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Autobiografia de G. I. Gurdjieff. Ela foi originalmente publicada em 1963. Ela conta a história de um jovem Gurdjieff crescendo em um mundo em mudança entre as suas inexplicáveis experiências e o desenvolvimento da ciência moderna. O livro é o segunda parte da trilogia conhecida como All and Everything escrita por Gurdjieff entre 1924 e 1935. Do livro foi feito o filme.
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Revendo depois de 15 anos eu chego a conclusão de que esse filme não deu tão certo... O livro em si já tinha um problema, o estilo de narrativa do Gurdjieff é um estilo malandro, literalmente ele se propõe a contar a sua própria vida, mas não precisa ser muito perspicaz pra perceber que tem algo errado nessa proposta, evidente que a narrativa não é factual, não pretende revelar a verdadeira biografia, mas induzir um certo estado psicológico no leitor, quem tá familiarizado com Gurdjieff saber disso. A leitura, como uma hipnose, só funciona totalmente quando o leitor entra no jogo, se deixa levar, a ideia não é olhar pra narrativa, mas olhar praquilo que surge dentro de si mesmo durante a narrativa. Muita gente assiste o filme sem estar familiarizado com o estilo do Gurdjieff, estilo que o Peter Brook, seu admirador, tenta reproduzir com algum sucesso, mas eu fico imaginando uma pessoa que olhe presse filme de forma literal, deve achar alguns elementos da estória, bem bobos.
Outro problema é que o filme tem menos tempo que o livro, então Peter Brook precisou deixar muita coisa de fora, coisas que ele não conseguiu condensar durante o filme, isso deixou a narrativa um pouco esburacada.
A narrativa não funciona muito bem na sua totalidade, mas acho que o filme fica mais interessante depois que Gurdjieff e o arqueólogo encontram o Padre Gioavanni, o diálogo onde o arqueólogo pergunta ao Padre o motivo dele não voltar a Italia e o Padre responde que a fé não pode ser transmitida, é um dialogo memorável, as cenas de dança também são memoráveis e oferecem algo que o livro, por sua limitação, não poderia oferecer .
Gostei do filme mas esperava muito mais diante da emoção do fandom.
A jornada pelo auto conhecimento, a experiência pelo experimento, "Quem crê não tem fé e quem tem fé não precisa crer" .... recomendado pra quem gosta do tema: busca do auto conhecimento da verdade (Espiritual) da qual fazemos e somos parte.
Excelente filme, reflexivo,profundo,brilhante. Merece ser compartilhado para que todos tenham a oportunidade de conhecê-lo.
"A fé não pode ser dada ao homem. A fé não é o resultado do pensamento. Vem do conhecimento direto. Por exemplo: Se meu próprio irmão me implorasse para que lhe passasse um décimo do meu conhecimento, eu não poderia. Porque ele não tem o conhecimento nem as experiências que adquiri durante a minha vida. Isto seria como desejar encher alguém de pão meramente olhando para ele."
Sabidíssimas palavras do Padre Giovanni!