, não me interessaria", é o que diz Mitchell Haven (aparentemente o alter-ego do diretor) sobre o filme. Ou seja, não espere um filme tradicional.
"Quantos filmes você já viu?"
Mitchell responde: "Eu não sei. Nunca deve perguntar isso a um cineasta. Não queremos admitir quanto tempo passamos obcecados pelos sonhos de outras pessoas"
Em uma cena onde Laurel Graham diz que não sabe atuar, MItchell responde: "Perfeito". É que as atuações e os acontecimentos se sobrepõem e se fundem. A questão levantada aqui sobre elenco é realmente muito fascinante.
Olha, em vários os momentos, eu não sabia mais o que era real ou não. É um filme misterioso, mas ao mesmo tempo, muito provocante. Eu pretendo rever, pois acredito que se trata de um daqueles filmes que só crescem a cada revisitada.
Uma pra pergunta pra quem viu o filme. No início quando aparece os créditos e não tem o nome do Hellman como diretor, isso confundiu vocês? haha.
Nunca um filme teve em seu título a própria descrição do que é: um caminho para o nada. Leia mais em http://www.cinecriticas.com.br/movie-review/caminho-para-o-nada-road-to-nowhere/
Utilizando o conceito de um filme dentro de um filme, a história básica é a pré-produção de um filme sobre um assassinato, onde a atriz escolhida pra ser a protagonista tem um ligação com o evento verdadeiro.
Não é um filme "fácil" e em vários momentos desorienta completamente quem assiste, diferenciar o que é "real" e o que é "ficção" não é tarefa das mais simples. Ao mesmo tempo que segue em um ritmo lento, alterna com momento repentinos de violência e no final a trama torna-se um verdadeiro labirinto.
"Road to Nowhere" não é um caminho pra qualquer tipo de público.
É outro filme quando assistido com maior consciência de quem é Monte Hellman. Dei 2,5 na época e hoje 5 com facilidade. Se em Two-Lane Blacktop quase não existe um filme, aqui não existe é a realidade. Tudo é ficção ininterruptamente numa experiência parecida com F for Fake.
É Koyaanisqatsi e Naqoyqatsi.