Nova Inglaterra, 1840. Ephraim Cabot (Burt Ives) é um fazendeiro idoso que tem uma vitalidade surpreendente e ama seus 60 acres de terra de forma exagerada. Boa parte desta propriedade ele ganhou como dote de casamento, sendo que desta união nasceu Eben (Anthony Perkins), que ainda garoto foi levado por sua mãe ao lugar secreto onde Ephraim escondia o dinheiro, dizendo ao filho que toda aquela terra era dele e o fazendo jurar que nunca desistiria dela. O tempo passou, a mãe de Eben morreu e ele cresceu tendo de conviver com dois outros meio-irmãos, Simeon (Frank Overton) e Peter (Pernell Roberts). Os três tinham que trabalhar sem parar e ainda agüentar a frieza de Ephraim. Quando este viajou por algumas semanas, Eben achou que era hora de não precisar disputar a fazenda com os irmãos, então pegou US$ 600 no esconderijo do pai e fez uma proposta: dar metade para cada um em troca deles assinarem um documento abrindo mão de suas partes nas terras. Os meio-irmãos concordam por duas razões: primeiro queriam ir para a Califórnia e participar da corrida do ouro e, em segundo, por saberem que o pai deles tinham se casado com uma garçonete, Anna (Sophia Loren), uma italiana de 25 anos. Simeon e Peter esperam a chegada do pai e da madrasta e partem. Com o casamento Anna se tornara uma possível herdeira e isto não agradava nada Eben, mas coisas totalmente imprevisíveis estavam para acontecer.
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Um bom filme, cuja trama desandou na parte final, uma pena.
Drama romântico da Paramount Pictures indicado ao Oscar de melhor fotografia em preto e branco; no Festival de Cinema de Cannes, foi nomeado à Palma de Ouro de melhor filme. O filme é uma versão cinematográfica de 1958 da peça "Desire under the elms", de 1924, escrita por Eugene O'Neill (1888-1953). O filme foi criticado pelos críticos. O ano de produção correto do filme é de 1957.
Este filme é uma refilmagem do soviético Kali bazrobidan (28), que teve o remake belga Liefde onder de olmen (76), feito para a TV, e outra versão mais recente, o egípcio Oyun la tanam (81). Estréia cinematográfica de Pernell Roberts (1928-2010). Burl Ives (1909-1995) tinha 48 anos interpretando um homem de 76 anos neste filme. Sophia Loren interpreta a madrasta de Anthony Perkins (1932-1992) no filme. Na vida real, ela era 2 anos mais nova que Perkins. Lançado no mesmo ano do filme de maior sucesso de Delbert Mann (1920-2007), Vidas separadas (58).
O realismo, em uma peça desse tipo, tem que ser superado, subjugado, ultrajado: o que acontece está além do realismo, e a direção deve captar esse além, esse sentimento de romper todos os limites, morais, convencionais, até artísticos.
Destaque para a melhor cena da trama em que o agitado Ephriam Cabot se diverte durante uma festa ao ar livre com toda agilidade possível.
Odiei a personagem da Sophia Loren desde a sua chegada à fazenda, (veja bem, estou me referindo à personagem, não a atuação da atriz). Prepotente, ambiciosa, se dizendo ser dona de tudo. E a odiei ainda mais quando matou seu próprio filho. Esse filme deveria se chamar "Ganância."
Essa produção não esconde suas origens teatrais, embora isso não seja um defeito, já que sua história é bem encenada e valorizada principalmente pela bela fotografia que chegou a concorrer ao Oscar. Anthony Perkins se esforça, mas não convence muito no papel de galã e Sophia Loren parece um pouco exagerada em seu primeiro papel nos EUA. Apesar disso ambos têm uma boa presença no filme, embora o grande destaque dele seja o veterano Burt Ives, convincente como um homem com mais de 70 anos mesmo sendo na época bem mais jovem do que isso.
Sophia Loren sabe ser sensual