O jornal "The Day", de Nova York, está sendo vendido. Mas, quando um repórter, seguindo uma pista sobre o gângster Rienzi, é gravemente ferido, o editor Ed Hutcheson sai em cruzada contra a máfia e tenta ligar Rienzi ao assassinato de uma mulher.
Drama policial noir em preto e branco da 20th Century Fox do qual Richard Brooks (1912-1992) o escreveu e dirigiu como uma defesa da liberdade de imprensa e um filme de crime que implica a corrupção de muitos fundos públicos.
James Dean (1931-1955) aparece em um pequeno papel sem fala no filme como um garoto de imprensa. A história foi baseada no fechamento do “New York Sun”, fundado por Benjamin Day, em 1950. O “Sun” foi vendido para a rede “Scripps Howard” e absorvido pelo "World-Telegram". Para ter uma idéia de como seria trabalhar para um jornal de verdade, Humphrey Bogart (1899-1957) ficava na sala da cidade do “New York Daily News”.
Uma estória de crime tensa e em ritmo acelerado mesmo que o final seja um pouco abrupto. Grandes qualidades de imagem e elenco de apoio. Mas também comprimentos e discursos, diminuindo o ritmo e colocando a moral antes da ação. Foi lançado durante a lista negra de Hollywood quando a febre do anticomunismo atropelou os direitos civis.
Assim como A Dama de Preto (lançado no mesmo ano) A Hora da Vingança é uma homenagem à integridade jornalística. Bogart bem à vontade, sem fazer o mínimo esforço para parecer simpático. o diretor Richard Brooks conduz bem a história que tem grande número de personagens apesar da curta duração. Apenas a subtrama de divórcio entre o editor e sua esposa poderia ser descartada sem prejudicar em nada o filme.
A premissa do filme é boa e o roteiro se desenvolve muito bem até a primeira metade do longa. Depois disso o desenrolar da trama é acelerado de tal forma que parece ter faltado rolos de filme para estender a filmagem. Nesse sentido, a atuação da lendária e premiada atriz Ethel Berrymore, como a viúva do fundador do jornal "The Day", prestes a ser vendido para o seu principal concorrente, poderia ser melhor explorada. Ao final, o que se salva é a atuação sempre marcante do Humphrey Bogart (que há pouco havia sido premiado com o Oscar de melhor ator) no papel do idealista editor do periódico.
Nos últimos momentos de vida do Jornal “The Day”, que está prestes a ser vendido, seu editor chefe quer uma despedida com estilo, entra em rota de colisão contra um gangster local e tenta incriminá-lo. Esse é um drama que narra os caminhos tortuosos do mundo do jornalismo com eficiência, graças a uma história enxuta e dinâmica. Ajuda também as presenças ilustres de Humphrey Bogart e Ethel Barrymore no elenco.
Retrato idealista do jornalismo e da importância de um periódico na vida de uma sociedade, até que não envelheceu mal. No começo, um empreiteiro é questionado por autoridades acerca de seus negócios obscuros e da suposta influência em eleições anteriores, algo que parece inegável mas curiosamente nunca é provado...
Logo após, surge Bogart no auge da forma, como o editor-chefe de um jornal decadente, prestes a ser vendido para um concorrente (que pretende fechá-lo). Um repórter da publicação é agredido por "investigar demais" o caso do empreiteiro, e é o que basta para a Redação se unir a fim de preparar uma histórica última edição de "The Day", contando toda a verdade sobre esse homem e sua rede de corrupção.
Destaque para a batalha jurídica que se segue, para saber se o jornal será mesmo vendido e para o desfecho, ao som das máquinas de impressão hoje quase aposentadas, na época capazes de representar o poder da Imprensa escrita.
Drama policial noir em preto e branco da 20th Century Fox do qual Richard Brooks (1912-1992) o escreveu e dirigiu como uma defesa da liberdade de imprensa e um filme de crime que implica a corrupção de muitos fundos públicos.
James Dean (1931-1955) aparece em um pequeno papel sem fala no filme como um garoto de imprensa. A história foi baseada no fechamento do “New York Sun”, fundado por Benjamin Day, em 1950. O “Sun” foi vendido para a rede “Scripps Howard” e absorvido pelo "World-Telegram". Para ter uma idéia de como seria trabalhar para um jornal de verdade, Humphrey Bogart (1899-1957) ficava na sala da cidade do “New York Daily News”.
Uma estória de crime tensa e em ritmo acelerado mesmo que o final seja um pouco abrupto. Grandes qualidades de imagem e elenco de apoio. Mas também comprimentos e discursos, diminuindo o ritmo e colocando a moral antes da ação. Foi lançado durante a lista negra de Hollywood quando a febre do anticomunismo atropelou os direitos civis.
Assim como A Dama de Preto (lançado no mesmo ano) A Hora da Vingança é uma homenagem à integridade jornalística. Bogart bem à vontade, sem fazer o mínimo esforço para parecer simpático. o diretor Richard Brooks conduz bem a história que tem grande número de personagens apesar da curta duração. Apenas a subtrama de divórcio entre o editor e sua esposa poderia ser descartada sem prejudicar em nada o filme.
A premissa do filme é boa e o roteiro se desenvolve muito bem até a primeira metade do longa. Depois disso o desenrolar da trama é acelerado de tal forma que parece ter faltado rolos de filme para estender a filmagem. Nesse sentido, a atuação da lendária e premiada atriz Ethel Berrymore, como a viúva do fundador do jornal "The Day", prestes a ser vendido para o seu principal concorrente, poderia ser melhor explorada. Ao final, o que se salva é a atuação sempre marcante do Humphrey Bogart (que há pouco havia sido premiado com o Oscar de melhor ator) no papel do idealista editor do periódico.
Nos últimos momentos de vida do Jornal “The Day”, que está prestes a ser vendido, seu editor chefe quer uma despedida com estilo, entra em rota de colisão contra um gangster local e tenta incriminá-lo. Esse é um drama que narra os caminhos tortuosos do mundo do jornalismo com eficiência, graças a uma história enxuta e dinâmica. Ajuda também as presenças ilustres de Humphrey Bogart e Ethel Barrymore no elenco.
Retrato idealista do jornalismo e da importância de um periódico na vida de uma sociedade, até que não envelheceu mal. No começo, um empreiteiro é questionado por autoridades acerca de seus negócios obscuros e da suposta influência em eleições anteriores, algo que parece inegável mas curiosamente nunca é provado...
Logo após, surge Bogart no auge da forma, como o editor-chefe de um jornal decadente, prestes a ser vendido para um concorrente (que pretende fechá-lo). Um repórter da publicação é agredido por "investigar demais" o caso do empreiteiro, e é o que basta para a Redação se unir a fim de preparar uma histórica última edição de "The Day", contando toda a verdade sobre esse homem e sua rede de corrupção.
Destaque para a batalha jurídica que se segue, para saber se o jornal será mesmo vendido e para o desfecho, ao som das máquinas de impressão hoje quase aposentadas, na época capazes de representar o poder da Imprensa escrita.