Uma jovem mulher americana (Sydne Rome) viaja através da Itália e encontra uma estranha vila mediterrânica onde nada parece certo. Sua visita se torna um absurdo, decadente, uma versão picante a lá Milo Manara de "Alice no país das maravilhas", com Marcello Mastroianni como o mais "louco" dos chapeleiros loucos e Roman Polanski como uma lebre assanhada do mar. Uma comédia absurda, surrealista, metafórica e perfeita. Nada que você já tenha visto antes.
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Che? 1972 no Brasil Que? Ah, na moral, que negócio sem sentido, sem graça, sem propósito, sem personagens interessantes, sem objetivo, uma vulgaridade sem sentido que parece não saber para onde ir em momento algum.
A protagonista é linda, tem um corpo lindo, mas é só isso, usaram e abusaram disso o tempo todo, porém isso vem sem desenvolvimento e sem profundidade de personagem, e sua personalidade é algo totalmente nulo, vazio e sem qualquer construção que faça o público se importar. No começo você acha que nada faz sentido e fica esperando para ver se algo vai fazer sentido ou ter alguma motivação para tudo o que acontece, porém o começo é igual ao resto do filme, e, se pá, o desenvolvimento do filme é até pior, porque nada evolui e tudo continua raso e perdido.
E o pior de tudo é que o filme ainda é longo, e, sendo do jeito que é, parece que tem 3 horas, cansativo do início ao fim, arrastado e sem recompensa alguma para quem assiste. Péssimo.
Assistido em 06/02/2026
Aqui vemos uma pessoa normal entrar num mundo maluco que lembra muito nossa sociedade, e pouco a pouco vai ficando louca como eles.
Sydne Rome é bonita e adorável (até não faz feio como atriz).
Roman Polanski devia ainda estar muito mal com todos os acontecimentos que ocorreram na América que todos nós sabemos. A mão tá pesada pra caramba.
Mastroianni parece um cafetão mesmo (Não só nesse filme) rs
Um divetimento de gosto duvidoso, já que não vi graça em nenhum cena. A beleza de Sydne Rome é explorada a exaustão. Não sou moralista, mas tudo tem um limite.
Assistido em 24/08/2025
Foi complicado achar este filme aqui com esse título pequenininho. Tive que procurar pela atriz.
"Que ?" é uma comédia maluca produto da época da contracultura, do amor livre e dos hippies. As coisas não fazem muito sentido e nem são pra fazer mesmo. De qualquer forma é sempre bom ver o Mastroianni atuando e a Sydne Rome em estado de graça.
Chega um ponto em que todo diretor, após estabelecido, precisa tomar cuidado para que o ego não fale mais alto e queira cair no clichê do "gênio incompreendido". "Que?" é Polanski falhando nessa missão. Isso porque mesmo com o diretor já tendo abordado o humor em outras obras, e em algumas delas de forma muito eficaz como em A Dança dos Vampiros, aqui ele acaba se perdendo no seu próprio estilo non-sense.
Mesmo tendo uma primeira metade bem interessante, que nos deixa querendo saber que universo é aquele e como a história vai se desenrolar, Polanski acaba criando uma série de cenas sem encaixe nenhum e, pior ainda, falhando na construção delas. Sexualiza demais seus personagens sem nenhum propósito (talvez por ser no período em que passou a frequentar a Mansão Playboy e se tornara amigo de Hugh Hefner, que produzira seu último filme, Macbeth), traz astros do cinema europeu sem qualquer necessidade e, talvez a pior parte considerando o histórico do diretor, insere algumas piadas sobre estupro, impedindo-nos de separar o homem da obra.
Acaba sendo mais um exercício de ego do que de cinema.
Definitivamente, Polanski e comédia não combinam. Sendo o filme mais esquisito do cineasta, "Que?" tenta ser uma espécie de 'Alice no País das Maravilhas' moderno, polanskiano, felliniano, fetichista, e, porque não dizer, da pornochanchada. Uma mistura de elementos bizarra que, infelizmente, não alcança todo o seu potencial por conta da aparente vagueza do diretor com relação ao seu objetivo. Os momentos de humor inusitado da película não funcionam, em contrapartida há um estudo sobre a figura feminina (musa?) perdida em universo repleto de personas masculinas enlouquecidas que é, no mínimo, interessante (mas que também não leva exatamente a algum lugar aparente). Mais feliz talvez seja o retrato que Polanski faz das mudanças do paradigma da Arte (o anfitrião idoso do filme se chama 'Noblart' - Nobre Arte), na qual uma velha e esquecida visão morre, para surgir outra mais viva, livre, nua. "Que?" é realmente uma composição de elementos bastante estranha, mas não é necessariamente um filme ruim. Está mais para um... 'ponto de interrogação' dentro da filmografia do diretor.