Em um elegante hotel de Nova York está Nell Forbes (Marilyn Monroe), uma bela mas psicótica mulher que recentemente saiu de um sanatório. Após conseguir emprego como babá, ela passa a cuidar de Bunny (Donna Corcoran), a filha de um casal de hóspedes. Paralelamente outro hóspede, Jed Towers (Richard Widmark), um piloto de linha comercial, está chateado, pois Lyn Leslie (Anne Bancroft), a cantora do hotel com quem ele namorava, está insatisfeita com a relação. Jed vai ao seu encontro e tenta em vão reatar. Já no seu quarto ele vê Nell, que está no quarto defronte, e os dois começam a conversar. Porém quando Bunny surge Nell fica louca e manda a menina de volta para a cama aos berros, pois Nell está imaginando que Jed é um ex-noivo. Ele, por sua vez, pressente que algo muito estranho está acontecendo.
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Tenso, nervoso, sufocante! Se você achava que a Marilyn Monroe, era só um corpo, pode esquecer. A mulher era foda! "Almas Desesperadas" é daqueles filmes que estavam a frente do seu tempo, por mostrar uma história delicada sobre os problemas mentais que vivem os seres humanos nos grandes centros urbanos.
Dirigido por Roy Ward Baker, o filme apresenta em seus 76 minutos, as vidas de um grupo de pessoas que vivem momentos de muita tensão numa noite, dentro de um hotel. Noite essa que parecia que não teria fim. Jed Towers (Richard Widmark), é um piloto de que vive um dilema conjugal com Lyn Leslie (Anne Bancroft), cantora do hotel,
E enquanto isso na sala de justiça, Bunny (Donna Corcoran), filha de um casal hospedado no hotel, fica no prédio a lado aos cuidados de Nell Forbes (Marilyn Monroe), uma babá recém chegada a cidade. Que acaba sendo observada por Jed, do outro lado da rua, que não tendo como evitar vai atrás da garota. E o que segue depois, é de deixar os divãs, com os cabelos em pé!
A atuação de Marilyn, é hipnótica! Sua entrega pra personagem é de um outro nível. Ela parecia que estava numa outra dimensão, vivendo a patologia de Nell, e expressava de uma maneira tão real e dolorosa, que impressionava a cada take. Aquela voz de anjo da rua Augusta, gemendo suavemente, olhando pro nada, mas grudando a o olhar em Jed, me fazia consultar um psiquiatra, pra conseguir entender essas transformações súbitas.
Se você não lê a sinopse que nem eu, você não sabe o que está acontecendo. E isso foi foda demais... Demorou pra mim entender o que estava rolando com a personagem e qual era sua intensão. De repente, cai ficha igual a uma bomba! Que loco! Eu não sabia o que fazer com minhas expectativas depois que me dei conta. E a maneira que a Marilyn, passou isso pra sua personagem, não dá pra classificar. Foi magnifico!
Atuações assim, vem de algum lugar na alma, que os artistas morrem no palco, pra dar vida ao trabalho. É daqueles filmes que o personagem demora pra sair deles, se é que saem. E as cenas que estavam tensas e enigmáticas, passaram a ser uma angustia sem fim! Você entendia agora o sentido de suas conversa dela com Jed, Bunny e com Eddie Forbes (Elisha Cook), o ascensorista que acabou indicando ela pro emprego.
As cenas finais são desesperadoras, muitas coisas estavam pra acontecer naquele quarto e acorreria pra impedir, conseguiu dar para o filme, um desfecho esperançoso, porque o tema ainda hoje é delicado e complexo, e naquela época devem ter feito os divãs de Nova York, ferver.
clássico noir.
Marilyn Monroe assume um papel interessante em sua carreira, afastando-se do estereótipo da "loira burra" e entregando uma atuação sólida. Richard Widmark também se destaca com uma ótima performance. O roteiro não é tão bom assim e não apresenta nada de mais porém, o filme é uma boa oportunidade para ver Monroe em um registro diferente demonstrando sua atuação dramática.
Marilyn mais angelical que nunca... e mais perturbada das idéias também
Não sei porque, mas cada filme que vejo dela, vejo algum lado ou personalidade dela mesma. Sinto que muitas vezes ela era tão boa porque se auto interpretava. Pode ser coisa da minha cabeça, claro... mas sabemos que a vida dela foi conturbada e que ela sofreu muito.
"Don't Bother to Knock" é um drama realizado para provar que Monroe era uma ótima atriz. O único problema da película é que o roteiro não desenvolve bem a história, que parece ter sido escrita para teatro. Apesar disso, vale a pena ser visto. Anne Bancroft, como a cantora Lyn Leslie, novinha, em início de carreira, desenvolve bem o seu papel, apresentando ótimos números musicais.
Outro filme bem básico que traz Monroe no elenco pra tentar alavancar a audiência,mas tudo sai pessimamente ruim.Trama amarga e sem rumo que se espreme pra chegar até o final.
>Assistido em 07 de Janeiro de 2023