Dirigido por
Data de lançamento
1 Maio 1987Duração
Sequência da popular coletânea baseada numa revista em quadrinhos americana de mesmo nome. Desta vez, a inspiração vem de Stephen King, que traz a história de uma estátua indígena que adquire vida para se vingar de ladrões; depois vemos um grupo de jovens tendo que encarar uma estranha mancha-viva e carnívora que caminha por um lago sombrio; e por fim a história de uma esposa infiel que é perseguida por um carona morto-vivo que ela atropelou durante um percurso. As três histórias são ligadas por um terrível ser que distribui revistas e pesadelos.
Sem anúncios
Aproveite o melhor do Filmow sem interrupções
Adoro Creepshow desde a minha adolescência!
Stephen king sabe contar HORROR como ninguém!
Aqui ele também tem a sua participação, e aparece no terceiro conto, O Caroneiro.
"Thanks for a Ride"
Creepshow 2 (1987), lançado no Brasil como Creepshow 2: Show de Horrores, mantém o nível alto não só da série Tales of the Crypt, mas também da própria franquia Creepshow. Eu curto muito essa estética oitentista/noventista: é, pra mim, o auge do cinema. A tecnologia estava começando a se desenvolver, mas ainda longe de virar a porcaria plastificada e artificial que se tornou hoje. Tudo ainda era muito mais prático, físico e criativo, e isso dá uma personalidade absurda ao filme.
A decisão de dividir o longa em três contos funciona muito bem. A hora passa mais rápido, o filme não pesa e nunca fica cansativo por muito tempo. Se uma história não agrada tanto, ela acaba logo e já emenda outra, que pode ser melhor — isso mantém o ritmo sempre vivo e prende a atenção. É uma estrutura simples, mas extremamente eficiente.
Pra mim, o melhor segmento é o primeiro, “Old Chief Wood’nhead”, justamente pelo clima mais clássico de terror e pela ambientação.
Eu só achei totalmente desnecessário terem matado os velhinhos
Fiquei esperando que o índio resolvesse a parada ali na conveniência mesmo, de forma mais simbólica ou até irônica, sem que eles precisassem morrer.
O segundo segmento, “The Raft”, também é muito bom. A ideia da mancha é simples, mas eficiente, e o clima de tensão funciona do começo ao fim.
O problema ali é mais o comportamento dos personagens: o último foi simplesmente burro e subestimou completamente a mancha, o que acaba tirando um pouco da força do desfecho, mesmo sendo coerente com a proposta cruel do conto.
Já o último segmento, “The Hitchhiker”, é o mais fraco e cansativo do filme. Ele se estende mais do que deveria e repete demais a mesma ideia, o que faz perder impacto. Ainda assim, não chega a estragar a experiência — continua sendo assistível e, no contexto geral da antologia, acaba valendo a pena.
No fim das contas, Creepshow 2 é um ótimo exemplo de como fazer terror em formato de antologia funcionar. Tem personalidade, ritmo, criatividade e aquele charme sujo e prático que só o cinema daquela época conseguia entregar. Mesmo com altos e baixos entre os contos, o saldo é claramente positivo.
Assistido em 03/01/2026
Muito melhor que o primeiro filme.
A primeira história é a que menos gostei, mas mesmo assim é boa.
A da mancha no lago é muito boa, mas a última achei foda. Bem surreal e bizarra, já tava me dando nos nervos aquele cara agradecendo pela carona hahahaha
10-12-2025
Revisto em 8/2025, a história do índio é boa, a da balsa idem e a ultima do caronista é ótima muito boa mesmo, com ótima maquiagem e violência, mantém o nível da antologia anterior mesmo com baixo orçamento.
15.06.2002