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Data de lançamento
7 Set. 2013Duração
O filme conta a história de Ron Woodroof, um eletricista heterossexual de Dallas que foi diagnosticado com AIDS em 1986, durante uma das épocas mais obscuras da doença. Embora os médicos tenham lhe dado apenas 30 dias de vida, Woodroof se recusou a aceitar o prognóstico e criou uma operação de tráfico de remédios alternativos, na época ilegais.
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FILMAÇO! Com atuações memoráveis de Matthew McConaughey e Jared Leto, que levaram o Oscar merecidamente por seus papeis nesta história, respectivamente, melhor ator e melhor ator coadjuvante. O filme expõe, sem filtros, a realidade brutal da AIDS no fim dos anos 80. É revoltante ver como a indústria farmacêutica desacreditava o tratamento usado por Ron, alegando que não era seguro, mesmo diante de resultados positivos. Ao descobrir que estava doente, ele não se entregou: foi atrás de soluções, precisou aprender a conviver com pessoas que antes rejeitava; o que dá camadas ao personagem e enriquece a narrativa; montou um esquema de comércio paralelo, salvou inúmeras vidas e enfrentou de peito aberto uma corporação movida puramente por lucro, provando estar certo o tempo todo. É um filme corajoso que, entre outras coisas, escancara o machismo e o preconceito contra homossexuais e soropositivos nos anos 80, além de expor como o FDA manipulava a liberação e os testes do AZT.
Um recurso narrativo que se destaca é o uso de um zumbido constante no ouvido (tinnitus), que traduz a angústia, a deterioração física e as crises de saúde do protagonista causadas pela doença. Como a trilha sonora é quase inexistente, esse som ganha força e se torna um dos principais elementos dramáticos para transmitir a gravidade da AIDS, um detalhe que marca profundamente quem assiste.
Telecine com sinal aberto, vários filmes para escolher, e esse estava para começar, que filme maravilhoso e surpreendente, um dos meus preferidos!
Observar o que Matthew McConaughey alcança sob a direção de Jean-Marc Vallée finalmente faz com que Hollywood e o resto do mundo percebam do que um ator é capaz quando se desafia em prol de sua arte. Não se trata apenas de um truque de maquiagem; ele incorpora a alma de um homem despedaçado que busca um novo propósito e demonstra a vontade humana de sobreviver. McConaughey já vinha sinalizando essa grandeza há anos. Ele esteve em evidência no ano passado como o carismático dono de clube em "Magic Mike" e impressionou muita gente no início deste ano com "Amor Bandido" (Mud), de Jeff Nichols. Ao interpretar Ron Woodroof, um eletricista homofóbico que contrai HIV na década de 1980, o ator de 43 anos acessou uma dimensão extraordinária, encontrando humanidade em um personagem que, muitas vezes, é antipático, mas pelo qual continuamos torcendo.
A direção de Vallée para a história é impressionante. Ele assume liberdades artísticas que não havíamos visto antes e realiza um trabalho notável ao levar para a tela uma narrativa que, por vezes, é desconexa e confusa. Craig Borten e Melisa Wallack escreveram o roteiro com honestidade. A frase "Inspirado em fatos reais", estampada no pôster do filme, deveria ter permitido a construção de uma história mais coesa e bem estruturada. As decisões sobre onde focar a vida de Woodroof durante seu primeiro ano vivendo com HIV não forneceram ao filme uma base temática sólida com a qual o público pudesse se conectar. Fiquei em dúvida se estava assistindo a um filme sociopolítico que destaca a intolerância contra homossexuais nos anos 80 ou a um drama de viés político que ressalta as injustiças cometidas pelo governo contra a própria população. Pode-se argumentar que é uma mistura de ambos, mas a forma como os acontecimentos se desenrolam e são representados não soa necessariamente autêntica. Na verdade, eles retratam de maneira precária os homossexuais e as vítimas de HIV e AIDS durante um período muito difícil para o país, quando todos buscavam uma forma de prolongar a vida. Sabemos muito sobre os traumas e preconceitos enfrentados pelas vítimas durante a epidemia de AIDS e as batalhas que travaram apenas para continuar vivendo. O filme não apresenta nenhuma mensagem ou valores que eu já não tenha visto em "And the Band Played On" e "How to Survive a Plague".
As atuações no filme se elevam acima de quaisquer falhas em que o roteiro possa ter incorrido. McConaughey está melhor do que nunca. É simplesmente um deleite do início ao fim. O grande destaque é a revelação que é Jared Leto no papel da cativante Rayon, que sofre de AIDS.
A bela e talentosa Jennifer Garner se entrega totalmente ao papel da Dra. Eve Saks, uma médica que lida com muito mais do que apenas doenças durante a epidemia. Embora eu sempre vá lembrá-la com carinho por "Juno" (2007), de Jason Reitman, aqui ela simplesmente não tem material suficiente para despertar algo além de mera simpatia. Dois colegas de elenco que é sempre bom ver ampliando suas filmografias são Denis O'Hare e Steve Zahn; ambos estão impecáveis em seus papéis, ainda que pequenos.
No geral, "Clube de Compras Dallas" é uma obra cinematográfica competente, sustentada por duas atuações excepcionais de Matthew McConaughey e Jared Leto. O diretor de fotografia Yves Bélanger é o grande destaque técnico do filme, capturando esteticamente momentos de ternura junto à beira da cama ou através da janela de um carro. Esse é um aspecto que deve ser levado em conta ao considerar o filme para premiações. Em suma, é um trabalho sólido. Pode-se admirar a tentativa, mas o filme deixou passar algumas oportunidades.
rayon vc é um anjo lindo 😭
uma das coisas mais legais do filme é a redenção do protagonista q inicialmente não passa de um tralha homofóbico mas quando contrai hiv é rejeitado pelos amigos héteros e só acha abrigo naqueles q um dia ele apedrejou. pra vc ver como o mundo não gira, ele capota. foi necessário chegar no fundo do poço pro Ron virar homem.
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Achei muito bom como o filme consegue contar uma história real de forma envolvente, sem parecer uma simples aula de história. As atuações são excelentes e dão ainda mais força à narrativa. Confesso que tenho uma queda por filmes biográficos, porque muitas vezes a própria realidade cria histórias mais interessantes do que a ficção, e aqui não foi diferente. É um filme forte, humano e que vale muito a pena assistir.