Um retrato da vida de Cole Porter cobrindo os anos de 1912 a 1946. A história se inicia quando Porter era um estudante na Universidade de Yale, onde participou de teatro amador sob a tutela do rabugento professor Monty Woolley. Em razão da fortuna que herdou Porter poderia ter ficado de fora da 1ª Guerra Mundial, mas ele insistiu em se alistar e foi um motorista de ambulância. Nos anos pós-guerra escreve várias canções, que são um enorme sucesso em musicais da Broadway e em Londres. Mas nem só de bons momentos seria sua vida, pois uma fatalidade afeta sua vida para sempre.
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Marília Mendonça: Sentimento Louco
Drama musical biográfico em Technicolor da Warner Bros. indicado ao Oscar de melhor trilha sonora que é um relato ficcional da vida do compositor e compositor americano Cole Porter (1891-1964). Houve uma refilmagem: De-lovely - Vida e amores de Cole Porter (04).
Depois de assistir à estreia do filme, Cole Porter supostamente comentou com sua esposa, Linda Lee Porter, "se eu pudesse sobreviver a isso, posso sobreviver a qualquer coisa." Este foi o 1° filme de Cary Grant (1904-1986) em cores. Foi também o seu maior gerador de dinheiro até então. Cary Grant executa seus próprios vocais neste filme. Alexis Smith (1921-1993), interpretando a esposa de Cole Porter, era 17 anos mais nova que Cary Grant mas, na realidade, Linda Lee Porter era 8 anos mais velha que Cole. Jane Wyman (1917-2007) filmou isso simultaneamente com Virtude selvagem (46).
Não é um filme fabuloso de forma alguma, mas as canções e performances dessas músicas aqui contidas são atemporais e foram apresentadas de forma convencional. Porter era um gênio no nível dos Gershwins e de Berlin, mas Grant o interpreta mais como um mulherengo, o que prejudica um pouco o resto do filme. Os astros e estrelas foram escolhidos pelo próprio casal Porter.
Vê-se bem, boa história
"I've got you
under my skin"
Filme muito criticado pela ficcionalização da vida de Cole Porter. São críticas válidas logicamente, mas nem por isso a obra deixa de ter seus méritos - Technicolor estonteante, bons dançarinos e cantores, a trilha impecável e claro Cary Grant. Incrível como sua performance misteriosa e contida dá muito a entender sobre a sexualidade do personagem. Mesmo com a forte censura, quem presta atenção em Grant entende o que o roteiro fantasioso não pôde mostrar.
Adorável e nostálgico! A vontade de entrar no filme e viver nos anos 40 em technicolor com o Cary Grant tocando Night and Day junto da fofa da Alexis Smith não tem fim.