Durante uma festa, amigos resolvem brincar de espiritismo usando uma tábua Ouija para fazer contato com o Além. Apesar de ninguém levar a brincadeira a sério, ocorrências sinistras tomam conta da casa e ameaçam a vida dos participantes.
Nem sempre dá para confiar quando alguém que ama filmes de terror indica um clássico. Às vezes a indicação acerta em cheio, mas, em outras... acontece Espírito Assassino (1986). E, sinceramente, Jesus, que filme chato.
A história acompanha um grupo de amigos que, durante uma festa, decide brincar de espiritismo usando uma tábua Ouija para entrar em contato com o além. O que parecia apenas uma diversão acaba despertando uma presença maligna, e acontecimentos sinistros começam a colocar a vida de todos em risco.
A premissa é extremamente clichê, mas isso, por si só, não seria um problema. O terror vive de clichês, e muitos filmes conseguem fazer isso funcionar muito bem. O grande problema aqui é a execução. A narrativa é arrastada, os personagens não despertam qualquer interesse e a motivação do espírito acaba sendo pouco convincente, fazendo com que o suspense nunca realmente engate.
O único ponto que achei interessante foi o plot do final. Em determinado momento, o filme faz você acreditar em uma coisa, para depois revelar outra. É uma reviravolta legal e que até surpreende, mas, infelizmente, não é suficiente para salvar o restante da experiência.
Entendo que, em 1986, o filme provavelmente tenha sido mais impactante e divertido para o público da época, principalmente por explorar o medo envolvendo a tábua Ouija. Hoje, porém, ele envelheceu muito mal. O ritmo é lento, a história não prende e, quando termina, fica aquela sensação de que poderia ter sido muito melhor.
No fim das contas, Espírito Assassino é um daqueles filmes que servem para lembrar que nem toda indicação de fã de terror vale a pena.
Assisti pela primeira vez em 10 de janeiro de 2021, na época da pandemia, e decidi reassistir agora para maratonar todos os filmes da franquia, ambas as vezes, assisti em inglês e legendado.
A história é sobre uma mulher que é atormentada por um fantasma assassino depois de jogar ouija sozinha. Seu atual namorado e seu ex-namorado, que são ex-melhores amigos da infância, unem forças para tentar salvar a vida dela. O roteiro, apesar de simples, é bom.
Este foi a estreia de Kevin Tenney como diretor e roteirista, e surpreende o que ele conseguiu fazer com orçamento extremamente baixo. Esse, junto com o filme A Noite dos Demônios (1988), provavelmente são os únicos filmes bons do currículo dele.
As cenas de morte são boas, a atmosfera é envolvente e a cena da Zarabeth possuída pelo espírito foi bem tensa. A atriz ruiva, Tawny Kitaen, é muito "Linda". O único aspecto negativo é o Jim, o protagonista, que não tem carisma e é mala.
O filme foi um sucesso de bilheteira na época, virou franquia e, hoje em dia, é considerado um filme cult. É um bom e divertido filme de terror, e, de longe, o melhor filme da saga e, infelizmente, o único decente.
Ranking:
7.0/100=(Witchboard 1) Espírito Assassino (1986)
5.1/100=(Witchboard 4) Witchboard (2024)
5.0/100=(Witchboard 2) Witchboard 2 - Entrada para o Inferno (1993)
Fica claro que o personagem de Linda só faz burrice praticamente o filme inteiro. Logo de cara já temos uma cena que mostra bem isso: ela pega a escova de dentes para resgatar o anel que tinha caído no sifão da pia, mas sequer tem o cuidado de passar uma água nela antes de guardar. Um detalhe pequeno, mas que escancara como o filme constrói a personagem de forma idiota e sem noção, ou a falta de cuidado com o roteiro. Ou vocês acham normal tamanha porquice?
Um exemplo ainda mais gritante acontece quando Zarabeth invoca David e, na hora em que ele estava indo embora, Linda solta um “espera” – qual a necessidade? Não entendeu o que estava acontecendo ali? Depois de tudo feito, como se já não bastasse, ela ainda resolve invocar o espírito de novo por conta própria. Naturalmente, dá merda e sobra para ela ficar pedindo ajuda ao marido.
Outro ponto que incomoda é a caricatura do policial. O cara parece um Loki de quinta categoria, um palhaço tonto fazendo palhaçadas o tempo inteiro. É um personagem estereotipado até demais, completamente deslocado do clima que o filme tenta criar, o que faz dele um lixo de figura cômica mal encaixada.
No final do filme, além de um desfecho extremamente lúdico e decepcionante, ainda tem a cena da mina de terno, gravata e chapéu — qual a necessidade disso? KKKKK.
Para piorar, a morte de Brandon pesa bastante, porque era um personagem que poderia ter sido poupado. Sua saída deixa um vácuo, principalmente porque era um dos poucos que conseguia dar um equilíbrio à trama e um bom coadjuvante.
Apesar disso, Witchboard tem seus momentos bons. Existe um clima de tensão interessante, mesmo que alguns jumpscares sejam totalmente desnecessários e várias atitudes idiotas dos personagens caiam no clichê desse tipo de produção de terror.
Vale destacar, inclusive, a cena no cemitério em que Jim entra antes de Brandon. Ao invés de esperar, resolve dar uma de engraçadinho, surge por trás dele e só coloca a mão em seu ombro. O susto é tão mal feito que nem o ator aguentou e acabou rindo da própria cena.
No fim das contas, o filme entrega uma mistura curiosa: momentos de tensão bem conduzidos, mas com escolhas de roteiro que beiram o absurdo. Linda sendo teimosamente irresponsável, um policial pastelão e um final mal resolvido acabam pesando contra a obra, que poderia ter sido mais memorável se tivesse se levado a sério do começo ao fim.
Assisti ontem(02/05/2024) e pela primeira vez, mesmo sabendo que já foi exibido muitas vezes no "Cine Trash da Band". O filme explora um tema sempre muito legal e bastante utilizado nos filmes de terror: a famigerada tábua Ouija, que aqui no Brasil tem suas variantes como a “a brincadeira do copo” ou a terrível e fantasmagórica “brincadeira do compasso”. O filme funciona e realmente consegue criar uma atmosfera assustadora de pavor e pressentimento. O enredo é antigo e clichê, mas recebe uma lufada de ar fresco pelo elenco jovem e talentoso e pela direção envolvida de Kevin Tenney, que trabalha duro para manter as coisas interessantes, mesmo que grande parte do filme é lento e sem incidentes. A trama é muito tênue e parece se estender por uma hora e meia. Gostei de "Witchboard" por sua atmosfera e mudança de ritmo, e pelo fato de manter a identidade do espírito oculta durante grande parte do filme, o que adiciona uma camada de mistério aos procedimentos para dar um impulso extra ao filme. É um pequeno filme de terror cafona, decente e rápido. Não é incrível, mas não é a pior coisa que você pode ver.
Nem sempre dá para confiar quando alguém que ama filmes de terror indica um clássico. Às vezes a indicação acerta em cheio, mas, em outras... acontece Espírito Assassino (1986). E, sinceramente, Jesus, que filme chato.
A história acompanha um grupo de amigos que, durante uma festa, decide brincar de espiritismo usando uma tábua Ouija para entrar em contato com o além. O que parecia apenas uma diversão acaba despertando uma presença maligna, e acontecimentos sinistros começam a colocar a vida de todos em risco.
A premissa é extremamente clichê, mas isso, por si só, não seria um problema. O terror vive de clichês, e muitos filmes conseguem fazer isso funcionar muito bem. O grande problema aqui é a execução. A narrativa é arrastada, os personagens não despertam qualquer interesse e a motivação do espírito acaba sendo pouco convincente, fazendo com que o suspense nunca realmente engate.
O único ponto que achei interessante foi o plot do final. Em determinado momento, o filme faz você acreditar em uma coisa, para depois revelar outra. É uma reviravolta legal e que até surpreende, mas, infelizmente, não é suficiente para salvar o restante da experiência.
Entendo que, em 1986, o filme provavelmente tenha sido mais impactante e divertido para o público da época, principalmente por explorar o medo envolvendo a tábua Ouija. Hoje, porém, ele envelheceu muito mal. O ritmo é lento, a história não prende e, quando termina, fica aquela sensação de que poderia ter sido muito melhor.
No fim das contas, Espírito Assassino é um daqueles filmes que servem para lembrar que nem toda indicação de fã de terror vale a pena.
Assisti pela primeira vez em 10 de janeiro de 2021, na época da pandemia, e decidi reassistir agora para maratonar todos os filmes da franquia, ambas as vezes, assisti em inglês e legendado.
A história é sobre uma mulher que é atormentada por um fantasma assassino depois de jogar ouija sozinha. Seu atual namorado e seu ex-namorado, que são ex-melhores amigos da infância, unem forças para tentar salvar a vida dela. O roteiro, apesar de simples, é bom.
Este foi a estreia de Kevin Tenney como diretor e roteirista, e surpreende o que ele conseguiu fazer com orçamento extremamente baixo. Esse, junto com o filme A Noite dos Demônios (1988), provavelmente são os únicos filmes bons do currículo dele.
As cenas de morte são boas, a atmosfera é envolvente e a cena da Zarabeth possuída pelo espírito foi bem tensa. A atriz ruiva, Tawny Kitaen, é muito "Linda". O único aspecto negativo é o Jim, o protagonista, que não tem carisma e é mala.
O filme foi um sucesso de bilheteira na época, virou franquia e, hoje em dia, é considerado um filme cult. É um bom e divertido filme de terror, e, de longe, o melhor filme da saga e, infelizmente, o único decente.
Ranking:
7.0/100=(Witchboard 1) Espírito Assassino (1986)
5.1/100=(Witchboard 4) Witchboard (2024)
5.0/100=(Witchboard 2) Witchboard 2 - Entrada para o Inferno (1993)
4.0/100=(Witchboard 3) Possessão (1995)
Fica claro que o personagem de Linda só faz burrice praticamente o filme inteiro. Logo de cara já temos uma cena que mostra bem isso: ela pega a escova de dentes para resgatar o anel que tinha caído no sifão da pia, mas sequer tem o cuidado de passar uma água nela antes de guardar. Um detalhe pequeno, mas que escancara como o filme constrói a personagem de forma idiota e sem noção, ou a falta de cuidado com o roteiro. Ou vocês acham normal tamanha porquice?
Um exemplo ainda mais gritante acontece quando Zarabeth invoca David e, na hora em que ele estava indo embora, Linda solta um “espera” – qual a necessidade? Não entendeu o que estava acontecendo ali? Depois de tudo feito, como se já não bastasse, ela ainda resolve invocar o espírito de novo por conta própria. Naturalmente, dá merda e sobra para ela ficar pedindo ajuda ao marido.
Outro ponto que incomoda é a caricatura do policial. O cara parece um Loki de quinta categoria, um palhaço tonto fazendo palhaçadas o tempo inteiro. É um personagem estereotipado até demais, completamente deslocado do clima que o filme tenta criar, o que faz dele um lixo de figura cômica mal encaixada.
No final do filme, além de um desfecho extremamente lúdico e decepcionante, ainda tem a cena da mina de terno, gravata e chapéu — qual a necessidade disso? KKKKK.
Para piorar, a morte de Brandon pesa bastante, porque era um personagem que poderia ter sido poupado. Sua saída deixa um vácuo, principalmente porque era um dos poucos que conseguia dar um equilíbrio à trama e um bom coadjuvante.
Apesar disso, Witchboard tem seus momentos bons. Existe um clima de tensão interessante, mesmo que alguns jumpscares sejam totalmente desnecessários e várias atitudes idiotas dos personagens caiam no clichê desse tipo de produção de terror.
Vale destacar, inclusive, a cena no cemitério em que Jim entra antes de Brandon. Ao invés de esperar, resolve dar uma de engraçadinho, surge por trás dele e só coloca a mão em seu ombro. O susto é tão mal feito que nem o ator aguentou e acabou rindo da própria cena.
No fim das contas, o filme entrega uma mistura curiosa: momentos de tensão bem conduzidos, mas com escolhas de roteiro que beiram o absurdo. Linda sendo teimosamente irresponsável, um policial pastelão e um final mal resolvido acabam pesando contra a obra, que poderia ter sido mais memorável se tivesse se levado a sério do começo ao fim.
Assistido em 01/10/2025
Assisti ontem(02/05/2024) e pela primeira vez, mesmo sabendo que já foi exibido muitas vezes no "Cine Trash da Band". O filme explora um tema sempre muito legal e bastante utilizado nos filmes de terror: a famigerada tábua Ouija, que aqui no Brasil tem suas variantes como a “a brincadeira do copo” ou a terrível e fantasmagórica “brincadeira do compasso”. O filme funciona e realmente consegue criar uma atmosfera assustadora de pavor e pressentimento. O enredo é antigo e clichê, mas recebe uma lufada de ar fresco pelo elenco jovem e talentoso e pela direção envolvida de Kevin Tenney, que trabalha duro para manter as coisas interessantes, mesmo que grande parte do filme é lento e sem incidentes. A trama é muito tênue e parece se estender por uma hora e meia. Gostei de "Witchboard" por sua atmosfera e mudança de ritmo, e pelo fato de manter a identidade do espírito oculta durante grande parte do filme, o que adiciona uma camada de mistério aos procedimentos para dar um impulso extra ao filme. É um pequeno filme de terror cafona, decente e rápido. Não é incrível, mas não é a pior coisa que você pode ver.
Não Conhecia Achei por Acaso e Achei Regular.