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Na noite de núpcias, homem descobre que sua mulher não era virgem e, enfurecido, a mata. Depois, enriquece e se apaixona por uma jovem inocente.
O filme traça um retrato da vida brasileira nos anos de 1930, com sua violência urbana e repressão sexual.
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Entendo, talvez, a importância deste filme para o Cinema Novo em sua narrativa. Há sim cenas interessantíssimas criadas por Humberto Mauro, como a cena inicial do casamento que se transforma em um funeral. Toda a construção do filme está à frente de seu tempo, mas não há como negar que em vários outros aspectos ele envelheceu mal também. O personagem principal é tosco, difícil até de aturar em tela. Gostei das canções que dão um tom de Brasil ao filme, que era marca importante nesta época que o Brasil começou a produzir filmes sonoros uns anos antes. Não gostei muito do final, há uma glorificação da violência masculina que está enraizada na nossa sociedade, lógico que o filme é de uma sociedade de quase 100 anos atrás, difícil ver com os olhos de hoje.
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Muito interessante o uso que fazem das falas aqui, como elementos esporádicos.
É até engraçado ver como usavam legendas, vindo depois dos personagens falarem, e não durante.
Me parece que tenta falar de impunidade e do toque destrutivo do patrão, ao mesmo tempo em que toca em temas tabu, como a relação entre o Décio e a Sônia.
O final também me chamou a atenção, alternando planos do crucifixo com o que se passava ali, como que dizendo: o que resta da família cristã? Uma filha adotiva se casando com um feminicida. É isso ou a solidão.
Me lembrou A Falecida, do Leon. Talvez por ser uma narrativa meio Nelson Rodrigues.
Deveria se chamar GAIA BRUTA!
Filme 038/2025
Visto em 27/02/2025
“Quem mais quer conhecer a cara do gerente?” é o machismo, a repressão sexual, o industrial x a natureza, a autoreflexão que só o leva a se corromper novamente. É um "Aurora" sob um sol escaldante, em que a ameaça do visitante da cidade grande é como que ele pode ser literal. Realmente dá para sentir que é um filme cuja realização foi penosa, mas ele é interessante justamente por isso: ter nascido “atrasado” faz toda a encenação parecer mais prestigiosa. Só não gosto muito do final.
Clássico do cinema brasileiro.