Envolve a história de um garoto tcheco que é resgatado de um campo de concentração e levado a unidade encarregada da lavanderia do Exército Tcheco sob o comando Soviético. Ele torna-se o mascote da unidade, e é batizado com o nome de garoto-estilingue (prace). Em referência aos garotos tchecos que lutavam com estilingues no Exército Tcheco dos Hussites no século XV.
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Destaque para a cena da floresta em que o garoto e uma teia de aranha são enquadrados, semelhante à cena de A Infância de Ivan de Tarkóvski, o qual é de 1962. Já no filme Viva a República, foi a vez do Kachyna beber da fonte Tarkovskiana. Demonstrando, assim, que o cinema talvez seja mais feito como um processo de intertextualidade do que imaginamos.
Um dos melhores filmes de guerra. Tão bom que faz rir em certos momentos.
Ah, esses filmes da Checoslováquia... impossível não amar. O filme tem um lirismo, uma leveza e ao mesmo tempo é tão denso e pesado que assusta. O personagem principal é uma fofura que você só quer abraçar. A simbologia com pássaros mortos, presos e livres permeiam o filme dando uma carga simbólica muito importante para o seu desenvolvimento. O filme emociona, diverte e dramatiza muito bem. A direção é ótima, o desenvolvimento é perfeito (e ao meu ver), tem até uma polêmica bem sutil de apresentar um personagem homossexual entre o batalhão da lavanderia. A cena inicial e a cena final são lindas demais. (PS: Enquanto escrevia esse texto, entrou três crianças judias na loja de brinquedos em que trabalho, e me deixou mais revoltado com os crimes hediondos que o nazismo perpetrou, eram crianças... CRIANÇAS!).
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