Maria (Adrienne Shelly) é uma jovem rebelde e liberada que provoca um enfarte fulminante em seu pai ao lhe contar que está grávida do namorado. Matthew (Martin Donovan) é um engenheiro eletrônico, bastante instável que, literalmente, anda com uma granada de mão no bolso do casaco. Expulsa de casa pela mãe e abandonada pelo namorado, Maria esbarra em Matthew que acabara de perder o emprego. Desta forma, começa um relacionamento complicado, cheio de dúvidas e desconfiança. Ambientada nos subúrbios de uma cidade central americana, "Confiança?" é uma comédia sarcástica, sutil e provocante sobre o cotidiano de um casal em busca do auto-conhecimento e a descoberta de novos sentimentos.
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O Matthew, apesar de ter toda aquela marra, era uma pessoa muito boa e que se preocupava com os outros. Não curti o final que deram para ele.
Trust 1990, no Brasil Confiança, é um drama independente intimista que mergulha em relações disfuncionais, frustrações pessoais, conflitos familiares e na sensação constante de não pertencimento, construindo uma narrativa simples na superfície, porém carregada de sentimentos incômodos, silêncios desconfortáveis e diálogos extremamente bem escritos que soam naturais, humanos e diretos, servindo como a principal força do filme ao revelar inseguranças, medos e pequenas tentativas de conexão entre pessoas emocionalmente quebradas.
Maria (Adrienne Shelly) é impulsiva, sensível, insegura e sufocada por uma família controladora que mina suas decisões e sua autoestima, enquanto Matthew (Martin Donovan) é introspectivo, rígido, socialmente deslocado e igualmente marcado por um ambiente familiar frio e exigente; o entorno dos dois é cheio de pressão, julgamento e falta de acolhimento, o que molda diretamente suas personalidades e comportamentos, fazendo com que a relação entre eles surja da identificação mútua com a dor, a solidão e o sentimento de inadequação, evoluindo através de conversas sinceras e desconfortáveis que reforçam ainda mais a força dos diálogos e a melancolia constante que acompanha toda a trajetória dos dois.
Eu gostei do filme, me prendeu do começo ao fim,
porém ele foi bem frustrante para mim por causa desse final, eu esperava que as coisas se acertassem e que pelo menos evoluíssem, mas ele praticamente termina como começa,
apesar da jornada dos dois protagonistas, por eles se encontrarem e se identificarem com os caos particulares que viviam em suas vidas, com a ideia de ninguém os entender e não ter ninguém com quem eles possam contar no meio dos problemas, mostra como os pais podem minar a confiança, a autoestima e podar totalmente o futuro dos filhos, suas personalidades e etc
mas eu esperava que as coisas melhorassem para os dois no final; eu sinceramente entendo finais anticlimáticos, muitas vezes tristes, porém confesso que prefiro a beleza do final feliz, mesmo que totalmente ilusório, fictício e utópico.
Gosto que foge do clichê e aposta em diálogos excelentes, secos, ácidos e muito honestos, que soam naturais e ajudam a construir as relações e o desconforto constante entre os personagens; porém sinceramente quase não vi comédia nele, apesar de ter vindo por causa de uma lista de filmes de comédia, porque no fim é um drama forte, pesado e emocionalmente desconfortável, focado muito mais nas dores internas, nas frustrações pessoais e nos conflitos familiares do que em qualquer leveza cômica.
Assistido em 10/02/2026
Why have you done this?
Done what?
Why do you put up with me like this?
Someone had to.
But why you?
I just happened to be here.
Muito meigo, inteligente, único, diferente e com diálogos muito interessantes sobre a vida e as relações românticas e familiares. Pensei que a nota aqui no Filmow fosse massacrar o filme com um 3.4. Fico feliz que não, mas assustado com 4.2. Uma pequena jóia que vale a pena ser conhecida.
Que delicia de romance, que ponderação perfeita entre comédia e drama, como foi bom ver esses diálogos rápidos. A discussão sobre pais e filhos é marcante.