Durante a Guerra Civil Americana, soldado é enviado a um posto avançado no meio do nada e lá conhece uma tribo de índios sioux, da qual acaba fazendo amizade e tornando-se um deles.
Em 1988, em Los Angeles, Kevin Costner entrou numa sala de reuniões segurando o roteiro de Dança com os Lobos e anunciou:
“Isso vai custar vinte milhões de dólares e eu mesmo quero dirigir.”
Os executivos o encararam como se ele tivesse acabado de assinar a própria sentença de morte profissional.
Durante meses, Costner ouviu sempre a mesma resposta: era longo demais, caro demais, lento demais. Um western de três horas? Em Lakota? Dirigido por um estreante? Ninguém queria arriscar.
A Orion Pictures acabou cedendo, mas com uma condição dura: ele receberia apenas três milhões adiantados e assumiria riscos financeiros pessoais. Costner assinou sem discutir. Seu agente o alertou: se algo desse errado, ele ficaria devendo mais do que havia ganhado em uma década.
As filmagens começaram na Dakota do Sul, em junho de 1989. Logo de cara, uma tempestade violenta destruiu quilômetros de cercas e dispersou o rebanho de búfalos. Cada animal custava 1.400 dólares por dia. Ao amanhecer, Costner montou a cavalo e passou horas ajudando os vaqueiros a reunir o rebanho. Voltou coberto de poeira e disse à equipe:
“Vamos continuar. A história vem primeiro.”
A produção atrasou. Gente da equipe pediu demissão. Investidores ameaçaram cortar o financiamento. O diretor de fotografia, Dean Semler, avisou que esperar pela luz perfeita arruinaria o cronograma. Costner apontou para a colina onde filmariam e respondeu:
“Então que o cronograma caia. A cena, não.”
A sequência da debandada de búfalos foi o ponto crítico. Câmeras foram enterradas em trincheiras para captar a manada passando a centímetros delas. Quatro foram destruídas. A cena custou dois milhões e meio de dólares. Mesmo assim, Costner se recusou a simplificar: queria sentir o chão tremer porque o público também precisava sentir.
No final, o filme estava 20% acima do orçamento e pendurado por um fio. Na pós-produção, Costner acompanhou cada corte, cada ajuste de som e cada frame.
Na primeira exibição-teste, em 1990, Kevin Costner estava presente. Quando o filme terminou, a sala mergulhou num silêncio aterrador e a espinha de Costner gelou. Por alguns segundos, ele temeu o pior. Então, de repente, a plateia explodiu em um aplauso ensurdecedor que durou mais de um minuto. Ficava claro ali: o filme era um grande sucesso.
Dança com os Lobos faturou mais de 420 milhões de dólares no mundo inteiro e levou sete Oscars.
Alguns disseram que foi ego. Costner chamou de fé.
“Se você acredita que algo vale a pena, caminha até ele mesmo quando suas pernas já não aguentam”, disse ele.
E Dança com os Lobos existe por isso, porque ele a carregou quando ninguém mais acreditava.
Oficial do Exército (Kevin Costner), durante a Guerra Civil Americana, é enviado para um posto na fronteira dos Estados Unidos com o México. Lá, ficará próximo de um grupo de indígenas Sioux, e os ajudará a sobreviver a um massacre coordenado pelo Exército.
Um dos maiores clássicos modernos do cinema retorna ao público em uma edição histórica em bluray para colecionadores, em inédita versão estendida com quase uma hora a mais de filme. A distribuidora Obras-primas do Cinema lançou no mercado de mídia física, neste mês, “Dança com lobos” (1990), um western psicológico ganhador de sete Oscars, incluindo melhor filme, roteiro adaptado e direção para Kevin Costner. Também estrelado por Costner, o épico drama de faroeste ultrapassou os limites da narrativa convencional se consolidando como um marco cultural dentro do cinema. A história está dentro do contexto real da Guerra Civil americana, travada entre 1861 e 1865, período em que os Estados Unidos se dividiram entre norte e sul, com guerras de território e exploração das terras indígenas. O longa acompanha o tenente John Dunbar (Kevin Costner), um oficial da União, representante dos estados do Norte que buscava manter o país unido e impedir a separação dos estados do sul. Após um ato de bravura em combate, ele é enviado para um posto na fronteira oeste dos Estados Unidos. Dunbar se afasta da guerra entre “brancos” para mergulhar em um universo desconhecido, as inóspitas terras dos indígenas Sioux, que transformará sua visão de mundo. Sozinho no posto que fica ao lado de uma casa antiga que será sua residência, fica próximo de um lobo selvagem, que o visita todas as manhãs, e será observado por um grupo de Sioux. Até que ele os encontra frente a frente, desenvolvendo um forte laço com os indígenas, que passarão a ser alvo do Exército. O enredo se desenvolve na relação de Dunbar com os Sioux, uma das maiores nações indígenas das Grandes Planícies. Inicialmente, há desconfiança e distância entre ele e o grupo, mas o oficial conquista gradualmente a confiança da tribo, aprendendo sua língua, seus costumes e sua espiritualidade. Por causa da aproximação de Dunbar com aquele lobo selvagem que o visita, os Sioux o apelidam de “Dança com lobos”, como símbolo da metamorfose espiritual do homem branco com o animal. O filme retrata os Sioux com dignidade, de um povo guardião de uma tradição oral rica, de uma espiritualidade profunda e de uma organização comunitária que valorizava o coletivo acima do individual. Costner mostra a organização social deles, dos ritos, da lealdade ao grupo, da importância dos búfalos naquela cultura e na ligação íntima com a natureza. Historicamente, os Sioux habitavam vastas regiões que hoje correspondem a estados como Minnesota, Montana, Dakota do Norte, Dakota do Sul e Nebraska (estes dois estados, com riachos e descampados abertos, serviram de locações para a gravação do filme). Eram povos nômades, adaptados ao ambiente das planícies, e sua sobrevivência estava diretamente ligada ao equilíbrio ecológico da região. Entretanto, a história dos Sioux é marcada pela tragédia da colonização: com o avanço da fronteira e a política expansionista dos EUA, foram dizimados, vítimas de massacres, deslocamentos forçados e da destruição de seu modo de vida. Ao trazer essa realidade para a tela, “Dança com lobos” não apenas narra a amizade improvável entre um soldado branco e uma tribo indígena, mas também denuncia a devastação cultural e humana provocada pela conquista do Oeste. O impacto do filme foi extraordinário: em uma época em que Hollywood deixava de retratar os indígenas como vilões ou figuras secundárias, Costner oferecia uma visão humanizada e crítica da relação de colonizador e colonizado. O longa se tornou um fenômeno cultural, abrindo espaço para debates sobre memória histórica e representação. Vencedor de um prêmio especial na Berlinale, onde concorreu ao Urso de Ouro, o filme foi indicado a 12 Oscars, recebendo sete: melhor filme, direção, trilha sonora, roteiro adaptado, edição, som e fotografia – e parte do elenco foi indicado, no caso Costner, Graham Greene (no papel do líder Sioux que se torna amigo do oficial) e Mary McDonnell (interpretando uma mulher branca criada por indígenas desde pequena e que se apaixona por Dunbar). A parte técnica é impecável, realçada agora na cópia restaurada em 4K: fotografia grandiosa (que captura a vastidão das planícies americanas), trilha sonora emotiva e lindos figurinos de época, que elevam a história que equilibra ação, romance e drama. Foi o primeiro trabalho de Costner na direção, que na época, aos 35 anos, já era um galã, com filmes importantes no currículo como ator. Também foi a primeira investida dele no universo western, desconstruindo o mito americano do Velho Oeste. É um filme revisionista, feito sob uma ótica crítica em torno do choque entre civilização e natureza, entre progresso e tradição. O Oeste, para Costner, não é apenas cenário, mas metáfora de transformação e conflito cultural - e que mais tarde ele voltaria ao tema como diretor, em filmes como “Pacto de justiça” (2003) e na recente trilogia “Horizon: Uma saga americana” (2024-2026). Sem contar o interesse em protagonizar filmes que se passavam no oeste, como “Silverado”, “Wyatt Earp” e no seriado “Yellowstone”. “Dança com lobos” sai agora em edição estendida em bluray, pela primeira vez no Brasil, com distribuição da Obras-primas do Cinema – a versão de cinema tinha 181 minutos, e esta apresenta 53 minutos a mais, totalizando 234 minutos. Vem junto na caixa um pôster do filme, quatro cards e um livreto de 16 páginas. O box traz o filme em bluray, em 4K, e um DVD com mais de duas horas de extras, como making of, trailers e entrevistas.
* Publicado hoje, dia 30/08, no blog Cinema-naweb blogspotcom
Esse filme ainda é muito importante para mim, pois mesmo com sua linguagem amplamente acessível, me chamou atenção para algo que ainda não havia percebido: que amava todos os tipos/categorias de filme... hoje não encontro tanto brilhatismo como forjado pela experiência de 94, mas ainda tenho muito carinho.
ABSOLUTE CINEMA. Filme daqueles que te prendem do começo ao fim e fazem o tempo passar sem você perceber que trata de um filme com 4 horas de duração. Uma história sobre redenção, convivência, incompreensão e os preconceitos que corroem uma comunidade por dentro. Tudo funciona: roteiro, atuações e direção, não por acaso que ganhou estes prêmios, Melhor Filme Melhor Diretor Melhor Roteiro Adaptado Melhor Fotografia Melhor Montagem Melhor Trilha Sonora Melhor Som É o tipo de filme que fica na cabeça depois dos créditos e merece lugar em qualquer lista dos grandes filmes já feitos.
Em tempo: isso aqui é tudo aquilo que aquela porcaria de Avatar sonhava em ser.” 😆
17.09.2009
Em 1988, em Los Angeles, Kevin Costner entrou numa sala de reuniões segurando o roteiro de Dança com os Lobos e anunciou:
“Isso vai custar vinte milhões de dólares e eu mesmo quero dirigir.”
Os executivos o encararam como se ele tivesse acabado de assinar a própria sentença de morte profissional.
Durante meses, Costner ouviu sempre a mesma resposta: era longo demais, caro demais, lento demais. Um western de três horas? Em Lakota? Dirigido por um estreante? Ninguém queria arriscar.
A Orion Pictures acabou cedendo, mas com uma condição dura: ele receberia apenas três milhões adiantados e assumiria riscos financeiros pessoais. Costner assinou sem discutir. Seu agente o alertou: se algo desse errado, ele ficaria devendo mais do que havia ganhado em uma década.
As filmagens começaram na Dakota do Sul, em junho de 1989. Logo de cara, uma tempestade violenta destruiu quilômetros de cercas e dispersou o rebanho de búfalos. Cada animal custava 1.400 dólares por dia. Ao amanhecer, Costner montou a cavalo e passou horas ajudando os vaqueiros a reunir o rebanho. Voltou coberto de poeira e disse à equipe:
“Vamos continuar. A história vem primeiro.”
A produção atrasou. Gente da equipe pediu demissão. Investidores ameaçaram cortar o financiamento. O diretor de fotografia, Dean Semler, avisou que esperar pela luz perfeita arruinaria o cronograma. Costner apontou para a colina onde filmariam e respondeu:
“Então que o cronograma caia. A cena, não.”
A sequência da debandada de búfalos foi o ponto crítico. Câmeras foram enterradas em trincheiras para captar a manada passando a centímetros delas. Quatro foram destruídas. A cena custou dois milhões e meio de dólares. Mesmo assim, Costner se recusou a simplificar: queria sentir o chão tremer porque o público também precisava sentir.
No final, o filme estava 20% acima do orçamento e pendurado por um fio. Na pós-produção, Costner acompanhou cada corte, cada ajuste de som e cada frame.
Na primeira exibição-teste, em 1990, Kevin Costner estava presente. Quando o filme terminou, a sala mergulhou num
silêncio aterrador e a espinha de Costner gelou. Por alguns segundos, ele temeu o pior. Então, de repente, a plateia explodiu em um aplauso ensurdecedor que durou mais de um minuto. Ficava claro ali: o filme era um grande sucesso.
Dança com os Lobos faturou mais de 420 milhões de dólares no mundo inteiro e levou sete Oscars.
Alguns disseram que foi ego. Costner chamou de fé.
“Se você acredita que algo vale a pena, caminha até ele mesmo quando suas pernas já não aguentam”, disse ele.
E Dança com os Lobos existe por isso, porque ele a carregou quando ninguém mais acreditava.
Resenha especial
Dança com lobos
Oficial do Exército (Kevin Costner), durante a Guerra Civil Americana, é enviado para um posto na fronteira dos Estados Unidos com o México. Lá, ficará próximo de um grupo de indígenas Sioux, e os ajudará a sobreviver a um massacre coordenado pelo Exército.
Um dos maiores clássicos modernos do cinema retorna ao público em uma edição histórica em bluray para colecionadores, em inédita versão estendida com quase uma hora a mais de filme. A distribuidora Obras-primas do Cinema lançou no mercado de mídia física, neste mês, “Dança com lobos” (1990), um western psicológico ganhador de sete Oscars, incluindo melhor filme, roteiro adaptado e direção para Kevin Costner.
Também estrelado por Costner, o épico drama de faroeste ultrapassou os limites da narrativa convencional se consolidando como um marco cultural dentro do cinema. A história está dentro do contexto real da Guerra Civil americana, travada entre 1861 e 1865, período em que os Estados Unidos se dividiram entre norte e sul, com guerras de território e exploração das terras indígenas. O longa acompanha o tenente John Dunbar (Kevin Costner), um oficial da União, representante dos estados do Norte que buscava manter o país unido e impedir a separação dos estados do sul. Após um ato de bravura em combate, ele é enviado para um posto na fronteira oeste dos Estados Unidos. Dunbar se afasta da guerra entre “brancos” para mergulhar em um universo desconhecido, as inóspitas terras dos indígenas Sioux, que transformará sua visão de mundo. Sozinho no posto que fica ao lado de uma casa antiga que será sua residência, fica próximo de um lobo selvagem, que o visita todas as manhãs, e será observado por um grupo de Sioux. Até que ele os encontra frente a frente, desenvolvendo um forte laço com os indígenas, que passarão a ser alvo do Exército. O enredo se desenvolve na relação de Dunbar com os Sioux, uma das maiores nações indígenas das Grandes Planícies. Inicialmente, há desconfiança e distância entre ele e o grupo, mas o oficial conquista gradualmente a confiança da tribo, aprendendo sua língua, seus costumes e sua espiritualidade. Por causa da aproximação de Dunbar com aquele lobo selvagem que o visita, os Sioux o apelidam de “Dança com lobos”, como símbolo da metamorfose espiritual do homem branco com o animal.
O filme retrata os Sioux com dignidade, de um povo guardião de uma tradição oral rica, de uma espiritualidade profunda e de uma organização comunitária que valorizava o coletivo acima do individual. Costner mostra a organização social deles, dos ritos, da lealdade ao grupo, da importância dos búfalos naquela cultura e na ligação íntima com a natureza. Historicamente, os Sioux habitavam vastas regiões que hoje correspondem a estados como Minnesota, Montana, Dakota do Norte, Dakota do Sul e Nebraska (estes dois estados, com riachos e descampados abertos, serviram de locações para a gravação do filme). Eram povos nômades, adaptados ao ambiente das planícies, e sua sobrevivência estava diretamente ligada ao equilíbrio ecológico da região. Entretanto, a história dos Sioux é marcada pela tragédia da colonização: com o avanço da fronteira e a política expansionista dos EUA, foram dizimados, vítimas de massacres, deslocamentos forçados e da destruição de seu modo de vida. Ao trazer essa realidade para a tela, “Dança com lobos” não apenas narra a amizade improvável entre um soldado branco e uma tribo indígena, mas também denuncia a devastação cultural e humana provocada pela conquista do Oeste.
O impacto do filme foi extraordinário: em uma época em que Hollywood deixava de retratar os indígenas como vilões ou figuras secundárias, Costner oferecia uma visão humanizada e crítica da relação de colonizador e colonizado. O longa se tornou um fenômeno cultural, abrindo espaço para debates sobre memória histórica e representação. Vencedor de um prêmio especial na Berlinale, onde concorreu ao Urso de Ouro, o filme foi indicado a 12 Oscars, recebendo sete: melhor filme, direção, trilha sonora, roteiro adaptado, edição, som e fotografia – e parte do elenco foi indicado, no caso Costner, Graham Greene (no papel do líder Sioux que se torna amigo do oficial) e Mary McDonnell (interpretando uma mulher branca criada por indígenas desde pequena e que se apaixona por Dunbar). A parte técnica é impecável, realçada agora na cópia restaurada em 4K: fotografia grandiosa (que captura a vastidão das planícies americanas), trilha sonora emotiva e lindos figurinos de época, que elevam a história que equilibra ação, romance e drama.
Foi o primeiro trabalho de Costner na direção, que na época, aos 35 anos, já era um galã, com filmes importantes no currículo como ator. Também foi a primeira investida dele no universo western, desconstruindo o mito americano do Velho Oeste. É um filme revisionista, feito sob uma ótica crítica em torno do choque entre civilização e natureza, entre progresso e tradição. O Oeste, para Costner, não é apenas cenário, mas metáfora de transformação e conflito cultural - e que mais tarde ele voltaria ao tema como diretor, em filmes como “Pacto de justiça” (2003) e na recente trilogia “Horizon: Uma saga americana” (2024-2026). Sem contar o interesse em protagonizar filmes que se passavam no oeste, como “Silverado”, “Wyatt Earp” e no seriado “Yellowstone”.
“Dança com lobos” sai agora em edição estendida em bluray, pela primeira vez no Brasil, com distribuição da Obras-primas do Cinema – a versão de cinema tinha 181 minutos, e esta apresenta 53 minutos a mais, totalizando 234 minutos. Vem junto na caixa um pôster do filme, quatro cards e um livreto de 16 páginas. O box traz o filme em bluray, em 4K, e um DVD com mais de duas horas de extras, como making of, trailers e entrevistas.
* Publicado hoje, dia 30/08, no blog Cinema-naweb blogspotcom
Dança com Lobos:
IMPRIMATUR - visto pela primeira vez em 1994:
Esse filme ainda é muito importante para mim, pois mesmo com sua linguagem amplamente acessível, me chamou atenção para algo que ainda não havia percebido: que amava todos os tipos/categorias de filme... hoje não encontro tanto brilhatismo como forjado pela experiência de 94, mas ainda tenho muito carinho.
Avaliação em nota: 7.7
ABSOLUTE CINEMA. Filme daqueles que te prendem do começo ao fim e fazem o tempo passar sem você perceber que trata de um filme com 4 horas de duração. Uma história sobre redenção, convivência, incompreensão e os preconceitos que corroem uma comunidade por dentro. Tudo funciona: roteiro, atuações e direção, não por acaso que ganhou estes prêmios,
Melhor Filme
Melhor Diretor
Melhor Roteiro Adaptado
Melhor Fotografia
Melhor Montagem
Melhor Trilha Sonora
Melhor Som
É o tipo de filme que fica na cabeça depois dos créditos e merece lugar em qualquer lista dos grandes filmes já feitos.
Em tempo: isso aqui é tudo aquilo que aquela porcaria de Avatar sonhava em ser.” 😆