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Julie Harris representa uma menina desajeitada de 12 anos de idade que é pega entre a infância e a maturidade. Ela tem saudades de ser dependente e se junta ao seu irmão e sua noiva na lua de mel deles. A sua total introversão lhe permite ignorar as necessidades de sua governanta maternal e seu primo leal.
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Gente do céu... Que criatura irritante essa Frankie...
Filme 001/2024
Visto em 01/01/24
Não assisti há muitos filmes deste exímio diretor; Fred Zinnemann.Mas os poucos que vi já deu para notar o quão extraordinário ele é.
Cruel Desengano talvez nem seja o seu melhor filme, porém trata de temas delicados como em outras fitas do cineasta. Aqui, é um filme de bonitos diálogos (embora não chegue a ser verborrágico). Encanta ver-nos a dinâmica entre os três protagonistas inicias; a menina desiludida, o garotinho aprontador e a doméstica.
Mostra de forma, ainda que velada, a discriminação contra os povos negros e o racismo embutido. Nalgumas cenas isso fica evidente.
E a desesperança e desilusão de uma pequena jovem que não tem esperança em descobrir o mundo e ser feliz nos levam a boas reflexões. Esperei até um final mais arrebatador, porém conclui de maneira simplista. Mas é um filme que toca em assuntos delicados como a falta de esperança, a não aceitação social, em suma, digno de ser visto!
Drama indicado ao Oscar de melhor atriz, Julie Harris (1925-2013), em sua estréia no cinema; no Globo de Ouro, ganhou o prêmio de melhor ator juvenil, Brandon De Wilde (1942-1972), também estreando no cinema. O roteiro é baseado na novela e peça homônimas de Carson McCullers (1917-1967), escritora norte-americana que melhor entendeu a adolescência e a solidão. O romance foi publicado em 1946 e a própria autora adaptou-o para os palcos, onde estreou, na Broadway, quatro anos mais tarde, tendo um sucesso extraordinário. Duas adaptações foram feitas para a televisão. A primeira, The member of the wedding (82), sob a direção de Delbert Mann, e a segunda, Casamento em família (97), dirigida por Fielder Cook.
Uma pré-adolescente solitária, Frances 'Frankie' Addams, sonha em participar do casamento do irmão, Jarvis Addams, e a noiva Janice, mas é impedida por eles de acompanhá-los após o casório.
O excesso de artificialidade na condução da trama e direção de atores, deixa claro que Cruel Desengano é um filme que não sobreviveu ao teste do tempo. O roteiro por si só, não ajuda, é uma sucessão de epifanias infantis da irritante personagem de Julie Harris(que interpreta uma garota de 12 anos, mesmo já tendo quase 30, na época da filmagem). No entanto, a experiência é válida por conta do desempenho arrebatador de Ethel Waters, uma atriz extremamente subestimada(assim como muitas em sua época, simplesmente pelo fato de serem negras). Ela é a única que consegue transmitir com eficiência a sensação de melancolia e abandono que o filme tanto busca passar.