Ilha de Yamacraw, Carolina do Sul, março de 1969. O branco Pat Conroy (Jon Voight), que no passado fora racista, chega para ser professor numa escola que tem como alunos crianças negras pobres. Na verdade toda a ilha é habitada por negros pobres, com exceção de um comerciante, que tem um pequeno negócio. A sra. Scott (Madge Sinclair), a diretora da "escola" - que é pouco mais de uma cabana - só o chama de Patroy e seus alunos de Conrack não conseguem dizer Conroy, pois no isolamento criaram seu idioma. Eles são analfabetos, não conseguem contar e nem sabem em qual país vivem. Pat tenta trazer uma educação de melhor nível, mas o primeiro obstáculo é a sra. Scott, pois chama os alunos de lentos e preguiçosos, acabando com a auto-estima deles. Além disto, ela crê que a única forma de educá-losé no chicote. Pat responde jogando fora o livro de regras e lições pedagógicas. Os estudantes respondem avidamente quando ele toca música clássica, lhes mostra filmes, lhes ensina a nadar e explica a importância de escovar os dentes. Porém o chefe de Pat, o sr. Skeffington (Hume Cronyn), que mora numa cidade próxima, está insatisfeito com os métodos de Pat, que não tem medo de dizer que racismo é em grande parte culpado pela negligência dos estudantes.
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27.06.1989
"Conrack", de 1974, é simplesmente extraordinário no quesito concepção e realização, pois mostra de forma objetiva, a importância e o real significado que um educador pode ter na vida dos seus alunos. Jon Voight, num dos seus melhores momentos na carreira, entrega uma atuação espetacular. A temática abordada neste clássico continua mais atual do que nunca. Ótimo filme!
Filme brilhante, motivador e com método diferente de ensinar com boa atuação de John Voight. Só o final me pareceu superficial e mal resolvido.
Filme muito sensível do subestimado e ótimo Martin Ritt. As paisagens da Carolina do Sul são lindas. John Voight está esplêndido no papel título. Gosto mais deste título do que o seu antecessor Ao Mestre com Carinho, acho o filme protagonizado por Sidney Poltier muito conservador. E como sempre o pensamento ideológico conservador e burguês da direita estragando tudo e tirando a felicidade daqueles que precisam de vez e voz, que carecem ser politizados e de ter visibilidade. A crítica de Martin Ritt aqui é ainda muitíssimo pertinente e atual, apesar do tempo que faz este filme. O racismo nas entranhas sociais.
Digníssimo filme!
Filme maravilhoso! Aquele pra animar o dia. Isso sim que é um professor!
Ótimo roteiro explica-se pois é baseado em uma história real. Era realmente difícil acreditar que alguém conseguiria criar as expressões das visões de mundo e mostrar o que cada pequena coisa representava para aquelas crianças.
Jon Voight é um excelente ator, e esse é mais um de seus bons filmes. O resto do elenco é também muito competente. Mas é na história maravilhosa que fica a grandeza do filme.
Legal saber que o Pat Conroy, depois de sua demissão, virou um escritor de relativo sucesso, com várias obras adaptadas ao cinema.