Um jovem deve escolher se deve se comprometer com a companheira, que está voltando para sua casa. A mesma situação é encenada em três cidades diferentes 0 Nova York, Berlim e Tóquio -, com atores variados.
é uma história simplória mas o diferencial está nas narrativas, apresentadas de três formas diferentes, mostrando o talento de Hal Hartley de adaptar cada uma delas. eu achei simplesmente encantador.
Apesar de quem assiste tentar pesar para um lado, a mensagem continua uma dúvida que pertence aos dois lados do muro. "Flirt" apresenta suas estórias, apresenta seus personagens e suas tramas com leves e sutis diferenças, mas que as fazem terminar em campos longínquos. Hartley tenta colocar pessoas em situações parecidas e pedir uma manifestação de seus caráteres. Ao comparar seres que vivem dramas semelhantes, mas que moram em diferentes pontos do globo, o diretor contrasta o universal e o cultural. E nos surge a pergunta: "É o meio quem determina o ser ou o ser que determina o meio?". De modo a estudar as ações, tem seu cunho psicanalítico e sociólogo. Mesmo sem nada concreto, o que vale é o exercício de tentar entender esse paradoxo que convém ao homem. Além, ainda temos a bela trilha sonora e as ótimas atuações.
Assistir a este filme era um sonho alimentado desde a adolescência: tendo finalmente visto-o, na manhã de hoje, num momento em que (re)descubro entusiasticamente a obra do genial e muito autoral Hal Hartley, admito que fiquei muitíssimo encantado com o que vi. Apesar de não ter gostado muito do episódio estadunidense picotado, amei o pós-modernismo e as modificações de perspectiva no episódio alemão e me surpreendi bastante com os prolongamentos (ainda mais pós-modernos) do episódio japonês. Muitíssimo bom: genial em suas sutilezas comparativas! (WPC>)
Excelente, e a parte em Tóquio é maravilhosa. Interessante como a mise-en-scène muda nitidamente de uma cidade para a outra, com o estilo fiel ao cinema do país em questão. Muito interessante.
é uma história simplória mas o diferencial está nas narrativas, apresentadas de três formas diferentes, mostrando o talento de Hal Hartley de adaptar cada uma delas. eu achei simplesmente encantador.
Gostei do experimento, o diretor conseguiu passar sua mensagem, mesmo com alguns sobressaltos.
Apesar de quem assiste tentar pesar para um lado, a mensagem continua uma dúvida que pertence aos dois lados do muro. "Flirt" apresenta suas estórias, apresenta seus personagens e suas tramas com leves e sutis diferenças, mas que as fazem terminar em campos longínquos. Hartley tenta colocar pessoas em situações parecidas e pedir uma manifestação de seus caráteres. Ao comparar seres que vivem dramas semelhantes, mas que moram em diferentes pontos do globo, o diretor contrasta o universal e o cultural. E nos surge a pergunta: "É o meio quem determina o ser ou o ser que determina o meio?". De modo a estudar as ações, tem seu cunho psicanalítico e sociólogo. Mesmo sem nada concreto, o que vale é o exercício de tentar entender esse paradoxo que convém ao homem. Além, ainda temos a bela trilha sonora e as ótimas atuações.
Assistir a este filme era um sonho alimentado desde a adolescência: tendo finalmente visto-o, na manhã de hoje, num momento em que (re)descubro entusiasticamente a obra do genial e muito autoral Hal Hartley, admito que fiquei muitíssimo encantado com o que vi. Apesar de não ter gostado muito do episódio estadunidense picotado, amei o pós-modernismo e as modificações de perspectiva no episódio alemão e me surpreendi bastante com os prolongamentos (ainda mais pós-modernos) do episódio japonês. Muitíssimo bom: genial em suas sutilezas comparativas! (WPC>)
Excelente, e a parte em Tóquio é maravilhosa. Interessante como a mise-en-scène muda nitidamente de uma cidade para a outra, com o estilo fiel ao cinema do país em questão. Muito interessante.