Claude é um jovem com emprego regular, sem chances de fazer muito dinheiro, que nunca teve problemas com a lei. Mas ele tem o cérebro e o distanciamento emocional para seu novo cargo de assassino profissional. Após uma sequência de serviços bem sucedidos, ele é enviado para Los Angeles para mais um trabalho. O frio assassino fica deslocado quando descobre que seu novo alvo é uma mulher, prevista para testemunhar contra seu chefe, vigiada dia e noite pela polícia.
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Não é um grande filme, mas aborda uma grande questão ética sobre tirar vidas. E por esse ponto, ele é ótimo, atual.
Fraco. Nota 5 pelo final, mas a trama não consegue ser envolvente. O filme tenta retratar o protagonista como alguém inteligente e sofisticado, mas de formas muito toscas. Usa de filosofia barata para humilhar funcionários, emitir reflexões sobre o comportamento feminino que mais parecem memes do twitter (coisas do nível "o homem descende do macaco, um animal assassino") e passa boa parte da projeção se gabando da importância do planejamento antes de executar o crime. É impossível não revirar os olhos quando ele finalmente revela seu grande plano: Chamar a atenção da vítima para conseguir atirar nela. Que sacada genial, não é mesmo? Fraquíssimo.
Aquele tipo de film-noir que gosto e curto bastante, sem embromação e direto ao ponto. Sucinto e objetivo, "Cilada Mortífera", de 1958, como thriller criminal, segue um estilo que te prende desde o inicio. Vince Edwards entrega uma ótima atuação como o frio e calculista assassino profissional. O elenco de apoio é competente. Foi exibido em 21/03/90 no extinto Classe A (TV Globo). Ultimamente, este clássico produzido em P&B se encontra disponível no Youtube.
Ótimo noir-B minimalista que muito influenciou Martin Scorsese em "Taxi Driver" (1976).
A cena em que o protagonista conversa com um garçom no hotel me fez lembrar uma cena-chave de "Onde os Fracos Não Tem Vez" (2007).
Fiquei no meio termo. Não está entre os melhores noir que eu já assisti, mas também não está entre os piores. A história é interessante até certo ponto, mas na minha percepção, funcionaria melhor se o protagonista não fosse tão apático. É impossível torcer por ele, durante todo o longa, eu só conseguia torcer contra. Eu sei que ele não é um mocinho e nem sempre a intenção dos envolvidos é que você torça pelos personagens. Eu sei disso, mas o que eu quero dizer, é que quando você não se identifica ou não se importa com a história, significa que a sua experiência está sendo ruim. Outra coisa que me incomodou foi o filme tentando me convencer, a todo custo, de que o Claude era o fodão. Não precisa colocar isso em toda fala, eu quero VER ele sendo foda... o público tem capacidade de perceber isso. Como já dizia o ditado, uma imagem vale mais que mil palavras.
Assisti no dia 28/09/20