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Data de lançamento
30 Out. 2015Duração
Frankenstein é definido na cidade de Los Angeles e diz inteiramente a partir da expectativa do monstro. Depois que ele é criado artificialmente, em seguida, deixado para morrer por uma equipe de cientistas excêntricos, Adam é confrontado com nada além de agressão e violência do mundo em torno dele. Este monstro desfigurado que virou uma criação perfeita deve vir enfrentar a natureza terrível da humanidade.
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Mas é muito galhofa. Faltou orcamento e melhor produção.
Choca e faz isso muito bem, adaptando com maestria a clássica história para o presente, trazendo muita reflexão através do desconforto. Deixa a desejar um pouco com o final, mas não tira o brilho da jornada e suas sensações.
Tem umas cenas legais de gorezinho, mas é só. Apesar de ser ficção, não dá pra comprar a ideia, foi tudo vomitado. Mas tudo bem, não assisti achando que seria bom mesmo kkk
Filmar ou refilmar algo consagrado pela história não é uma tarefa nada fácil. Por mais que seja compreensível a releitura que o diretor quis fazer, expondo as fragilidades sociais atuais. O filme não me impactou. Talvez chamá-lo de Frankenstein não foi uma boa idéia. Quem leu o livro, entende a profundidade de alguns aspectos que o filme não alcançou. O que faltou ao diretor é tomar Mary Shelley (e o seu romance) como inspiração e não como referência fidedigna, passo à passo. Tomando como referência, ele copiou tudo o que há na obra original. E mesmo contextualizando no tempo presente, não soou como uma ode ao clássico, nem tornou seu filme mais digno. Se tornou algo medíocre, pois não foi capaz nem de homenagear, nem desenvolver algo nova baseado na inspiração. Pois quando fazemos referências e não respeitamos o tempo histórico em que a obra original foi narrada, o resultado da referência se torna algo deslocado, desconexo. Pois não há propósito.
Como inspiração o contexto é diferente. Entendemos o subtexto no monstro medieval, mas não precisamos evoca-lo. Um bom exemplo disso é o filme “The Lighthouse (O Farol)” do diretor Robert Eggers. É evidente que o filme foi inspirado pelas obras de H.P Lovecraft. Porém se o filme se chamasse Cthulhu e tentasse narrar a história da criatura mitológica, conforme o conto do escritor, porém dentro do roteiro do filme. Com certeza o filme perderia seu valor, se tornaria medíocre. Principalmente porque Lovecraft é um dos escritores, praticamente, impossíveis de se adaptar uma obra que soe com a mesma essência em um filme. Robert Eggers trouxe a narrativa todas as sensações que existem nas leituras de uma obra tétrica do Lovecraft. Mesmo o filme não sendo uma adaptação direta do conto de Lovecraft, a inspiração criou sutis referencias que fez com que a obra caminhasse por si só, sem desmerecer a honrada homenagem a quem o inspirou.
O que não aconteceu com o Frankenstein do diretor Bernard Rose. Com o título e toda narrativa exatamente similar a obra literária, parece-me que ele simplesmente disse: “olha é nisso que me inspirei”. E como sabemos de fio a pavio qual é a história do Frankenstein. O filme soou como: “Veja essa história que você já conhece, agora contextualize com essa realidade aqui”. Ou seja, não houve nada de surpreendente. Nem na tentativa de homenagear a obra de Mary Shelley, nem na inspiração que levou Bernard Rose a trazer o tema para o presente. Filmes como “A.I. Inteligência Artificial” do Steven Spielberg ou “O Homem Bicentenário” com Robin Williams foram mais grandiosos na inspiração e louváveis na homenagem do que essa tentativa que no final das contas soou como pretenciosa ou um mero desperdício de tempo e dinheiro. Diante dessa tentativas meia-boca, acabo preferindo o Frankenstein com Robert DeNiro e os filmes B da produtora Hammer sobre a criatura de Mary Shelley.
O filme me surpreendeu, porque achei que ia ser mais um caça-niqueis usando o nome da célebre franquia da Universal. O filme erra muito no que tem de ruim: tentativas de nos fazer simpatizar com a criatura "na marra", provocar-nos o ódio à humanidade e algumas atuações pífias. Mas quando acerta, é aí que o filme brilha: não se prende a explicações complicadas sobre a tecnologia usada na criação do proto humano, usa bem o baixo orçamento com técnicas de efeitos especiais simples, mas convincentes... tem no Xavier Samuel uma atuação decente de um ser que foi obrigado a vir ao mundo somente pra ser rejeitado em seguida, recebendo desse mundo somente ódio e violência. Como seria estar na pele de alguém com intelecto de uma criança de 6 meses e com a "força de 10 homens", de acordo com um dos personagens? No geral, um bom filme.