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Data de lançamento
30 Maio 2022Duração
Pat (Paolla Oliveira) e Moa (Marcelo Serrado) são dublês profissionais e com este trabalho experimentam cenas com doses altas de adrenalina. A dupla será parceira de saltos, rapel, pulos, voos e alta velocidade, mas também irá além disso. Uma grande paixão os unirá mesmo que, no início, eles não admitam.
E assim como na vida real, os personagens precisarão de coragem para mudar em todos os aspectos de suas vidas. Coragem para fugir de suas zonas de conforto, para trocar de um emprego ou de um relacionamento, para lutar, persistir e encarar os próprios medos.
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Pra mim só prestou os primeiros 80 capítulos,
quando achavam que a Clarice estava morta,
Pior novela do horário das sete que já tive o desprazer de assistir. Formou a minha convicção de que Paola Oliveira é apenas uma gostosona superestimada, e de que o Marcelo Serrado interpreta ele mesmo em toda novela.
Que novela ruim! Pat e Moa são as piores personagens que vi na TV em muito tempo, e olha que adoro Paolla Oliveira e seus trabalhos, mas neste aqui é impossível defender. Roteiro pífio, vilões sem carisma e atuações péssimas de quase todo o elenco completam esse fiasco que foi Cara e Coragem.
História de Pat e Moa é um dos muitos fiascos de "Cara e Coragem"
A atual novela das sete, escrita por Claudia Souto e dirigida por Natália Grimberg, está em sua reta final. A poucas semanas do fim, "Cara e Coragem" vai saindo de cena fracassando na audiência e sem repercussão alguma. Foram muitos os erros da trama e todos serão citados na última crítica, mas um deles foi a história dos mocinhos, o que tem sido evidenciado nos capítulos recentes.
Pat (Paolla Oliveira) e Moa (Marcelo Serrado) nunca empolgaram o público. Os protagonistas não tiveram química e o fato de ambos serem dublês deixou o conjunto ainda mais desinteressante. Com todo respeito aos profissionais da área, não é nada atrativo acompanhar a rotina de quem fica atrás das câmeras se arriscando em cenas de ação. E em um folhetim tudo se tornou inútil porque os mocinhos só tinham alguma cena relevante quando paravam de pular e saltar. Na verdade, a profissão acabou servindo apenas para a produção da Globo trabalhar mais na estruturação das cenas. Porque em conteúdo não rendeu nada.
Mas voltando ao enredo dos mocinhos, o fato é que os dois sempre foram sonsos e cínicos. Pat
nunca amou o seu marido, Alfredo (Carmo Dalla Vechia),
hipócrita
A trama do casal nunca foi bem construída até porque não há nada atrativo em acompanhar personagens que já se gostam desde o primeiro capítulo. A autora não aprendeu com o fracasso de Erick (Mateus Solano) e Luiza (Camila Queiroz) em "Pega Pega", novela de 2017, que marcou a estreia solo da escritora.
O contexto ficou pior quando
Pat traiu Alfredo em um dia que beijou Moa. Até porque a personagem fingia que nada tinha acontecido até pedir o divórcio e garantir que nunca tinha traído o marido. Mesmo quando confrontada, a mocinha dizia que era apenas um beijo como se não fosse nada. Mas Claudia Souto ainda guardava uma carta na manga para usar como 'plot twist' nas últimas semanas de história. E a grande surpresa consistia em uma vasectomia que Alfredo fez escondido da então esposa e de outra traição de Pat com Moa, só que desta vez em um período anterior ao início do folhetim. A transa resultou no nascimento de Sossô (Alice Camargo).
Quando Pat e Moa se beijaram agiram como se aquele impulso tivesse sido o primeiro deslize.
por conta da traição de Rebeca (Mariana Santos) com Danilo (Ricardo Pereira), seu melhor amigo. Só que ele traiu Rebeca quando transou com Pat. E Alfredo sempre foi seu amigo.
E como Pat transou com outro sem proteção sem nunca cogitar que a filha era do "amigo" e não do marido? Ela é tão burra assim? E como Alfredo fez uma vasectomia sem a esposa perceber? Simplesmente falou que tinha operado a vesícula e tudo bem? Não teve período pós-operatório? Ela não estranhou nenhuma cicatriz aparente? Eles não transavam? Mas o mais estapafúrdio é o fato dos personagens culparem mais o Alfredo pela mentira sobre a operação do que os mocinhos pela dupla traição. Como pode? O próprio Alfredo se comporta como um culpado sem qualquer amor-próprio. Pat se indignar com o ex-marido sem ter um pingo de vergonha na cara pelo que fez é outra situação ridícula. O texto da personagem beira o constrangedor. "Foi só uma noite" é a frase mais repetida, como se amenizasse o que aconteceu.
Nada mais cansativo em um folhetim do que mocinhos que transbordam virtudes e não têm defeitos, mas o que foi feito em "Cara e Coragem" ultrapassou a linha tênue que divide o 'errar é humano' e o 'sou um cretino mas finjo bem'. Pat e Moa sempre foram protagonistas ruins tanto individualmente quanto como um casal. Nem foram os únicos porque os outros dois personagens centrais (Ítalo/Paulo Lessa e Clarice/Taís Araújo) também são muito mal desenvolvidos, mas vale deixar o tema para a crítica final. O fato é que tudo o que vem acontecendo com Patrícia e Moacyr só terminou de enterrar um romance que nunca agradou.
Essa novela pra ser ruim ainda precisa melhorar! hahaha