Arquiteto apaixona-se por uma violoncelista, sua vizinha do andar superior. Só que ele tem que enfrentar o ciúme de seu próprio computador, Edgar, que, apaixonado pela namorada de seu dono, começa a articular planos para separá-los.
Assisti na época quando passou nos cinemas, em 85, e hoje(08/09/2025) 40 anos depois revi.
É um olhar interessante sobre a era da informática desde seus estágios iniciais e formativos, mas hoje em dia é realmente bobo e datado. Mas nada disso importa quando é divertido e nos leva de volta a uma época mais simples. O filme tem uma ótima atmosfera dos anos 80 e tem uma trilha sonora brilhante. O que o torna divertido vem do contexto da tecnologia na década de 1980.
De qualquer forma, se você estiver a fim de um filme com um triângulo amoroso estranho que não envolva questionar a sexualidade de um personagem, assista.
Aficionado por computação, o arquiteto Miles (Lenny von Dohlen) desenvolve uma paixão avassaladora pela vizinha, uma jovem violoncelista (Virginia Madsen). Mas para que o romance entre eles dê certo, Miles terá de encarar o ciúme doentio de seu próprio computador, que adquire vida e não o deixa em paz.
Uma comédia romântica sci-fi – olhe que inusitado - das mais divertidas dos anos 80, uma verdadeira pérola resgatada em DVD pela Versátil Home Vídeo, que agora pode ser vista e revista em casa. E veja que o filme não é apenas um entretenimento engraçadinho - ele já tocava em temas sensíveis que culminariam no que vivemos hoje, do vício em computador e como a máquina nos controla a ponto de causar alienação. O filme já discutia a complexa relação da interação do homem com o computador, numa época pré-internet e bem antes de Inteligência Artificial; no filme o computador do arquiteto só interage com texto, com imagens e rabiscos verdes pouco nítidos, porém ele entra em parafuso quando o jovem derruba champagne no sistema. A máquina passa a controlar a vida do rapaz, e de aliado, torna-se um tormento, quando começa a ter ciúmes de sua tentativa de aproximação com a vizinha violoncelista. O irlandês Steve Barron dirigiu clipes de bandas famosas, como a-Ha, The Jam e Toto, além de Madonna e Michael Jackson, e estreou aqui na direção, aproveitando a linguagem de videoclipes para fazer esse filme adorável e moderno - depois faria ‘As tartarugas ninja’ (1990), ‘Cônicos e cômicos’ (1993) e ‘Esse rato é um espanto’ (2000), além de episódios de seriados variados. Conta com trilha sonora do pioneiro da eletromusic Giorgio Moroder, que fez muitas composições para cinema, e aqui fez uma música dançante com Phil Oakley, outro bambambam da música eletrônica, ‘Together in electric dreams’. Duas outras canções de sucesso de 1984 entraram no soundtrack do filme, ‘Love is love’, de Culture Club, e ‘Video!’, de Jeff Lynne. Traz um bom trabalho de Lenny von Dohlen – o ator faleceu novo, aos 63 anos, em 2022, depois de longa doença, e de Virginia Madsen, irmã mais nova do ator Michael Madsen, em seu segundo filme, aos 22 anos, e depois ficaria conhecida por ‘O mistério de Candyman’ (1992). Filme disponível no box ‘Clássicos Sci-fi – Anos 80’, da Versátil Home Video, junto de cinco filmes – ‘O domínio do olhar’ (1981), ‘Estranhas metamorfoses’ (1982), ‘A noite do cometa’ (1984), ‘As aventuras de Buckaroo Banzai’ (1984) e ‘Drive-in da morte’ (1986). POR FELIPE BRIDA - CINEMA-NAWEB
Um filme que se revela bastante premonitório: nos anos 80 já havia um deslumbramento por equipamentos eletrônicos (algo mostrado já na cena de abertura) e a possibilidade de uma inteligência artificial coordenando vários artefatos das casas. O diretor Steve Barron era oriundo dos videoclipes, o que explica a direção estilizada, usando até imagens de "câmeras de vigilância". Já o roteiro (uma adaptação livre da história de Cyrano de Bergerac) contêm alguns deslizes como o tom forçado com que o casal de protagonistas se encontra em um supermercado ou a fala motivacional de Miles para Madeline na fila do teatro, que soa totalmente deslocada para o personagem. Por fim
Título na dublagem: Sonhos Elétricos
Assisti na época quando passou nos cinemas, em 85, e hoje(08/09/2025) 40 anos depois revi.
É um olhar interessante sobre a era da informática desde seus estágios iniciais e formativos, mas hoje em dia é realmente bobo e datado. Mas nada disso importa quando é divertido e nos leva de volta a uma época mais simples. O filme tem uma ótima atmosfera dos anos 80 e tem uma trilha sonora brilhante. O que o torna divertido vem do contexto da tecnologia na década de 1980.
De qualquer forma, se você estiver a fim de um filme com um triângulo amoroso estranho que não envolva questionar a sexualidade de um personagem, assista.
Aficionado por computação, o arquiteto Miles (Lenny von Dohlen) desenvolve uma paixão avassaladora pela vizinha, uma jovem violoncelista (Virginia Madsen). Mas para que o romance entre eles dê certo, Miles terá de encarar o ciúme doentio de seu próprio computador, que adquire vida e não o deixa em paz.
Uma comédia romântica sci-fi – olhe que inusitado - das mais divertidas dos anos 80, uma verdadeira pérola resgatada em DVD pela Versátil Home Vídeo, que agora pode ser vista e revista em casa. E veja que o filme não é apenas um entretenimento engraçadinho - ele já tocava em temas sensíveis que culminariam no que vivemos hoje, do vício em computador e como a máquina nos controla a ponto de causar alienação. O filme já discutia a complexa relação da interação do homem com o computador, numa época pré-internet e bem antes de Inteligência Artificial; no filme o computador do arquiteto só interage com texto, com imagens e rabiscos verdes pouco nítidos, porém ele entra em parafuso quando o jovem derruba champagne no sistema. A máquina passa a controlar a vida do rapaz, e de aliado, torna-se um tormento, quando começa a ter ciúmes de sua tentativa de aproximação com a vizinha violoncelista.
O irlandês Steve Barron dirigiu clipes de bandas famosas, como a-Ha, The Jam e Toto, além de Madonna e Michael Jackson, e estreou aqui na direção, aproveitando a linguagem de videoclipes para fazer esse filme adorável e moderno - depois faria ‘As tartarugas ninja’ (1990), ‘Cônicos e cômicos’ (1993) e ‘Esse rato é um espanto’ (2000), além de episódios de seriados variados.
Conta com trilha sonora do pioneiro da eletromusic Giorgio Moroder, que fez muitas composições para cinema, e aqui fez uma música dançante com Phil Oakley, outro bambambam da música eletrônica, ‘Together in electric dreams’. Duas outras canções de sucesso de 1984 entraram no soundtrack do filme, ‘Love is love’, de Culture Club, e ‘Video!’, de Jeff Lynne.
Traz um bom trabalho de Lenny von Dohlen – o ator faleceu novo, aos 63 anos, em 2022, depois de longa doença, e de Virginia Madsen, irmã mais nova do ator Michael Madsen, em seu segundo filme, aos 22 anos, e depois ficaria conhecida por ‘O mistério de Candyman’ (1992).
Filme disponível no box ‘Clássicos Sci-fi – Anos 80’, da Versátil Home Video, junto de cinco filmes – ‘O domínio do olhar’ (1981), ‘Estranhas metamorfoses’ (1982), ‘A noite do cometa’ (1984), ‘As aventuras de Buckaroo Banzai’ (1984) e ‘Drive-in da morte’ (1986).
POR FELIPE BRIDA - CINEMA-NAWEB
Datado, tipicamente anos 80, mas charmoso a beça. Uma delícia de assistir.
Um filme que se revela bastante premonitório: nos anos 80 já havia um deslumbramento por equipamentos eletrônicos (algo mostrado já na cena de abertura) e a possibilidade de uma inteligência artificial coordenando vários artefatos das casas. O diretor Steve Barron era oriundo dos videoclipes, o que explica a direção estilizada, usando até imagens de "câmeras de vigilância". Já o roteiro (uma adaptação livre da história de Cyrano de Bergerac) contêm alguns deslizes como o tom forçado com que o casal de protagonistas se encontra em um supermercado ou a fala motivacional de Miles para Madeline na fila do teatro, que soa totalmente deslocada para o personagem. Por fim
a batalha entre o humano e o computador no terceiro ato é exagerada e tola mesmo para um comédia como essa.
Apesar desses equívocos o filme diverte pelo tom profético, pela direção enérgica e pela ótima trilha sonora, com música clássica e pop.