Uma pequena cidade do sul é abalada por um escândalo quando a adolescente Mary Clay (Lana Turner) é brutalmente assassinada. Um advogado com ambições políticas, Andrew Griffin vê nisso a chance de ascender na carreira, sendo um caminho para ele chegar ao Senado, e incrimina um ex-professor da vítima.
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Não poderia esperar menos de Mervyn LeRoy!
Com um roteiro muito bem escrito, a história é baseada em um romance de Ward Greene, que por sua vez foi inspirado em eventos reais, o caso do linchamento de Leo Frank após o assassinato de Mary Phagan em 1913. A crítica social presente no filme é evidente, especialmente ao destacar como a mídia pode distorcer a verdade e manipular as emoções do público. Algo que continua extremamente atual. Sobre os atores, Claude Rains está sensacional, e Lana Turner, irreconhecível. Certamente, um excelente filme.
Filme chocante! Nunca vi tanta gente asquerosa num filme só. "They Won't Forget", baseado num romance inspirado em fatos reais, oferece uma crônica crítica da inconstância da multidão e da facilidade com que os instintos irracionais podem ser subserviamente manipulados. Clássico desconhecido pela maioria, injustamente.
O filme termina com uma nota mais ambígua, quando um repórter diz: “Agora que acabou, eu me pergunto se Hale realmente fez isso”. “Também me pergunto”, diz o promotor, confirmando sua própria dúvida.
O filme aborda vários temas, como:
preconceito, já que o acusado era natural do Norte, e o crime aconteceu no Sul. Ambição pela carreira política, já que Griffin desejava se tornar senador, e queria usar uma possível condenação do réu para atingir o seu objetivo. Pura politicagem. A face nojenta, repugnante, asquerosa da imprensa que faz de tudo pela notícia, até mesmo condenar de antemão quem quer que seja, pelo puro prazer de ter o que publicar. O filme é bom, porém o final deixou a desejar, já que o verdadeiro culpado não foi divulgado. Isso me decepcionou.
O filme é muito bom, porém mesmo o suspense tendo a intenção de nos fazer imaginar quem poderia ter matado, seria bom ter continuado. Pra ter um final melhor.
Além de bom, bem produzido e envolvente, é didático, retrata muito bem a realidade dos EUA naquela época, e retrata tb coisas típicas da humanidade na era moderna, os "Abutres" da imprensa, como o povo vê a tragédia alheia como entretenimento, sendo tb a sua maneira "Abutres", se aglomerando em volta, se acotovelando por uma visão melhor do sangue, e en meio a tudo isto, claro, a política, a sede de poder, e a falta de escrúpulos para obter o poder, processo no qual inocentes sempre acabam sendo jogados no "Moedor de Carne", e se tornando bodes expiatórios.
E eles todos sabem disto. É bem interessante como essa questão fica clara e a forma como ela é exposta nas cenas finais, quando a Elisabeth diz umas verdades para aqueles dois no escritório, e de repente eles parecem se dar conta do quão amarga foi a sua vitória. Isso dá muito o que pensar.
Só não entendi pq a Lana Turner é posta como protagonista no cartaz, e etc,já que a participação dela no filme é mínima.