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Data de lançamento
6 Set. 2014Duração
Cornelia (Naomi Watts) e Josh Srebnick (Ben Stiller) são casados há anos. Incomodados com o envelhecimento, estão cansados da maneira conservadora como vivem. Jamie (Adam Driver) e Darby (Amanda Seyfried) se aproximam dos dois e Josh, encantado com o estilo de vida e o ânimo da dupla, sonha voltar a ser jovem.
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Marília Mendonça: Sentimento Louco
interessante a ocorrência dos fatos e o desenvolver, porém achei meio qualquer coisa
A forma como os casais se conhecem aleatoriamente e passam a ser melhores amigos em poucos dias é bizarramente irreal. Inicialmente não faz o menor sentido que aquilo esteja ocorrendo, mais tarde quando o esquema da aproximação do Jamie é revelado as coisas parecem fazer um pouco mais de sentido. Mas mesmo assim é uma situação difícil de ser levada a sério.
O choque de cultura entre os dois casais é sem dúvidas a parte mais interessante do filme, mostrando de maneira bem humorada como distanciamento entre gerações pode ser complicado e valioso ao mesmo tempo, além de render algumas piadas.
No fim a discussão sobre ética e moral proposta pelo roteiro é discutida bem superficialmente e ainda dá um certo aval para o vale-tudo pelo sucesso, quando o personagem do Jamie se dá bem no final apesar das atitudes duvidosas usadas na produção de um documentário pseudo-realista.
A expectativa foi alta, talvez por isso não tenha curtido tanto. As reflexões sobre crise de meia idade soaram caricatas, não que sejam muito ruins, mas naquela pegada clichê, meio comédia romântica americana. Um certo moralismo disfarçado de humor aqui, uma representação de juventude meio forçada acolá.
Sobre a crise dos 40, sobre se achar descolado e não ser por não se aceitar como é, sobre achar que os jovens são super descolados, quando na verdade estão caminhando para ser como nós (em breve), sobre se sentir de outro mundo por não querer ter filhos, sobre ver o amor se transformando em outra coisa e achar que deveria ser sempre como no início, sobre não aceitar as mudanças até finalmente se render a elas, sobre perceber que o mundo caminha para aceitar o errado virando certo e nos acharmos ultrapassados por isso. Este filme é o jogo dos 7 erros, perfeito por ser o retrato autêntico de como a vida é.
Roteiro inteligente e que atinge em cheio às pessoas que já passaram ou estão passando por essa transição e tendo que lidar com os dilemas e cobranças que a sociedade impõe. As atuações são outro ponto de destaque.