Um grupo de mórmons vai fundar uma nova colônia no Rio San Juan Rio e contrata os astutos Travis e Sandy como guias. Logo se junta a eles a trupe de Doc Hall e os Clegg Boys, bandidos em fuga que consideram uma caravana mórmon o disfarce ideal.
A narrativa triunfante americana do John Ford na sua mais pura forma. Uma caravana de homens bons, que querem um recomeço e paz com indígenas, porém são atrapalhados pelas serpentes. Chamo a atenção aqui para como os cavalos sempre aparentam certa selvageria, precisam ser o tempo todo domados, quase que dialogando com o domínio dessa nova terra. O John Ford, assim como o Leone, me parece falar muito bem sobre homens (mais especificamente brancos e americanos), sempre tendo embates muito ricos entre eles. Aqui, como os indígenas e as mulheres possuem menos destaque, vejo que não abre espaço pra muitas problemáticas, mesmo com esse discursinho bosta. Ainda deve muito para Era uma vez no oeste no quesito faroestes sobre recomeços.
Mais um belo faroeste do mestre John Ford. Por incrível que pareça, John Wayne não faz nenhuma falta, o elenco tem uma dinâmica perfeita e funciona lindamente. Todos os personagens tem o momento de brilhar, Joanne Dru está belíssima e o trio principal convence em tudo. O filme foi escrito a seis mãos, pelo próprio Ford, o lendário Frank S. Nugent e pelo Patrick Ford, filho do diretor. O filme é uma bela aventura com vários clichês que funcionam e com muito pouco tiros para um filme de faroeste, talvez por isso surpreenda tanto. A senhora com o berrante precisa ser comentado. É um filme que dá para indicar fácil mesmo para pessoas que não gostem do gênero, pena que a nova geração tenha um preconceito tão grande com filmes preto e branco.
Um western menos lembrado de John Ford, mas não menos competente. Lembra bastante A Grande Jornada (1930), de Raoul Walsh. O violento final também é semelhante ao de Paixão de Fortes:
Muito bom!
A narrativa triunfante americana do John Ford na sua mais pura forma. Uma caravana de homens bons, que querem um recomeço e paz com indígenas, porém são atrapalhados pelas serpentes.
Chamo a atenção aqui para como os cavalos sempre aparentam certa selvageria, precisam ser o tempo todo domados, quase que dialogando com o domínio dessa nova terra.
O John Ford, assim como o Leone, me parece falar muito bem sobre homens (mais especificamente brancos e americanos), sempre tendo embates muito ricos entre eles. Aqui, como os indígenas e as mulheres possuem menos destaque, vejo que não abre espaço pra muitas problemáticas, mesmo com esse discursinho bosta.
Ainda deve muito para Era uma vez no oeste no quesito faroestes sobre recomeços.
Mais um belo faroeste do mestre John Ford. Por incrível que pareça, John Wayne não faz nenhuma falta, o elenco tem uma dinâmica perfeita e funciona lindamente. Todos os personagens tem o momento de brilhar, Joanne Dru está belíssima e o trio principal convence em tudo. O filme foi escrito a seis mãos, pelo próprio Ford, o lendário Frank S. Nugent e pelo Patrick Ford, filho do diretor. O filme é uma bela aventura com vários clichês que funcionam e com muito pouco tiros para um filme de faroeste, talvez por isso surpreenda tanto. A senhora com o berrante precisa ser comentado. É um filme que dá para indicar fácil mesmo para pessoas que não gostem do gênero, pena que a nova geração tenha um preconceito tão grande com filmes preto e branco.
BLOG: ORÁCULO ALCOÓLICO
só um travessia do deserto em caravana e seus desafios...legalzin!
Um western menos lembrado de John Ford, mas não menos competente. Lembra bastante A Grande Jornada (1930), de Raoul Walsh. O violento final também é semelhante ao de Paixão de Fortes:
até a frase dita pelo patriarca dos bandidos é semelhante à dita por Walter Brennan no clássico de 1945.
mais uma vez Ford toca no tema dos excluídos da sociedade, mostrando que até esses excluídos podem ser intolerantes com outros proscritos.