Abandonada pela companheira após 10 anos de relacionamento, uma mulher passa por uma série de conflitos internos. Com a ajuda de dois amigos, ela tenta superar as dores do passado e encontrar a felicidade.
Tem umas frases boas e de certa forma dá para entender uma parte do sentir/luto dela, mas confesso que me irritei em boa parte do filme. Acho que se torna menos pior ao considerar que é de 2010.
"A primeira grande tarefa do ser que foi deixado, fora chorar copiosamente, é avisar o mundo do lamentável ocorrido. Entrei com o pedido de licença, fiquei improdutiva por semanas. A minha volta uma ideia fixa me acompanhava pelas salas, corredores: o tempo não tem fim, mas ele é o fim. E aquilo ficava ecoando na minha cabeça como um mantra. Algum preço a gente tem que pagar quando resolve fingir que a vida já voltou ao normal, quando não é nada disso que está acontecendo."
"Só uma coisa me faz respirar como respiraria uma montanha profundamente. Não depender mais do coração alheio, não olhar mais o relógio com angústia quando um atraso pode significar desaparecimento."
É um filme muito bom sobre a melancolia que a ausência pode trazer. Particularmente, acho que poderia ter diálogos bem melhores. A narração da Ana Paula Arósio parece até outro filme, de tão interessante e diferente que é da qualidade dos diálogos. As atuações são ótimas, em especial da personagem principal, que conseguiu imprimir perfeitamente todas as fases dessa "cura" que ela passou.
Bastava um pedaço mínimo do corpo da Antônia, para eu saber que é ela. Quando eu olhei a primeira vez eu nem vi. Da segunda vez não reconheci. Ai da terceira vez sim, eu vi, é a Antônia, mas ao mesmo tempo eu não sei se era ela.
Incrível como conseguiram moldar três personalidades tão distintas e tão complementares. Isso sem contar a riqueza literária da personagem Júlia, somada à atuação de Ana Paula Arósio. O clima melancólico foi bem cunhado, essa angústia, um vazio que está diluído ao longo do filme, mas que ganha cor aos pouquinhos. Porém, não de forma estrondosa, escandalosa, sim dentro do que a personagem protagonista pede. Belo filme nacional.
Tem umas frases boas e de certa forma dá para entender uma parte do sentir/luto dela, mas confesso que me irritei em boa parte do filme. Acho que se torna menos pior ao considerar que é de 2010.
"A primeira grande tarefa do ser que foi deixado, fora chorar copiosamente, é avisar o mundo do lamentável ocorrido. Entrei com o pedido de licença, fiquei improdutiva por semanas. A minha volta uma ideia fixa me acompanhava pelas salas, corredores: o tempo não tem fim, mas ele é o fim.
E aquilo ficava ecoando na minha cabeça como um mantra.
Algum preço a gente tem que pagar quando resolve fingir que a vida já voltou ao normal, quando não é nada disso que está acontecendo."
"Só uma coisa me faz respirar como respiraria uma montanha profundamente.
Não depender mais do coração alheio, não olhar mais o relógio com angústia quando um atraso pode significar desaparecimento."
Bom filme sobre a dor do amor.
É um filme muito bom sobre a melancolia que a ausência pode trazer.
Particularmente, acho que poderia ter diálogos bem melhores. A narração da Ana Paula Arósio parece até outro filme, de tão interessante e diferente que é da qualidade dos diálogos.
As atuações são ótimas, em especial da personagem principal, que conseguiu imprimir perfeitamente todas as fases dessa "cura" que ela passou.
Achei coerente o final dela sem a Helena, porém não entendi a última cena, se era pra ser a ex dela ali...
Bastava um pedaço mínimo do corpo da Antônia, para eu saber que é ela.
Quando eu olhei a primeira vez eu nem vi.
Da segunda vez não reconheci.
Ai da terceira vez sim, eu vi, é a Antônia, mas ao mesmo tempo eu não sei se era ela.
Incrível como conseguiram moldar três personalidades tão distintas e tão complementares. Isso sem contar a riqueza literária da personagem Júlia, somada à atuação de Ana Paula Arósio. O clima melancólico foi bem cunhado, essa angústia, um vazio que está diluído ao longo do filme, mas que ganha cor aos pouquinhos. Porém, não de forma estrondosa, escandalosa, sim dentro do que a personagem protagonista pede. Belo filme nacional.