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O tema da clonagem em versão elegante e sofisticada, tal como a atriz protagonista, Tilda Swinton. É ela o rosto desta comédia sobre a necessidade de afirmação de uma mulher que quer tudo do mundo que a rodeia - sexo, prazer e satisfação profissional. Em "Teknolust" uma mulher precisa de sexo. E vai tê-lo nesta hilariante comédia de ficção científica, que vai dar um novo sentido à expressão "sexo cibernético".
A doutora Rosetta Stone, uma virgem e envergonhada mulher, descarrega o seu DNA para um programa de inteligência artificial, criando um trio de luxo, Ruby, Marianne e Oliva. As três jovens irradiam sensualidade e não deixam passar uma oportunidade para se divertirem. Mas este trio cyber-humano tem um defeito - faltam-lhe cromossomas masculinos, e sem eles, a sua vida está em perigo.
"Teknolust" foi um dos primeiros filmes a ser rodado com as novas câmeras digitais de alta definição da Sony, as Cincalta 24 P HDCAM, usadas por George Lucas nas filmagens de "Star Wars II: The Attack of The Clones". Para além deste atrativo de carácter técnico, há ainda muito mérito artístico. Além de Tilda Swinton, que conhecemos de "The Deep End" (2001), ou "Adaptation" (2002), "Teknolust" conta com a participação de Jeremy Davies ("Solaris").
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Era p ser tão bom puta merda impressionante como cagaram no filme
Não conhecia este filme e, antes da sessão, tive o privilégio de ouvir um excelente inventário sobre a biografia da diretora, por parte de quem escolheu o filme para ser exibido no cineclube no qual o vi. Isso ajudou bastante a compreender algumas forças teóricas que, infelizmente, envelheceram bastante em execução. As benesses transmidiáticas da produção e seu pioneirismo potencial na abordagem das fronteiras interativas entre humanos e programas virtuais que fazem sexo são aplaudíveis, mas a diretora não parece muito preocupada em contar uma história, organizar os planos, tecer relações narrativas entre os personagens. A trilha musical emula filmes pornôs 'softcore' e o ritmo é deveras enfadonho. Tilda Swinton, claro, faz milagres com as quatro personagens que interpreta, mas há uma evidente assimetria entre elas (Ruby destaca-se a olhos vistos!). Gosto muito da presença artistizada e periférica do Jeremy Davies, quase godardiano no modo como dança e sorri em meio às opressões capitalistas de seu entorno. Achei um filme ruim, mas com muito a oferecer. O debate ao final da sessão foi magistral, de modo que ele cresceu, depois que eu o conferi. Numa revisão, quem sabe? (WPC>)
Estranho, datado e sem muitas surpresas...
O mais surpreendente é ver a Tilda nessa bomba rs