, com potencial para um thriller psicológico sobre família, segredos e paranoia. Contudo, essa ideia acaba mal trabalhada na execução. O filme nunca transforma seu conceito em algo realmente envolvente ou perturbador.
Confesso que não me prendeu. Falta uma sensação de perigo constante: há momentos de estranheza, mas eles são espaçados demais e não se acumulam para criar um clima verdadeiramente tenso. O suspense existe na proposta, mas não se sustenta ao longo da narrativa.
Também assisti a uma versão em 480p, com qualidade bem ruim, o que prejudicou a experiência — ainda mais num filme que depende tanto de atmosfera, iluminação e expressões. Mesmo assim, mesmo considerando isso, não consegui gostar totalmente.
Apesar de curto, o filme paradoxalmente parece mais longo do que deveria. Em vários momentos a narrativa se arrasta sem oferecer grandes avanços dramáticos, quebrando o ritmo.
O elenco feminino é um ponto forte. Christine Morgan (Sally Field) funciona como o centro emocional da história: vulnerável, inquieta e ao mesmo tempo perceptiva. Alex Morgan (Eleanor Parker) transmite uma postura rígida e ambígua, sugerindo controle e tensão por trás das aparências. Elizabeth Hall Morgan (Julie Harris) traz uma contenção inquietante, que poderia render mais se o roteiro tivesse aprofundado melhor suas motivações.
As relações entre essas mulheres são interessantes, mas pouco exploradas; as tensões familiares ficam mais insinuadas do que realmente dramatizadas.
Já Benjamin Morgan (Walter Brennan), embora seja o eixo da premissa, quase não tem presença:
basicamente aparece acamado e logo sai de cena, o que enfraquece o peso dramático em torno dele.
No geral, Férias Mortais tem bons elementos e boas atrizes, mas falha em transformá-los em um thriller realmente marcante — ficando mais como uma curiosidade dos anos 70 do que um clássico do gênero.
O elenco feminino está admirável e John Llewellyn Moxey com seus baixíssimos orçamentos, consegue realizar filmes para TV estadunidense, no mínimo bons. É o caso deste! Homem idoso chama as quatro filhas na véspera natalina para avisá-las que está suspeitando que sua nova esposa quer assassina-lo. O diretor consegue propor uma construção de suspense boa, mas, as falhas de roteiro são notadamente visíveis. Entretanto, o elenco feminino compensa um pouco, sobretudo, a atuação da novíssima Sally Field, que desde essa época já demonstrava seu talento dramático. Bom suspense dentro dos padrões de filmes realizados para TV.
Assisti pois estava atrás de algum filme de algum filme de terror que se passasse no Natal, e fui surpreendido positivamente ao perceber se tratar de um proto-slasher, em que assassinatos ocorrem um a um, incluindo aqui um assassino caracterizado (com uma capa amarela), algo ainda pouco comum na época. É um filme interessante por essa questão, mas possui um final anticlimático e sem inspiração. Nota: 7.1.
Em Home for the Holidays (1972), no Brasil Férias Mortais, há uma premissa boa
e um plot interessante
Confesso que não me prendeu. Falta uma sensação de perigo constante: há momentos de estranheza, mas eles são espaçados demais e não se acumulam para criar um clima verdadeiramente tenso. O suspense existe na proposta, mas não se sustenta ao longo da narrativa.
Também assisti a uma versão em 480p, com qualidade bem ruim, o que prejudicou a experiência — ainda mais num filme que depende tanto de atmosfera, iluminação e expressões. Mesmo assim, mesmo considerando isso, não consegui gostar totalmente.
Apesar de curto, o filme paradoxalmente parece mais longo do que deveria. Em vários momentos a narrativa se arrasta sem oferecer grandes avanços dramáticos, quebrando o ritmo.
O elenco feminino é um ponto forte. Christine Morgan (Sally Field) funciona como o centro emocional da história: vulnerável, inquieta e ao mesmo tempo perceptiva. Alex Morgan (Eleanor Parker) transmite uma postura rígida e ambígua, sugerindo controle e tensão por trás das aparências. Elizabeth Hall Morgan (Julie Harris) traz uma contenção inquietante, que poderia render mais se o roteiro tivesse aprofundado melhor suas motivações.
As relações entre essas mulheres são interessantes, mas pouco exploradas; as tensões familiares ficam mais insinuadas do que realmente dramatizadas.
Já Benjamin Morgan (Walter Brennan), embora seja o eixo da premissa, quase não tem presença:
basicamente aparece acamado e logo sai de cena, o que enfraquece o peso dramático em torno dele.
No geral, Férias Mortais tem bons elementos e boas atrizes, mas falha em transformá-los em um thriller realmente marcante — ficando mais como uma curiosidade dos anos 70 do que um clássico do gênero.
Assistido em 17/01/2026
Filme que prende e muito bem executado!
O elenco feminino está admirável e John Llewellyn Moxey com seus baixíssimos orçamentos, consegue realizar filmes para TV estadunidense, no mínimo bons. É o caso deste!
Homem idoso chama as quatro filhas na véspera natalina para avisá-las que está suspeitando que sua nova esposa quer assassina-lo.
O diretor consegue propor uma construção de suspense boa, mas, as falhas de roteiro são notadamente visíveis. Entretanto, o elenco feminino compensa um pouco, sobretudo, a atuação da novíssima Sally Field, que desde essa época já demonstrava seu talento dramático. Bom suspense dentro dos padrões de filmes realizados para TV.
Prospect Sally Field mostrando todas as suas cores.
Assisti pois estava atrás de algum filme de algum filme de terror que se passasse no Natal, e fui surpreendido positivamente ao perceber se tratar de um proto-slasher, em que assassinatos ocorrem um a um, incluindo aqui um assassino caracterizado (com uma capa amarela), algo ainda pouco comum na época. É um filme interessante por essa questão, mas possui um final anticlimático e sem inspiração.
Nota: 7.1.