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Duração
A obra realizada em 1976 sob a influência do Estado Novo é um trabalho expressionista de quem carregou a espinhosa missão de fazer arte ainda sob o efeito da ditadura. Não é um filme convencional, e nem se encaixa no gênero documentário. Os atores são dispostos diante da câmera e dirigidos em suas ações, representando a insatisfação com o Estado e com a condição feminina.
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"Cada ruga é uma vitória. "
Feminino Plural (Brasil,1976)
Direção: Vera de Figueiredo.
Com: Adriana Figueiredo, Ângela Figueiredo, Catalina Bonakie, Dorinha Duval, Kita Xavier, Léa Garcia, Maria Francisca, Maria Rita Freire, Nelson Xavier, Rainer Vianna, Tereza Rachel, Vera Mangueira.
Realizado durante a ditadura militar, "Feminino Plural " é um marco importante no nosso cinema.
A diretora Vera de Figueiredo foi uma precursora e fez o que é considerado um dos primeiros filmes feministas realizados do Brasil.
Vera morreu esse ano e seu cinema continua marginalizado, graças ao Itaú Cultural Play, podemos ver "Feminino Plural " na plataforma.
O longa não segue narrativa linear, construindo-se a partir de diferentes situações vividas por múltiplas personagens, e incorporando elementos oníricos e de performance.
Há uma grávida, uma velha, uma jovem, uma negra, uma descendente de indígenas, que formam uma gangue de motociclistas andando pela Via Dutra rumo à Baixada Fluminense.
Elas se reunem numa casa e cada uma delas, reprimidas, tem vontade de explodir em cena, por pra fora⁸ tudo o que tem a dizer.
Na época do lançamento, "Feminino Plural" circulou pouco no Brasil, apesar de ter sido exibido em festivais internacionais e conseguido distribuição comercial na França.
Longa mais que importante na nossa cinematografia, merece ser redescoberto.
Veja gratuitamente na plataforma do Itaú Cultural Play.
#veradefigueiredo
#mulheresnocinema
#cinemabrasileiro
- bem experimental e de dificil absorção
- principalmente o começo, na reta final escolhe uma abordagem mais direta e a mensagem é melhor entregue
- obra importantíssima feita durante a ditadura, merecia ser mais conhecida
Adorei esta versão colorida dos relampejos de genialidade do Cinema Marginal (risos): como quase todo mundo, conheci esta diretora mui recentemente e adorei o modo livre e orgânico e divertido com que ela aborda questões que, hoje, são centrais nos debates militantes. É uma pioneira, portanto: uma feminista integradora, que não exclui os heterossexuais brancos, ainda que suas preferências identitárias sejam explicitamente delineadas. Adorei o segmento com os surfistas e as frases repetidas, como dogmas invertidos, questionados... Muito bom o cotejo com o cinema da Ana Carolina e da jovem Helena Solberg: pura coerência! (WPC>)
Olá!! Alguem sabe me dizer aonde encontro esse filme Feminino plural? Obrigada
Como assistir esse filme?